Beatriz Santos
Beatriz Santos
14 Ago, 2020 - 10:15

Quarto mês de gravidez: o início do segundo trimestre

Beatriz Santos

Chegando ao quarto mês de gravidez, os pais conseguem relaxar mais. Os sintomas e desconfortos começam a diminuir e a gravidez a ser mais desfrutada.

Quarto mês de gravidez

Começamos o segundo trimestre da melhor forma, pois o quarto mês de gravidez (período entre a 13ª e a 16ª semana e meia) é, geralmente, um mês calmo para a mãe, porque os sintomas que traziam desconforto no início da gravidez têm uma tendência natural a diminuírem neste período.

Outro motivo de alegria é o facto de o risco de aborto espontâneo ter diminuído, sendo que os pais respiram de alívio por terem ultrapassado o período crítico da gravidez.

Este é também o mês em que a maioria das mulheres começa a sentir-se “grávida”, devido à barriga começar a crescer, as curvas acentuam-se e a mulher acaba por passar algum tempo ao espelho a apreciar este novo desenvolvimento.

Aproveite e tire muitas fotografias a si própria para registar a evolução da gravidez.

EXAMES A FAZER NO QUARTO MÊS DE GRAVIDEZ

Grávida numa consulta médica

Idealmente a ecografia de datação (no caso de não se lembrar a última vez que menstruou) e a 1ª ecografia devem ser realizadas o mais tardar até à 13ª semana da gravidez, uma vez que detetar uma gravidez após o terceiro mês pode trazer uma série de incoerências, passando a ser difícil definir a data de fecundação.

Outro problema associado será o conjunto de análises sanguíneas, exames e rastreios bioquímicos que não foram realizados, podendo mesmo tirar-se conclusões erradas em relação ao desenvolvimento do feto e à data provável do parto.

1.

Amniocentese

No caso das mães que fizeram a 1ª ecografia e os resultados não foram totalmente conclusivos ou existe uma suspeita de Síndrome de Down ou Trissomia 21, é aconselhado a realização de um exame designado amniocentese.

A amniocentese deve ser realizada entre a 15ª à 18ª semana de gestação, podendo fazer-se após a 12ª semana excepcionalmente. É um exame invasivo, que consiste na recolha de uma amostra de líquido amniótico do útero materno.

Existe indicação para amniocentese nos seguintes casos:

  • Grávidas com mais de 35 anos
  • Mãe ou pai com problemas genéticos, como Síndrome de Down
  • Gravidez prévia de filho com alguma doença genética

Este exame ajuda a identificar a possibilidade de malformações ou alterações genéticas, o tipo de sangue do bebé, entre outros aspetos, permitindo a prevenção de possíveis patologias.

O risco de aborto, o risco de infeção, traumas no bebé ou indução de trabalho de parto precoce são alguns dos riscos associados a este exame. No caso de sangramento vaginal, espasmos ou sentir perda de um líquido transparente pela vagina, deverá procurar imediatamente o seu médico.

2.

Biópsia às vilosidades coriónicas da placenta (BVC)

Poderá também ter de fazer uma biópsia às vilosidades coriónicas da placenta (BVC), que consiste numa técnica invasiva, realizada entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, onde a amostra que é colhida tem como finalidade avaliar o material genético do feto. Permite assim identificar a existência de alterações cromossómicas como: Trissomia 13, 18 ou 21.

A BVC não é considerada um procedimento doloroso, no entanto a grávida pode sentir algum desconforto pélvico.

Este exame apresenta riscos associados semelhantes à amniocentese.

Exames e rastreios no 2º trimestre de gravidez
Veja também Exames e rastreios no 2º trimestre de gravidez

ALTERAÇÕES HORMONAIS E FÍSICAS NO QUARTO MÊS DE GRAVIDEZ

1. Mudanças hormonais

Como foi referido nos meses anteriores, as hormonas têm um papel crucial na manutenção e desenvolvimento durante toda a gravidez. No entanto, hormonas como a Beta-hCG ou a progesterona, encontram-se presentes no sangue materno em quantidades mais elevadas no primeiro trimestre.

No segundo trimestre, após a formação da placenta, verificamos que o estrogénio adquire um papel importante no sistema circulatório, favorecendo:

  • A dilatação dos vasos sanguíneos, preparando a mulher para o aumento do volume do aporte de sangue
  • A dilatação e o crescimento das glândulas mamárias para a futura amamentação
  • O aumento da libido da mulher

Outra hormona a ter em conta, principalmente a partir deste trimestre e até ao período pós-parto, é a prolactina, produzida pela placenta. Esta hormona tem a grande responsabilidade de deixar as glândulas mamárias aptas para a futura produção de leite.

Grávida a pesar-se numa balança

2. Mudanças físicas

Com a chegada do 4º mês, verifica-se o alívio de alguns desconfortos sentidos no 1º trimestre, tais como os enjoos e vómitos, e surgem outros sintomas como:

  1. Modificação da silhueta da grávida, verificando-se em muitas grávidas o surgimento da barriga.
  2. Dores ao nível da pélvis e nas costas, devido à adaptação dos músculos ao aumento do tamanho do útero e, consequentemente, ao aumento da zona abdominal, levando a uma alteração do centro de gravidade da mulher e possíveis períodos de desequilíbrio.
  3. Irritação e impaciência devido às dores referidas anteriormente.
  4. Aumento do peso.
  5. Surgimento de alguns grânulos na auréola.
  6. Aparecimento do colostro, que consiste num líquido amarelo espesso e muito nutritivo que irá alimentar o bebé nos primeiros dias pós-parto. É nesta fase que é formado, apesar de na maior parte das mulheres só ser expelido do mamilo no final da gestação.
  7. Aumento de energia, devido à diminuição dos enjoos e vómitos e consequente aumento do apetite.
  8. Aparecimento de veias varicosas superficiais, nas pernas e seios, que não são mais do que linhas vermelhas que geralmente desaparecem após o parto. O ideal será usar meias de compressão apropriadas para a gravidez.
  9. Corrimento vaginal esbranquiçado (leucorreia), que convém ser analisado pelo seu médico.
  10. Prurido na pele da barriga e seios.
  11. Obstipação ou azia (sensação de queimadura ao nível do tórax).
  12. Aparecimento de estrias.
  13. Alguma dificuldade em respirar, devido ao bebé estar maior e a ocupar mais espaço na região abdominal, podendo começar a comprimir os pulmões da mãe. Esta é uma sensação que se mantém até quase o final da gravidez, quando o bebé desce e encaixa na pélvis da mulher.
  14. Percepção dos movimentos do bebé, sendo que no início são difíceis de detetar, podendo sentir a leve sensação de borboletas na barriga.

Como este é um mês em que a mulher se sente relativamente bem, a maioria das mães começa a dedicar-se à preparação do ninho, ou seja, a preparar o quarto do bebé, a comprar roupas e a preparar a mala da maternidade. Algumas mães aproveitam para fazer uma lua-de-mel antes de o bebé nascer.

EVOLUÇÃO DO BEBÉ NO QUARTO MÊS DE GRAVIDEZ

Mulher grávida a ver o seu bebé na ecografia das 12 semanas

Com quatro meses o bebé está em constante evolução e desenvolvimento, verificando-se as seguintes alterações:

  1. Em termos de tamanho, o corpo do bebé torna-se mais proporcional, a cabeça
    já não é tão grande em relação ao resto do corpo e as pernas tornam-se
    maiores que os braços.
  2. Os dedos do bebé estão formados e poderá ter a sorte de, numa ecografia,
    observar o bebé a chupar os dedos.
  3. A grande maioria dos órgãos internos já estão quase formados, tais como as cordas vocais, a laringe, o esqueleto, entre outros. As bochechas e a ponta do nariz já começam a aparecer.
  4. O órgão genital fica totalmente formado e evidente, tornando possível a identificação do sexo do bebé.
  5. Iniciam-se os soluços, devido aos músculos involuntários, mas nesta fase a mãe ainda não os deverá conseguir sentir.
  6. O bebé apresenta os primeiros movimentos respiratórios, começando a engolir líquido amniótico, o que ajuda a desenvolver os alvéolos dos pulmões.

Aos 4 meses de gravidez o bebé mede, aproximadamente, 15 centímetros e pesa cerca de 240 gramas.

DICAS E CUIDADOS NO QUARTO MÊS DE GRAVIDEZ

Grávida deitada na cama a dormir
1.

Renovar algumas peças de roupa

Devido às alterações físicas maternas que estão a surgir, talvez seja melhor começar a renovar algumas peças do seu guarda-roupa, optando sempre pelo conforto, isto é, peças largas ou elásticas. Utilize soutiens firmes e confortáveis, para suportar o aumento do peito.

2.

Moderar a utilização de maquilhagem

Devido às possíveis alterações na pigmentação da pele que podem surgir, como os melasmas, opte por utilizar maquilhagem só mesmo quando for necessário. Existem cremes específicos para ajudar a clarear as manchas da pele.

3.

Dormir em decúbito lateral esquerdo

Opte por dormir sempre em decúbito lateral esquerdo, ou seja, virada para o lado esquerdo, com almofadas entre as pernas.

Esta posição fornece à placenta um maior fluxo de sangue, aumentando o aporte de oxigénio e de nutrientes ao feto.

4.

Aplicar creme hidratante gordo várias vezes ao dia

Aplique, várias vezes ao dia, um creme hidratante gordo nas zonas de risco (seios, barrida, glúteos), para prevenir o aparecimento de estrias.

5.

Utilizar meias elásticas ou descanso

Para evitar as varizes, utilize meias elásticas adequadas, evite utilizar sapatos de salto alto, roupa apertada, faça vários períodos de descanso, colocando as pernas elevadas, e pratique exercício físico.

POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES NO QUARTO MÊS DE GRAVIDEZ

Poderão surgir complicações ao longo das 40 semanas de gestação. No entanto, tal como referido anteriormente, o período mais critico da gravidez já passou, pois ultrapassou com sucesso o 1º trimestre e com ele ocorre uma diminuição do risco de aborto espontâneo.

1. Risco de infeção por toxoplasmose

Se não é imune à toxoplasmose terá de ter cuidados com a alimentação, evitar mexer na terra sem luvas e evitar mudar a areia dos seus gatos, se possível, delegue essa função ao seu companheiro.

Não se esqueça que a toxoplasmose é uma infeção causada pelo parasita Toxoplasmose gondii, cujos ovos se encontram nas fezes dos gatos. A infeção pode ser transmitida ao feto através da placenta, podendo resultar em aborto ou na ocorrência de toxoplasmose congénita (que inclui sintomas como inflamação dos olhos, icterícia grave, convulsões ou apresentação de uma cabeça grande ou pequena e atraso mental).

2. Diabetes gestacional

Outra situação clínica que os médicos dão particular relevância durante toda a gestação é realizar o diagnóstico precoce de uma eventual diabetes gestacional, pois é uma situação que poderá colocar em risco a saúde da mulher e do bebé.

A diabetes gestacional é um subtipo de intolerância aos hidratos de carbono detetada pela 1ª vez durante a gravidez, isto é, verifica-se hiperglicemia (aumento do nível de açúcar no sangue), devido à resistência à insulina provocada pelas hormonas da gestação.

Este tipo de diabetes geralmente desaparece após o parto. No entanto, o seu diagnóstico implica:

  • Rastreio mais assertivo de malformações fetais
  • Rastreio de complicações microvasculares da diabetes
  • Maior necessidade de vigilância e terapêutica farmacológica durante a
    gravidez

Geralmente, os médicos baseiam o seu diagnóstico nas análises sanguíneas que a mãe vai efetuando e na PTGO (prova de tolerância oral à glicose), feita geralmente a partir das 22 semanas, que consiste na ingestão de uma solução que contém 75 gramas de glicose diluída em 250-300 mililitros de água. Durante este exame, é feita uma colheita de sangue para determinação da glicemia plasmática às 0, 1h e 2h do exame.

É importante ter alguns cuidados para a realização deste exame. Deverá estar em jejum, realizar a prova antes das 11h da manhã e estar em repouso durante o exame. Se tiver possibilidade, leve um acompanhante para lhe fazer companhia, pois a prova é demorada e poderá sentir-se fisicamente mal.

Perante este diagnóstico não facilite nos cuidados que o médico lhe recomenda, pois as possíveis complicações de uma diabetes gestacional são graves, como por exemplo, prematuridade no rompimento da bolsa amniótica, parto prematuro, aumento do risco de pré-eclâmpsia, dificuldades em respirar por parte do bebé quando nasce, tamanho aumentado para a idade gestacional e doenças cardíacas.

A principal prevenção para evitar a diabetes gestacional é não apresentar um aumento excessivo de peso durante a gestação, tendo em atenção a alimentação e uma prática de exercício físico adequado e regular.

No entanto, durante toda a gestação deverá estar alerta para o aparecimento de alguns sintomas. Consulte imediatamente o seu médico se verificar:

  • Sangramento vaginal ou um corrimento acastanhado, mesmo que seja em pequena quantidade
  • Cefaleias (dores de cabeça) intensas, com uma duração mínima de 2 horas
  • Dores na região abdominal inferior ou contrações (sensação de barriga durante alguns segundos)
  • Visão turva ou manchas pretas à frente dos olhos
  • Dor ao urinar, ou dor na região lombar, acompanhada com urina acastanhada ou cor bordeaux
  • Retenção de líquidos repentina em alguma parte do corpo ou de forma generalizada
  • Náuseas e vómitos incoercíveis
  • Febre
  • Prurido (comichão) no corpo, acompanhada ou não de icterícia (a pele e a parte branca dos olhos fica amarela), urina escura e fezes com muco ou incolores

ALIMENTAÇÃO NO QUARTO MÊS DE GRAVIDEZ

vitamina c previne gripes e constipações: sumo de laranja natural

Nesta fase, provavelmente os enjoos já passaram e já se faz sentir o crescimento do bebé. Aqui sim, deve aumentar a ingestão alimentar e a ingestão de alimentos ricos em ferro deve continuar, para evitar possíveis anemias.

A carne, os legumes verde escuro e as leguminosas deverão ser alimentos sempre presentes. Também os alimentos ricos em vitamina C facilitam a absorção do ferro e são excelentes aliados neste mês (citrinos, frutos vermelhos, entre outros).

Apesar de não ser necessário comer por dois, também não é recomendado nenhum tipo de restrição alimentar exagerada, exceto de substâncias nocivas como o álcool, enchidos e fumados, gorduras saturadas, como a manteiga e os óleos.

Dicas essenciais para a alimentação durante a gravidez

  • Garantir a ingestão diária de cereais complexos, vegetais, fruta e consumir diferentes fontes de proteína, nomeadamente carne, peixe, ovos, soja e outras leguminosas
  • Optar por laticínios ultrapasteurizados para evitar toxinfeções alimentares
  • A alimentação deve ser distribuída por várias refeições ao longo do dia e deve evitar estar mais de 3 horas sem comer
  • Evitar o consumo de alimentos com grande quantidade de gordura e fazer confeções simples como cozidos, grelhados, assados e estufados
  • Manter-se hidratada: beba entre 2-3 litros de água por dia
  • Optar por alimentos da época, com o menor grau de processamento possível
  • Evitar ao máximo o consumo de lacticínios não pasteurizados, enchidos e e fumados, queijos frescos e mal curados, marisco e peixe cru, peixes como espadarte, tamboril ou tintureira, e patês
  • Garantir sempre que os legumes e frutas são muito bem lavados
  • Evitar o consumo de salgados e adição de sal às refeições

GESTÃO DE PESO NO QUARTO MÊS DE GRAVIDEZ E NECESSIDADES NUTRICIONAIS

Como já foi referido, inerente ao aumento das necessidades energéticas na gravidez está o ganho de peso, o que influencia o peso da criança ao nascer, bem como a saúde e o retorno ao peso normal da mãe após este período.

Relativamente ao valor energético total consumido pela grávida, cerca de 45%–65% desse valor deve provir dos hidratos de carbono, 20%–35% dos lípidos e 10%–25% da proteína. Se a mulher respeitar os aumentos referidos e se se alimentar nessa proporção, a gestão de peso na gravidez torna-se mais fácil, o que permitirá um adequado desenvolvimento do bebé e facilitará a recuperação ao peso normal da mãe.

Caso isso não aconteça e o embrião / feto for exposto a défices ou excessos nutricionais durante este período de grande multiplicação celular, o desenvolvimento, a função e estrutura de diversos tecidos e órgãos pode ficar afetado, de forma irreversível, para toda a vida.

Chegado o segundo trimestre, o desenvolvimento do bebé já contribui de forma mais significativa para o aumento de peso da grávida.

Devido ao aumento das necessidades energéticas diárias, preconiza-se um aumento da ingestão energética em cerca de 340 Kcal/dia para além das habitualmente recomendadas.

O ganho de peso no 4º mês de gravidez deverá rondar os 0,4 kg/semana.

O EXERCÍCIO FÍSICO DURANTE A GRAVIDEZ

Grávida a fazer agachamento

Cada fase da gravidez obriga a cuidados especiais, havendo, por conseguinte, exercícios que poderão ser realizados no primeiro trimestre e não no segundo ou terceiro. Linhas gerais, à medida que vai avançando do primeiro, para o segundo e finalmente para o terceiro trimestre, os cuidados terão de ser redobrados, e deverá ser dada atenção a outros grupos musculares mais específicos e por vezes negligenciados.

Serão aqui apresentados guidelines gerais, que deverão ser avaliados caso a caso, consoante a experiência de treino da grávida, bem como a existência (ou não) de alguma limitação física prévia.

Relativamente a contraindicações, estas dividem-se em 2 categorias principais: relativas e absolutas.

Contraindicações relativas

  • Gestação múltipla após 28 semanas
  • Anemia (Hemoglobina menor que 100g/l)
  • Doença da Tiroide
  • Fadiga extrema
  • Dores musculares extremas
  • Tonturas e dores de cabeça
  • Contractilidade uterina que dure várias horas após o exercício
  • Obesidade excessiva ou baixo peso extremo
  • História Clínica Anterior de aborto espontâneo

Contraindicações absolutas

  • Incompetência cervico-ístmica
  • Placenta prévia após as 28s de gestação
  • Sangramento vaginal persistente ao longo do segundo/terceiro trimestre
  • Rutura de bolsa / bolsa rota
  • Crescimento intrauterino retardado ou macrossomia
  • Gravidezes múltiplas (maior ou igual a 3)
  • Doença cardíaca (conhecida geralmente antes da gravidez:
    miocardiopatia ativa, insuficiência cardíaca, arritmias)
  • Doença Pulmonar (conhecida antes da gravidez), Embolia pulmonar recente;
  • Hipertensão gestacional, pré-eclampsia
  • Tromboflebite
  • Doença infeciosa aguda
  • Realização recente de amniocentese
  • História de abortos de repetição
  • Gestante sem assistência pré-natal

A partir do 4º mês, exercícios em supinação deverão ser evitados, isto é, exercícios em que esteja deitada de barriga para cima. Evitar excessivo trabalho abdominal, uma vez que por volta deste mês começa a haver a separação da linha alba, havendo assim a separação do reto abdominal direito do reto abdominal esquerdo.

Exercícios que envolvam muito equilíbrio, atividade competitiva com movimentos repentinos, saltos, artes marciais e mergulho, deverão ser evitados.

1. Agachamento

– Execução –

  1. Ficar em pé: afastar as pernas, colocar os pés à largura dos ombros e apoiá-los totalmente no chão;
  2. Dobrar os joelhos: os joelhos devem ser fletidos, empurrar os glúteos para trás, como se estivesse a sentar numa cadeira, mantendo as costas sempre direitas.
  3. Regressar à posição inicial e repetir 10 vezes.

2. Lunge estático

– Execução –

  1. Coloque um pé à frente e outro atrás, desça de forma controlada até que os joelhos formem um ângulo de 45º.
  2. O joelho de trás deverá ir na direção do solo, quase tocando neste; o joelho da frente não deverá ultrapassar a linha do pé.

3. Bird Dog

– Execução –

  1. Num colchão, coloque-se em quatro apoios, com as mãos alinhadas com os ombros, e os joelhos alinhados com a anca, pernas afastadas à distância da mesma.
  2. Manter a pelve e a coluna numa posição neutra.
  3. A cabeça deve seguir o alinhamento da coluna torácica.
  4. Elevar o braço direito e o joelho esquerdo do chão em simultâneo, ambos em direções opostas e volte à posição inicial realizando o mesmo para o outro lado.

4. Abdução no chão

– Execução –

  1. Deitar no chão de lado com as pernas estendidas e o corpo todo alinhado.
  2. Apoiar a cabeça com o braço de baixo, o de cima pode ajudar a equilibrar o tronco.
  3. Subir a perna de cima afastando-a da perna que se encontra em baixo, regressar à posição inicial e fazer entre 10 a 15 repetições para cada lado.

5. Remada com halter

– Execução –

  1. Coloque-se ao lado de um banco, colocando o joelho e mão do braço de apoio no banco.
  2. Posicione o pé da perna oposta ligeiramente para trás e ao lado e agarre o halter do chão.
  3. Expirar e ao mesmo tempo puxar o halter para cima ao lado do tronco até que o braço fique ao lado das costelas ou ultrapasse ligeiramente da linha do tronco.
  4. Inspirar e ao mesmo tempo descer o halter até que o braço se encontre estendido de forma controlada sem relaxar o ombro. Repita o movimento para o outro braço.
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