Porque está sempre com fome? Apresentamos-lhe 12 possíveis razões!

Se passa o dia com fome, tem que descobrir a razão. Seja por motivos de saúde, ou por estar a fazer algo de errado na sua dieta, é importante resolver.

Porque está sempre com fome? Apresentamos-lhe 12 possíveis razões!
Apesar de a fome ser um fenómeno fisiológico, não é suposto que passe o dia neste estado.

A sensação de fome corresponde à necessidade fisiológica de mais ingestão de alimentos. É, por isso, um fenómeno natural que pode manifestar-se através de sintomas como os barulhos do estômago vazio, dores de cabeça, irritação, tonturas ou incapacidade de concentração.

A maioria das pessoas pode passar várias horas entre as refeições antes de sentir fome, sendo natural que este estado seja pouco frequente ao longo do dia.

Quando a fome se torna excessiva e a pessoa sente que passa todo o seu dia com vontade de comer, pode já não se tratar de uma situação fisiológica e é necessário descobrir a causa.

Por vezes, esta causa é apenas derivada de stress ou de erros na dieta de emagrecimento que a pessoa está a fazer, mas também pode esconder algum problema mais sério por trás.

Por outro lado, é importante salientar que a fome é controlada e despoletada por hormonas de apetite, cuja síntese e libertação podem ser potenciada por um conjunto de fatores, incluindo os hábitos alimentares, fatores emocionais, falta de descanso e stress, os quais deve estar atento a partir do momento em que esta situação se iniciar.

12 RAZÕES PARA TER SEMPRE FOME


1. ANDA A SALTAR REFEIÇÕES

Fome e comer de 3 em e horas

Um erro muito comum nas pessoas que estão a fazer uma dieta para emagrecer é saltar refeições, de modo a diminuir a ingestão energética ao longo do dia e acelerar a perda de peso.

No entanto, esta não é de todo uma boa ideia, visto que irá despoletar uma queda na glicemia e uma consequente libertação de grelina, uma hormona responsável por aumentar o apetite.

O ideal é que nunca fique mais de quatro a cinco horas (no máximo) sem comer e que coma de três em três horas, de modo a manter a sua glicemia estável e a produção hormonal controlada. E mesmo que não tenha muito tempo, por exemplo, opte por “petiscar” algo como um iogurte, frutos secos ou umas fruta.

2. NÃO INGERE UMA QUANTIDADE DE PROTEÍNA SUFICIENTE

boas fontes de proteina

proteína é o macronutriente com a capacidade mais saciante, ajudando a reduzir o apetite e mante-lo controlado ao longo do dia.

Uma baixa ingestão proteica com eventual valorização do consumo de hidratos de carbono, irá potenciar uma sensação de apetite mais constante.

Como tal, não dispense uma boa ingestão de fontes proteicas de boa qualidade como, carnes magras, peixe, ovos e lacticínios magros, frutos secos oleaginosos, entre outros.

3. NÃO INGERE GORDURA SUFICIENTE

abacate aberto

Apesar de poder parecer estranho, a verdade é que a gordura também tem propriedades saciantes, visto que atrasa a passagem dos alimentos para o intestino e a sua absorção, promovendo uma sensação de saciedade mais prolongada.

No entanto, opte por gorduras insaturadas, as mais saudáveis, que não só prolongam a saciedade, como ainda intervêm na prevenção de doenças cardiovasculares e redução do mau colesterol (LDL). Pode encontra-las em alimentos como abacate, frutos secos, azeite, sementes, entre outros.

4. ESTÁ DESIDRATADO

mulher a beber agua fresca

Pode não se dar conta, mas há uma possibilidade de estar a confundir a sensação de sede com fome. O que acontece é que em situações de desidratação ocasional, pode ocorrer uma “confusão” a nível do hipotálamo, que regula a fome e a sede.

Para evitar que isto aconteça, esforce-se por beber pelo menos 1,5l de água por dia e mantenha-se sempre hidratado.

5. “EMPANTURRA-SE” COM HIDRATOS DE CARBONO SIMPLES

alimentos integrais

Se lhe acontece (com alguma frequência) devorar alimentos ricos em açúcar ou hidratos de carbono simples / refinados, como biscoitos, bolachas, bolos, etc, saiba que está a promover o aumento do apetite.

Com efeito, os hidratos de carbono simples são, nada mais, nada menos, do que amidos ou açúcares, por exemplo. Ao ingerir hidratos de carbono simples (que são absorvidos rapidamente pelo organismo) vai estar a sobrecarregar o seu organismo com açúcar, provocando os chamados picos glicémicos (subidas abruptas dos níveis de açúcar no sangue).Após a ocorrência destes picos, ocorre uma queda brusca na glicemia que desencadeia a fome, em particular pelo mesmo tipo de alimento.

A solução: opte por alimentos mais saudáveis e ricos em hidratos de carbono complexos, como no caso dos cereais integrais, que, por possuírem maior teor de fibra, demoram mais tempo a ser absorvidos pelo organismo.

6. ANDA MUITO STRESSADO

mulher cheia de stress

Que o stress era um dos seus piores inimigos, já devia saber. Pois agora saiba que também pode afetar o seu apetite. Quando uma pessoa está submetida a elevados níveis de stress, aumenta a produção de adrenalina e cortisol, as chamadas hormonas do stress.

Quando a concentração destas hormonas é elevada, o organismo assume que é necessária mais energia para responder àquele stress e, como consequência, o apetite “dispara” para facilitar este abastecimento de energia.

Para além disso, o stress também contribui para a redução da produção de serotonina, a hormona associada ao bem estar, que controla a libertação de outras hormonas que regulam a fome ou o sono, por exemplo.

Por isso, evite o stress excessivo ao máximo e relaxe. O seu apetite agradece.

7. DORME POUCO

mulher com insonias

Dormir menos horas do que o mínimo recomendado influencia o apetite porque diminui a produção de leptina, hormona que reduz a fome, e aumenta a produção de grelina, hormona que a estimula, favorecendo o aumento excessivo de peso.

Como tal, recomenda-se que durma pelo menos 7h diariamente e evite dormir mais do que 9 horas.

8. VÊ DEMASIADAS IMAGENS E PROGRAMAS SOBRE COMIDA

prato de comida apelativo

Atualmente, existem muitos programas sobre comida, onde são confecionados pratos muito apelativos, que fazem logo disparar o apetite. Além disso, mesmo sem se dar conta ao espreitar as suas redes sociais é “atacado” por fotos de pratos deliciosos, que também despertam o seu interesse.

Todos estes estímulos, quando percepcionados constantemente, contribuem para o aumento da produção de grelina, a hormona da fome, que já aqui referimos. E o mesmo acontece com o cheiro da comida, quanto mais apetitosos os odores, maior será a sensação de fome.

9. Bebe demasiadas bebidas alcoólicas

cerveja

Um estudo publicado na Appetite, diz que o álcool estimula o consumo de alimentos de elevada densidade energética, ou seja, com muitas calorias, mesmo quando se está de estômago cheio.

Como o álcool desidrata, há ainda a possibilidade de confundir a sede com fome. Como tal, modere a ingestão de bebidas alcoólicas e prefira a água ou chá sem açúcar.

10. Faz uma dieta demasiado restritiva

dieta restritiva

Quando faz uma dieta demasiado restritiva, ocorre uma adaptação metabólica por parte do organismo, que conduz a uma redução do gasto energético e aumento do apetite.

Com efeito, ocorre a diminuição do metabolismo basal e um aumento da síntese de grelina, que conduz a um aumento de apetite.

Esta situação agrava-se ainda mais se a dieta for baseada em batidos e refeições líquidas, visto que os líquidos passam no estômago mais rápido e sofrem menor digestão do que os sólidos.

11. Toma medicamentos que aumentam o apetite

comprimidos para aumentar o apetite

Existem determinados medicamentos que têm como efeito secundário o aumento do apetite. Verifique na bula se está nesta situação e fale com o seu médico sobre a possibilidade de alteração.

12. Está com algum problema de saúde

verificar glicemia

Caso nenhuma das situações mencionadas anteriormente justifique a sua fome constante, pode estar a desenvolver algum problema de saúde que justifica este sintoma, como diabeteshipertiroidismoansiedadedepressão, entre outras.

Fale com o seu médico para obter um diagnóstico preciso e dar início à sua resolução.

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Nutricionista Rita Lima Nutricionista Rita Lima

Rita Lima é nutricionista, licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto em 2016 e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade. É membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas.

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