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Refluxo Gastro-Esofágico: o que não deve comer

Se quer evitar ou combater o refluxo, conhecer o que não deve comer é uma mais-valia, pois são vários os alimentos que podem agravar os sintomas.

Refluxo Gastro-Esofágico: o que não deve comer
Alimentos que podem agravar ou provocar a sintomatologia do refluxo

O refluxo do conteúdo do estômago para o esófago, refluxo gastro-esofágico, é um processo fisiológico que ocorre sobretudo após as refeições e de modo assintomático.

Quando este refluxo se torna patológico e provoca lesões sintomáticas no esófago, passamos a falar de doença de refluxo gastro-esofágico (1). Se sofre de refluxo, o que não deve comer é algo prioritário que tem de saber.

Sintomas e causas do refluxo gastro-esofágico


refluxo: o que não deve comer

Na transição entre o esófago e o estômago existe uma válvula (esfíncter) que permite a passagem dos alimentos neste sentido e impede que voltem novamente para o esófago.

Quando esta válvula funciona mal possibilita a subida dos alimentos, já misturados com os sucos ácidos do estômago, para o esófago. Pela sua acidez, este refluxo do bolo alimentar irrita / queima as zonas do esófago por onde passa e pode causar lesões, provocando desconforto e dor com sensação de ardência.

O refluxo gastro-esofágico é, por isso, caracterizado por sintomas como pirose (ardor no peito), azia e/ou regurgitação ácida involuntária, acabando por interferir com a qualidade de vida dos doentes, tanto durante o dia como durante a noite. Além destes sintomas mais comuns pode também originar tosse, falta de ar e rouquidão.

A severidade dos sintomas de refluxo não depende exclusivamente da presença de lesão da mucosa esofágica. Para além da identificação dos sinais e sintomas presentes, devem ser avaliadas as suas características, severidade, frequência e relação com eventuais fatores precipitantes ou de alívio (2).

O refluxo gastro-esofágico é uma condição crónica, o que implica um tratamento manutenção prolongado para evitar recaídas e/ou das lesões do esófago.

Causas mais comuns para o refluxo gastro-esofágico

Esta condição resulta de um desequilíbrio entre os fatores de defesa naturais do organismo e os fatores de agressão que provocam o refluxo para a mucosa esofágica.

Entre os principais fatores que agridem a mucosa esofágica destacam-se:

1. Alimentos com características mais ácidas ou picantes: estes alimentos, por serem ácidos ou picantes / agressivos, potenciam mais a sensação de ardência aquando do refluxo e, por isso, devem ser evitados na dieta para refluxo.

2. Alimentos ricos em gordura: a gordura é um nutriente que atrasa a passagem dos alimentos do estômago para o intestino, levando a que estes fiquem mais tempo em contacto com os ácidos gástricos e potenciem o refluxo.

3. Alimentos que relaxam o esfíncter gastro-esofágico e facilitam o refluxo: ao promoverem o relaxamento do esfíncter estes alimentos facilitam o retorno dos alimentos ao esófago.

4. Tabaco: o tabaco interfere com o funcionamento da válvula entre o esófago e o estômago;

5. Álcool: o álcool atrasa o esvaziamento gástrico, o que pode potenciar a ocorrência de refluxo;

6. Alguns medicamentos;

7. Hérnia do hiato: se existir esta condição, poderá ocorrer uma disfunção do esfíncter esofágico inferior, aumentando o refluxo.

8. O aumento da pressão intra-abdominal.

Além destes, existem também outros fatores relacionados com a alimentação podem contribuir para o refluxo, nomeadamente:

  • A posição do corpo depois da refeição: deve evitar deitar-se logo após a refeição;
  • O volume de alimentos ingeridos durante uma única refeição: se o estômago estiver muito cheio de alimentos, haverá mais pressão sobre o esfíncter e maior probabilidade de os alimentos refluírem para o esófago.

 

Refluxo: o que não deve comer


Como referido anteriormente, alguns alimentos e bebidas podem ser agressores e causadores de refluxo, nomeadamente:

1. REFEIÇÕES COM ALTO TEOR DE GORDURA E ALIMENTOS FRITOS

comida fast food

Alimentos com muita gordura, como fritos, manteiga, lacticínios não magros, fast food, entre outros fazem parte desta lista de alimentos a evitar.

Para ajudar a prevenir o refluxo, tente diminuir a ingestão total de gordura em cada refeição.

2. ALIMENTOS PICANTES

alimentos com picante

Os alimentos picantes, em particular a malagueta, pimenta e outras especiarias, fazem parte desta lista de alimentos que não deve comer com refluxo, pois podem ser desencadeadores de sintomas ou piorar os sintomas já existentes.

No entanto, a ingestão regular de alimentos picantes acaba por amenizar os sintomas, contrariamente ao que acontece quando apenas come estes alimentos ocasionalmente.

De qualquer modo, preste atenção às especiarias que utiliza para confecionar os alimentos se não quiser ter surpresas desagradáveis no final da refeição.

3. FRUTAS E VEGETAIS ÁCIDOS

metades de laranja

É certo que as frutas e os vegetais são uma parte fundamental da dieta. No entanto, algumas frutas mais ácidas podem piorar os sintomas da doença de refluxo esofágico, nomeadamente:

  • Abacaxi e ananás;
  • Frutas cítricas, como laranjas, toranjas, limões e limas;
  • Tomates e alimentos à base de tomate, como molho de tomate, salsa e ketchup;
  • Alho e cebola;

4. BEBIDAS

cafe e graos de cafe

Além dos alimentos que não deve comer, deve também preocupar-se com algumas bebidas, nomeadamente:

  • Café e chá preto e verde;
  • Bebidas gaseificadas;
  • Sumos de citrinos e de tomate (1).

Pelo contrário, alimentos como cereais integrais, em particular a aveia, chás calmantes, como camomila, água e fruta mais neutras como a maçã ou pera, são alimentos que podem ajudar a aliviar os sintomas de refluxo.

Veja também:

Fontes

1. Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. Disponível em: https://www.spg.pt/publico/gastrenterologia-saiba-mais/
2. Direção Geral de Saúde, 2017. “Norma da DGS sobre Diagnóstico e Tratamento da Doença de Refluxo Gastro Esofágico no Adulto”. Disponível em: https://www.spg.pt/wp-content/uploads/2017/09/i023943.pdf

Nutricionista Rita Lima Nutricionista Rita Lima

Rita Lima é nutricionista, licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto em 2016 e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade. É membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas.

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