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Vacinação: a sua importância, efeitos secundários e mitos

Conheça melhor o Plano Nacional de Vacinação em Portugal e os mitos existentes em torno da vacinação em geral.

 
Vacinação: a sua importância, efeitos secundários e mitos
Saiba porque a vacinação é tão importante

As vacinas representam o maior avanço da medicina e de desenvolvimento no mundo. Após muitos anos de experiência e de vacinas administradas, pode afirmar-se que a vacinação tem um elevado grau de segurança, eficácia e qualidade. As vacinas previnem o aparecimento de doenças, tornam possível a sua erradicação, eliminação e/ou controle.

A vacinação em geral mudou o panorama das doenças infeciosas nos países desenvolvidos e permite salvar mais vidas, tal como prevenir mais casos de doença do que qualquer tratamento médico.

Vacinação: em que consiste e como funciona


Vacinação

Uma vacina é um preparado de antigénios (partículas estranhas ao organismo), que pode ser um vírus ou uma bactéria (são preparados de microrganismos inteiros, mortos ou atenuados) e quando administrada no individuo saudável produz uma resposta semelhante à da infeção natural, induzindo imunidade sem risco, ou seja, o antigénio desencadeia uma reação imunitária e não a doença.

A vacina pode integrar os programas de vacinação, com esquemas adaptados a realidade de cada país ou região. Podem ser utilizadas em determinados grupos de risco ou em circunstâncias especiais como as viagens e podem também ser administradas mediante indicação médica e numa base individual.

As vacinas são consideradas medicamentos, mas apresentam diferenças do medicamento habitual, como:

  • A vacina tem uma ação preventiva, um benefício individual e coletivo, não é contraída a doença e é administrada em indivíduos saudáveis;
  • medicamento tem uma ação terapêutica, é individual e normalmente é administrado com a presença da doença.

Porque é tão importante a vacinação?


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas salvam vidas. Antes da introdução da vacinação as doenças infeciosas eram a principal causa de morte na infância e de incapacidade permanente.

A vacinação é um direito básico de todos os cidadãos. Atualmente, devido ao sucesso dos programas de vacinação e da sua adesão, a maioria das pessoas desconhece a gravidade das doenças evitáveis pela vacinação, não se apercebendo da importância e dos ganhos conferidos pelas vacinas.

Há dois motivos principais para vacinar:

1. A proteção individual: apesar de estas doenças serem atualmente raras em Portugal, qualquer pessoa não protegida pode ser infetada. Uma criança não vacinada poderá adquirir a doença se viajar para locais onde a doença ainda não está controlada ou se contactar com uma pessoa infetada/doente proveniente desses locais. No regresso poderá ainda trazer essas doenças e contagiar pessoas não protegidas e originar surtos.

2. A proteção da comunidade: em países/regiões/locais com elevadas coberturas vacinais a comunidade beneficia da chamada imunidade de grupo. Ou seja, quanto maior a percentagem de pessoas vacinadas menor o risco de circulação do microrganismo.

A imunidade de grupo confere, ainda a proteção aos que não podem ser vacinados, por exemplo, por não terem atingido ainda a idade recomendada para a administração de vacinas.As vacinas são seguras e eficazes. Todas as crianças e adultos devem cumprir os esquemas de vacinação recomendados para a sua idade e estado de saúde (1).

 Quais os efeitos secundários causados pelas vacinas?


Vacinação

As vacinas salvam mais vidas do que outros tratamentos médicos. A sua utilização generalizada ao longo de décadas, através dos programas de vacinação, contribuiu para controlar a elevada mortalidade e as complicações de várias doenças contagiosas.

A vacinação é ainda custo-efetiva, ou seja, o seu custo compensa os custos associados ao tratamento das doenças e das suas complicações, incluindo a morte. Cada pessoa não vacinada corre o risco de adoecer e aumenta o risco de transmitir a doença na comunidade.

Os efeitos causados pelas vacinas são, geralmente, ligeiros e desaparecem sem tratamento. Os principais sintomas locais são a dor, rubor no local da injeção, eritema ou um aumento da temperatura local. A principal reação sistémica é a febre, ligeira a moderada, que desaparece em 24 a 48 horas.

A reação adversa mais grave é a anafilaxia (reação alérgica, que pode resultar em dificuldade respiratória, perda de consciência ou mesmo morte se não for imediatamente tratada). Como prevenção, é sempre aconselhada a permanência no local de vacinação por 30 minutos após a administração de qualquer vacina. Nenhuma reação adversa é mais grave do que a doença alvo da vacina.

O que é Programa Nacional de Vacinação (PNV)?


O PNV é um programa universal, gratuito e acessível a todas as pessoas residentes em Portugal. A sua implementação foi em 1965 e conferia a proteção contra seis doenças. No entanto, o PNV em vigor, confere a proteção de 12 doenças (2).

O principal objetivo do Programa Nacional de Vacinação é proteger a população em geral contra as doenças com maior potencial para constituírem ameaças à saúde pública. Algumas vacinas não incluídas no PNV, embora confiram proteção para quem as toma, não demonstraram, até à data, proporcionar tantos ganhos na saúde da população como as do PNV.

O PNV é regularmente revisto e atualizado pela Direção Geral de Saúde (DGS), após proposta de uma Comissão Técnica de Vacinação (CTV) em função das vacinas disponíveis, da frequência e distribuição dessas doenças no nosso país, e da evolução social e dos serviços de saúde.

As vacinas que integram o PNV são as vacinas consideradas de primeira linha, isto é, comprovadamente eficazes e seguras e de cuja aplicação se obtêm os maiores ganhos em saúde (3).

Mitos sobre a vacinação


Vacinação

1.”As doenças começaram a diminuir antes das vacinas, devido às melhores condições de higiene?”

A melhoria das condições de higiene e a disponibilidade de água potável permitiram controlar muitas doenças infeciosas. No entanto só a vacinação em larga escala consegue evitar a ocorrência das doenças alvo da vacinação, levando ao seu controlo ou mesmo eliminação.

2. “As doenças evitáveis pela vacinação estão praticamente eliminadas, pelo que não há razão para vacinar o meu filho.”

As doenças atualmente evitáveis pela vacinação ainda ocorrem em diversas partes do mundo, incluindo na Europa.

3. “É preferível ficar imunizado pela doença do que pelas vacinas”

A doença natural pode evoluir com complicações graves, incluindo a morte. A vacinação é mais segura. Através da vacinação o sistema imunitário é capaz de garantir proteção a longo prazo, sem o risco acrescido das complicações que a doença acarreta.

4. “Preferia que o meu filho não apanhasse todas essas vacinas hoje.”

Não há risco acrescido de reações secundárias na administração simultânea das vacinas recomendadas para determinada idade. Atrasar a administração vacinação é deixar a criança vulnerável a essas doenças (4).

O ideal é cumprir o esquema recomendado, que está estudado para dar a melhor proteção, o mais cedo possível e de acordo com a idade da criança.

Veja também:

Fontes

1. Direção Geral de Saúde (1989). Disponível em: https://www.dgs.pt/saudepublica1/vacinacao.aspx
2. Serviço Nacional de Saúde (1989). Disponível em: https://www.sns24.gov.pt/guia/programa-nacional-vacinacao/
3. Direção Geral de Saúde. Semana Europeia da Vacinação (04/2011). Disponível em: https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-3/sev2011-2-nota-informativa-pdf.aspx
4. Ministério da Saúde. Importância da vacinação (2017). Disponível em: http://www.saude.gov.br/noticias/745-acoes-e-programas/vacinacao/40603-importancia-da-vacinacao

Enfermeira Filipa Pinto Enfermeira Filipa Pinto

Licenciada na Escola de Enfermagem do IPB (Instituto Politécnico de Bragança), tem formação em feridas na APTF (Associação Portuguesa de Feridas); Curso de Hemodiálise, certificado pela SIGO (Sistema de Informação e Gestão da Oferta Educativa), na Foramplus; Pós Graduação em Cuidados Paliativos no Instituto Português de Psicologia. Atualmente trabalha na Santa Casa Misericórdia de Vizela, como responsável pela área de Enfermagem no Lar Torres Soares e é formadora convidada na Universidade Senior de Vizela.

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