Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
21 Mai, 2020 - 17:43

Hipertensão arterial é mais comum em pessoas com diabetes

Mónica Carvalho

Se tem diabetes, saiba que tem um risco acrescido de sofrer de problemas cardiovasculares. Um alerta deixado pela Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal.

Hipertensão e diabetes: médica a medir a tensão a paciente diabético

No âmbito do Dia Mundial da Hipertensão Arterial, que se assinalou a dia 17 de maio, a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) alerta para a prevalência de hipertensão arterial em diabéticos.

A Associação apela para a “importância do papel do doente na prevenção de complicações associadas à diabetes e à hipertensão”, visto que o aparecimento desta patologia é duas vezes mais comum nas pessoas com diabetes.

Diabetes e hipertensão: cuidados redobrados

Medidor de tensão e caneta de insulina em cima de uma mesa

A hipertensão arterial em pessoas com diabetes tem características específicas, verificando-se, assim uma “maior prevalência de hipertensão noturna, o que confere um risco acrescido de eventos cardiovasculares”, afirma Pedro Matos, cardiologista da APDP.

Nesse sentido, o profissional alerta que “é fundamental estarmos atentos à variabilidade tensional do indivíduo com diabetes, assim como ao perfil glicémico do doente com hipertensão arterial. Para isso, é essencial otimizar o controlo dos níveis tensionais, através de medições regulares em ambulatório, razão pela qual o processo de educação terapêutica junto do doente, feita pelos profissionais de saúde que o seguem, é ponto-chave para se atingirem objetivos de controlo. Sensibilização, ensino, simplificação do esquema terapêutico, seleção e ajuste de fármacos, com base numa individualização de risco.”

O controlo da diabetes ajuda, assim a prevenir o aparecimento de outras doenças, nomeadamente hipertensão, como já referido, mas também a doença renal, que poderá desencadear insuficiência renal. Um problema que é, igualmente “um poderoso fator de risco para eventos cardiovasculares.”

O cardiologista refere a necessidade de “explicar adequadamente às pessoas com diabetes de que forma pode ser feita uma prevenção mais eficaz.”

Para tal, “são exigíveis formas de intervenção estruturadas e múltiplas, quer na modificação do estilo de vida, quer no recurso a combinação de vários fármacos para conseguir algum grau de eficácia. O próprio doente tem de estar sensibilizado e educado para adotar estas medidas, fazer o seu autocontrolo regular e interagir com os profissionais de saúde, para ajuste terapêutico.”

Diabetes e COVID-19: qual a ligação?

Mulher a injetar insulina na barriga

No contexto pandémico atual em que vivemos, os pacientes com doenças crónicas, como a diabetes e a hipertensão, pertencem aos grupos de risco, ficando, assim, mais vulneráveis ao desenvolvimento de complicações graves com a infeção por COVID-19.

COVID-19 e diabetes: mulher com caneta de insulina
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José Manuel Boavida, presidente da APDP defende que “deve ser definida uma estratégia que assegure a segurança destes grupos de risco em relação ao trabalho presencial. Essa estratégia, que depende do controlo metabólico individual, das comorbilidades e do próprio contexto laboral, deve ser da responsabilidade do médico assistente, o mais habilitado pelo seu contacto regular com a pessoa com diabetes, para decidir, com base nas premissas anteriores, o potencial de um eventual contágio.”

De relembrar que, em caso de dúvidas ou necessidade de acompanhamento, a APDP disponibiliza ainda a Linha de Apoio Diabetes (21 381 61 61), todos os dias, das 8h às 20h.

Fonte

  1. Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, disponível em: https://apdp.pt/noticias/a-hipertensao-arterial-e-mais-comum-nas-pessoas-com-diabetes/
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