Psicóloga Ana Graça
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08 Ago, 2018 - 13:22

O impacto da contraceção feminina no sexo

Psicóloga Ana Graça

Será que a pílula é o método contracetivo mais adequado para si? E será que a contraceção feminina interfere no desejo sexual? Descubra estas respostas!

O impacto da contraceção feminina no sexo
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Quanto mais a mulher souber acerca das diferentes opções de contraceção feminina, melhor poderá tomar decisões informadas acerca do método que melhor se adapta às suas necessidades.

Diferentes tipos de contraceção feminina

contracecao feminina

Existem diferentes tipos de contraceção feminina, cada qual com as suas vantagens e desvantagens. A sua escolha deve ser feita de acordo com aconselhamento médico.

1. Contraceção hormonal oral

A contraceção hormonal oral é muito eficaz e segura, já que as complicações e contra-indicações são pouco frequentes. Este método contracetivo exige um compromisso diário por parte da mulher e tem outros efeitos benéficos além do contracetivo. Não protege das infeções sexualmente transmissíveis.

2. Adesivo

Requer a utilização contínua de um pequeno adesivo aplicado na pele e, portanto, não requer um compromisso diário por parte da mulher.

É um método seguro e eficaz, no entanto, não protege das infeções sexualmente transmissíveis.

3. Anel vaginal

Requer a utilização continuada de um anel flexível na vagina. É igualmente um método seguro e eficaz que não exige um compromisso diário por parte da mulher, contudo, deve ser regularmente substituído. Não protege das infeções sexualmente transmissíveis.

4. Contraceção hormonal injetável

Método seguro e eficaz, de longa duração. Pode ser usado em qualquer idade e não tem os efeitos colaterais do estrogénio. Parece ter efeitos benéficos em certas situações clínicas, como a epilepsia. Pode provocar irregularidade menstrual. Não protege das infeções sexualmente transmissíveis.

5. Implante

Muito seguro e eficaz, é um método de longa duração que pode ser usado em qualquer idade. Não tem os efeitos colaterais do estrogénio e o retorno à fertilidade é imediato após a remoção do implante. Também não protege das infeções sexualmente transmissíveis.

6. Dispositivo intrauterino

Pequeno dispositivo em forma de “T” feito de plástico e revestido a cobre ou a cobre e prata. A sua forma permite um ajuste perfeito à forma do útero da mulher. Eficaz e de longa duração, não protege das infeções sexualmente transmissíveis. Alguns dispositivos podem permanecer no útero, pelo menos durante 10 anos, e a sua eficácia e eventuais complicações dependem, em grande parte, da competência do técnico.

7. Preservativo feminino

Método de barreira que previne as infeções sexualmente transmissíveis. A sua eficácia está muito dependente da correta utilização e da consistência do uso. Algumas pessoas podem sentir dificuldades na aprendizagem da técnica correta da inserção. Pode causar desconforto durante o coito.

Qual o impacto da contraceção feminina no sexo?

sexo e mulher

A pílula é o método de contraceção mais usado em todo o mundo e é apontada por muitos como sendo a grande inovação do século XX, no entanto, é um método envolto em alguma conotação negativa devido ao enfoque que tem vindo a ser dado aos seus potenciais riscos. De facto, como muitos outros medicamentos, os contracetivos orais também podem ocasionar reações adversas.

Há registo de mulheres que apresentaram como efeito negativo da toma de contracetivos orais alterações do desejo sexual. Contudo, as queixas deste tipo têm sido pouco frequentes ao longo dos anos. Aliás, apesar de ser em menor escala, houve mulheres que relataram o efeito secundário contrário, ou seja, um aumento do desejo sexual.

A verdade é que a possível influência da toma da pílula ao nível do desejo sexual não foi comprovada cientificamente. Assim sendo, a associação entre a toma dos contracetivos orais e as alterações do desejo sexual não foi confirmada nem refutada.

Acima de tudo, o importante é que a mulher vá regularmente ao médico e se aconselhe acerca da contraceção que melhor se adequa a si e menor efeitos adversos provoca. Os contracetivos não são todos iguais, nem são os mesmos para todas as mulheres. É importante que a mulher vá testando, com vigilância médica, qual a formulação que gera menos queixas.

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