Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
21 Abr, 2017 - 17:44

Descubra os 4 tipos de disfunções sexuais femininas

Mónica Carvalho

As disfunções sexuais femininas são problemas que ocorrem durante algumas das fases do ciclo de resposta sexual da mulher, que a impedem de chegar ao orgasmo e obter prazer.

Descubra os 4 tipos de disfunções sexuais femininas
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Existem inúmeras causas para as disfunções sexuais femininas que radicam numa panóplia de origens, desde problemas do sistema vascular ou neurológico, passando pelo sistema endócrino.

Por sua vez, a idade tem também um papel preponderante já que existe um marco incontestável no ciclo da mulher que é a menopausa, e que também pode ter um papel preponderante no aparecimento de disfunções sexuais femininas.

No entanto, outros fatores como o envolvimento social, a estrutura familiar, os princípios religiosos, a experiência sexual prévia e a violência, também têm o seu impacto na vida sexual de uma mulher e, como consequência, na sua obtenção de prazer.

4 Fases do prazer feminino

Para perceber melhores os diferentes tipos de disfunções sexuais femininas, é importante reconhecer as 4 fases do prazer feminino. Quando a mulher tem dificuldade nalguma delas, poderemos estar perante um caso de disfunção.

1. Excitação


Esta é a fase em que a vontade pelo sexo é despertada, e costuma ter como característica as seguintes reações do corpo:

  • Aumento da tensão muscular;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração;
  • Intumescimento dos mamilos e aumento dos seios;
  • Aumento do fluxo de sangue nos genitais;
  • Início da lubrificação vaginal e inchaço das paredes da vagina, clitóris e dos pequenos lábios.

2. Preliminares

A fase dos preliminares está mais próxima do orgasmo em si e possibilita um aumento da sensibilidade do clitóris, da intensidade dos batimentos cardíacos e da respiração e da tensão muscular. Nesta fase, a mulher está prestes a “explodir” de prazer.

3. Orgasmo

Este é o momento pelo qual todas as mulheres anseiam numa relação sexual: o clímax, que é, geralmente, acompanhado de:

  • Contrações musculares involuntárias;
  • Aumento da pressão arterial, frequência cardíaca e intensidade da respiração, para haver um mais rápido uso do oxigénio;
  • Contração dos músculos vaginais, além de contrações ritmadas do útero.

> Saiba mais aqui sobre o orgasmo feminino.

4. Recuperação

A finalizar um ato sexual, temos a fase de recuperação do corpo, que normalmente é mais rápida nas mulheres do que nos homens, o que possibilita que algumas mulheres possam retomar para a fase do orgasmo quase de imediato, se se mantiver a estimulação.

4 Tipos de disfunções sexuais femininas

Com diferentes origens e, como tal, diferentes formas de diagnóstico, é importante perceber que as disfunções sexuais femininas podem ser devidamente identificadas e resolvidas.

1. Disfunção do desejo

Caracteriza-se pela diminuição ou ausência total de fantasias e de desejo em ter relações sexuais. Pode ter como causas os seguintes aspetos:

  • Tabaco, álcool, stress crónico, depressão e agressividade;
  • Consumo de determinados medicamentos;
  • Algumas doenças como hipotiroidismo, diabetes ou incontinência.

É importante descortinar a história clínica da mulher, assim como a realização de um estudo hormonal, reconhecimento do contexto psicossocial e cultural. O tratamento passa por técnicas psiquiátricas e pela resolução da etiologia, quando identificada, assim como pela utilização de medicamentos.

2. Disfunção da excitação

Esta disfunção sexual feminina revela-se na incapacidade persistente ou recorrente de adquirir ou manter a lubrificação vaginal durante o ato sexual. As origens são várias:

  • Problemas hormonais, neurológicos e vasculares, infeções urinárias e vaginites;
  • Conusmo de psicotrópicos, anti-hipertensores e terapêuticas para o tratamento do cancro;
  • Inibição sexual, ansiedade, medo, receio de intimidade.

Neste caso, além do historial clínico é preponderante realizar-se um estudo neurobiológico; bem perceber como funciona a receção de sensações ao nível do esfíncter anal e do clítoris.

Desta forma, o tratamento passa inevitavelmente pelo recurso a medicamentos, viagra e semelhantes, ao uso de lubrificantes especiais, além das técnicas psicodinâmicas.

3. Disfunção do orgasmo

Perante esta situação, a mulher demonstra uma incapacidade em atingir o orgasmo de forma recorrente ou persistente, mesmo após a existência de estímulo sexual suficiente e lubrificação adequada. Na sua origem poderão estar as seguintes questões:

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  • Problemas neurológicos, genéticos e endócrinos;
  • Consumo de antidepressivos e de medicamentos para o tratamento de doenças do sistema nervoso central;
  • Falta de confiança mútua, medo da separação e necessidade de ser amada.

O diagnóstico é relativamente simples de obter: através da história clínica da mulher e através da análise do perfil hormonal.

Apesar de não haver, atualmente, nenhum agente farmacológico para o tratamento desta disfunção, sabe-se que a hormona ocitocina poderá ajudar a melhorar o panorama.

4. Disfunção por dor

Esta disfunção, pode ficar a dever-se ao vaginismo (contracção involuntária dos músculos da vagina, impedindo a penetração), à dispareunia (dor genital ou pélvica recorrente ou persistente na penetração, impedindo o prazer sexual) ou a outras perturbações dolorosa, que sejam provocadas por:

  • Agressividade, violência e submissão;
  • Infeções ou inflamações vaginais, transtornos endócrinos, hipoestrogenismo e nevralgias.

O diagnóstico é feito através da análise do exsudado vaginal, do perfil hormonal e da realização de uma TAC – Tomografia Axial Computadorizada. Os resultados vão influenciar o tratamento a realizar.

Se acha que poderá ter alguma destas patologias, converse com o seu parceiro no sentido de haver uma maior liberdade e desinibição sexual. Se isso não for suficiente, procure ajuda médica.

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