Psicóloga Ana Graça
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26 Out, 2020 - 09:45

6 conselhos que qualquer pai deve dar a um filho

Psicóloga Ana Graça

Ser pai é viver em constante dúvida: “Estarei a desempenhar bem o meu papel de pai?” Eis 6 conselhos que qualquer pai deve dar a um filho.

Conselhos que qualquer pai deve dar a um filho

A parentalidade não tem fórmulas mágicas, nem poções milagrosas. Da mesma forma que não há dois filhos iguais, também não há dois pais iguais, pelo que cada pai e cada mãe, recorrendo às suas vivências e características de personalidade, tenta exercer a parentalidade da melhor forma que sabe e consegue. Todavia, há algumas dicas que podem ajudar a desempenhar este exigente papel. Vamos conhecer 6 sugestões de conselhos que qualquer pai deve dar a um filho.

6 sugestões de conselhos que qualquer pai deve dar a um filho

É fundamental observar, ouvir e respeitar os filhos e os seus instintos, mais do que tentar a toda a força que sigam os exemplos e os conselhos parentais. Mais ainda, é importante que os conselhos que qualquer pai deve dar a um filho não sejam entendidos com tentativas de controlo (1).

Em suma, o aconchego e os conselhos parentais são fundamentais para o desenvolvimento de sucesso dos mais pequenos, desde que sejam transmitidos de forma positiva e não sejam impostos. Eis 6 sugestões de conselhos que qualquer pai deve dar a um filho:

1

Desfruta do presente

Pai a conversar com filho adolescente

Pensar em demasia acerca do passado ou viver em constante expectativa pelo futuro pode dar origem a sentimentos como stress, arrependimento, medo e frustração. As crianças (e também os adultos) sentir-se-ão mais saudáveis e felizes se aprenderem a manter o seu foco de atenção no presente. E quando estamos saudáveis e felizes somos mais produtivos, temos melhores desempenhos, somos mais criativos e aprendemos mais rápido.

2

Relaxar também é importante

É comum notarmos as crianças cada vez mais ansiosas e preocupadas com o desempenho e os resultados escolares. Mais ainda, é comum as próprias crianças revelarem que se sentem pressionadas para tal.

É importante ter em conta que a forma como nós, pais e adultos, conduzimos as nossas vidas, passa uma mensagem às crianças e, com frequência, passamos a mensagem que o stress é inevitável para uma vida de sucesso.

É importante que os pais ensinem aos filhos as habilidades de que estes precisam para serem mais resistentes a eventos stressantes, da mesma forma que é importante que passem a mensagem que relaxar e ter momentos de lazer é igualmente fundamental.

3

Diverte-te! A diversão é tão importante como tudo o resto

Família a passear no parque

Muitas vezes, as agendas das crianças estão lotadas. Entre a escola, o centro de estudos e as atividades extra curriculares sobra pouco ou nenhum tempo livre. As crianças devem ser incentivadas a brincar ou simplesmente a não fazer nada.

É importante que as crianças tenham tempo de descanso, tempo para atividades mais relaxantes (por exemplo, passear o cão ou ler um livro) e tempo de lazer em família (por exemplo, passeios em família).

Naturalmente, os pais não devem privar os filhos das diversas oportunidades de aprendizagem que surgem, o importante é não os sobrecarregar.

4

Aceita as tuas derrotas e as tuas falhas, e aprende com elas

O nosso cérebro está programado para aprender coisas novas e nada melhor do que aprender com os próprios erros, logo desde cedo. É importante que os pais mostrem aos mais pequenos que é possível retirar ensinamentos da nossa experiência pessoal e que quando falham só precisam de criar uma nova hipótese para melhorar.

5

Cuida bem de ti

Adolescente a relaxar no sofá

Os pais devem encorajar os filhos a cuidar de si mesmos. A aceitar os momentos de fracasso ou dor, aprender com eles e seguir em frente.

6

Sê empático para com os outros

É importante encorajar o instinto natural das crianças em preocuparem-se com os sentimentos das outras pessoas. É importante que as crianças aprendam a colocar-se no lugar dos outros, a valorizar a entre ajuda ao invés da competitividade (2).

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Veja também Crianças e adversidades: como tornar as nossas crianças resilientes?

Pais e filhos: quando é que a ajuda e proteção são exageradas?

Mãe a levar filhos à Escola

Amamos os nossos filhos. Queremos protegê-los de tudo e de todos. Queremos o melhor para eles e queremos a todo o custo evitar que cometam os mesmos erros que cometemos no passado. Por tudo isto, oferecemos-lhes toda a ajuda e conselhos que julgamos pertinentes, mesmo que, por vezes, não os peçam ou os rejeitem.

Apesar do enorme instinto protetor, sabemos que não é possível proteger os mais pequenos a todo o momento, de todos os perigos que o mundo oferece. Não podemos segui-los para todo o lado, nem podemos prever todos os solavancos que poderão surgir no seu caminho.

Por outro lado, é fundamental que os mais pequenos aprendam a cuidar de si mesmos e, para tal, é necessário que sejam capazes de tomar as suas próprias decisões, que aprendam a corrigir os seus erros e que aprendam a ser capazes de enfrentar variados perigos e deceções.

 Há também que ter em conta a tendência natural que todos temos para não apreciar conselhos não solicitados, na medida em que todos gostamos de cultivar a nossa autonomia, evitando o controlo por parte de terceiros. Ora, as crianças não são exceção.

Assim sendo, os pais têm a difícil tarefa de balancear a ajuda e a proteção que dão aos mais pequenos, evitando dar conselhos que estes não querem ou não precisam (1).

Fontes

  1. Gray, P. (2011). How to Advise and Help Your Kids Without Driving Them Crazy. Psychology Today. Disponível em: https://www.psychologytoday.com/us/blog/freedom-learn/201101/how-advise-and-help-your-kids-without-driving-them-crazy
  2. Seppala, E. (2017). The Worst Advice Parents Give Their Kids. Psychology Today. Disponível em: https://www.psychologytoday.com/us/blog/feeling-it/201707/the-worst-advice-parents-give-their-kids
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