Catarina Milheiro
Catarina Milheiro
06 Set, 2022 - 00:06

Educação em casa. Exercícios de autoestima para os filhos

Catarina Milheiro

Ajude os seus filhos a ganhar confiança através de alguns exercícios de autoestima simples e totalmente exequíveis.

O que qualquer pai pretende para os seus filhos é que se tornem em adultos conscientes, humildes e que consigam lidar e resolver as adversidades do dia-a-dia. Por isso mesmo, a realização de alguns exercícios de autoestima pode ajudá-los enquanto crianças e adolescentes, a encontrarem um caminho mais fácil para lidarem com o erro, as frustrações, as diferenças implícitas pela sociedade e até mesmo inseguranças.

Para os pais, trata-se de uma tarefa diária e que exige empenho e responsabilidade. Afinal, não nos podemos esquecer que os nossos filhos aprendem, sobretudo, pelo exemplo que têm em casa, através do que vêem e observam diariamente.

No fundo somos o modelo de comportamento dos mais pequenos, até mesmo quando erramos. Assim, quanto mais cedo eles perceberem o que é certo ou errado e aprenderem a orgulhar-se e respeitar-se a elas próprias, melhor.

Mas para isso é necessário trabalhar muito bem a autoestima desde pequenino – tendo em consideração que é uma das principais bases para conseguirmos ser felizes na vida.

3 exercícios de autoestima durante a infância

Ser pai ou mãe não é de todo uma tarefa fácil. São várias as preocupações e sentimentos, principalmente quando o assunto é o bem-estar dos nossos filhos.

Saber desenvolver a autoestima de forma saudável e equilibrada é crucial para qualquer criança durante a sua infância, especialmente para aquelas que têm dificuldades de aprendizagem e de atenção. Atente nos seguintes exercícios de autoestima e aplique-os com os mais pequenos.

1.

“Coisas que gosto em mim”

Este exercício de autoestima para as crianças é ideal para os mais pequenos. Para além de os ajudar a compreender que as diferenças não precisam de ser algo necessariamente negativo, ajuda-os a tornarem-se em seres humanos compreensivos e amistosos.

O exercício pode ser feito quer pelos pais, como pelos educadores de infância ou professores. O importante é fazer com que elas percebam a diferença que existe entre a beleza exterior e a interior.

Para o colocar em prática, pode começar por dizer “Tu és lindo por dentro e por fora. Observa bem o teu interior e tenta pensar na forma como tratas os outros, o que mais gostas de fazer, as tuas cores favoritas e por aí em diante. Depois, pensa nas 5 coisas que mais gostas em ti e diz-me”.

A tendência é para que as crianças escolham fatores físicos sobre elas. Mas, para contrariar um pouco isso, tente verificar se pelo menos uma ou duas são características internas.

2.

“Alguma coisa sobre mim”

Este exercício é bastante interessante pela variedade do tipo de respostas que normalmente são dadas pelos mais pequenos. O intuito é ajudá-los a identificar os seus traços de personalidade e características mais positivas. Além disto, ainda os ajudará a perceber aquilo que têm vindo a alcançar até ao presente.

Precisa de ajuda? Numa folha escreva o início das seguintes frases para que eles as possam completar:

  • “Os meus amigos dizem que eu sou bom a…” ;
  • “Sinto-me feliz quando…”;
  • “Tenho orgulho em…”.

No final, analise as respostas em conjunto com a criança e dê a entender aquilo que a torna tão especial.

3.

Crie um diário onde são inseridos todos os aspetos positivos do dia

Um bom exercício de autoestima diário é criar uma espécie de diário para os mais pequenos. No fundo, o importante é conversar com o seu filho ao final do dia e perceber o que aconteceu de bom na escola, em casa, com a família ou com os amigos.

O objetivo é guardar cerca de 15 a 30 minutos por dia para se sentar com os mais novos e desenvolver o exercício. Caso eles ainda não saibam escrever, faça você as questões e anote as respostas.

Por exemplo: “O que aconteceu de bom hoje?”, “Fizeste os trabalhos de casa todos?”, “Qual foi o momento mais complicado do dia e por que razão?”.

3 exercícios de autoestima para jovens adolescentes

1.

Escrever uma lista de afirmações

Para os adolescentes, os exercícios já são um pouco diferentes. Como tal, recomendamos que como pais, incentivem os vossos filhos a escrever entre 10 a 20 frases positivas sobre si mesmo.

Depois, o jovem deverá repeti-las diariamente até que as consiga interiorizar por completo. Por exemplo:

  • “Faço uma atividade todos os dias que me faça sentir bem comigo próprio”;
  • “Sou capaz de falar com estranhos com confiança”;
  • “Eu acredito que atraio coisas positivas”;
  • “As minhas notas estão a melhorar porque estudo um pouco todos os dias”.

O importante é que sejam frases construídas de forma positiva e com foco no futuro e o objetivo é perceber que os objetivos são alcançáveis. No final, o adolescente deve ler a lista pelo menos uma vez todos os dias.

2.

Praticar a autoaceitação

Principalmente quando se é jovem, a tendência para se comparar com os outros é enorme. E para evitar este tipo de atitude que provoca muitas vezes frustrações, o ideal é exercitar a autoaceitação.

Como? Em vez de o adolescente se focar com outras pessoas, pode começar a comparar com aquilo que era há uns tempos atrás. Enquanto pai ou professor, pode ajudá-lo anotando num papel as seguintes questões:

  • “Qual é o meu objetivo e de que forma é que ele me vai ajudar?”;
  • “O que posso fazer hoje, para ser melhor amanhã?”;
  • “Que atitudes tive hoje das quais me sinto orgulhoso?”.
3.

Descrever situações que o afetaram negativamente

O objetivo deste exercício de autoestima é ajudar os adolescentes a aceitarem as suas falhas e abraçarem os desafios que enfrentam de forma confiante.

Para que tal aconteça, peça ao seu filho que descreva uma situação que o tenha afetado negativamente a sua autoestima ao longo da semana. Em seguida, ele deverá identificar as ideias negativas que surgiram durante o acontecimento.

Por fim, faça com que ele coloque de parte as emoções negativas e pergunte-lhe que outro tipo de justificações poderiam estar associadas ao acontecimento.

No fundo, trata-se de o fazer ver que nem sempre há algo de errado connosco e que por vezes, simplesmente não conseguimos compreender que poderão existir outros motivos e pessoas por detrás dos assuntos.

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