Nutricionista Rita Lima
Nutricionista Rita Lima
27 Dez, 2019 - 15:21

Dieta para a gastroenterite: em que consiste e o que precisa de saber

Nutricionista Rita Lima

Uma dieta para a gastroenterite revela-se importante para minimizar o impacto desta condição no organismo e restabelecer a normalidade.

Dieta para a gastroenterite: em que consiste e o que precisa de saber
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A gastroenterite consiste numa irritação e inflamação do tubo digestivo, incluindo o estômago e o intestino, sendo uma condição mais frequente na infância, em particular até aos 3 anos.

Sendo uma condição relacionada com o tubo digestivo e que afeta a digestão e absorção dos alimentos, é previsível que, perante esta situação, seja necessário adotar alguns cuidados alimentares, mais precisamente uma dieta para a gastroenterite, onde se incluem e excluem determinados alimentos em função do seu efeito nestas circunstâncias.

Gastroenterite: principais causas e sintomas

Dieta para a gastroenterite: em que consiste e o que precisa de saber

As principais causas para este problema são agentes virais, bactérias, parasitas e as intoxicações alimentares, sendo esta última a principal causa no adulto.

A maioria das gastroenterites é causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados por determinadas bactérias, nomeadamente Salmonella (a mais comum em países Europeus como Portugal), Shigella, Campylobacter, e E. coli, ou vírus como Rotavirus, Norvovirus, Adenovirus, entre outros.

A falta de higiene na preparação e manuseamento dos alimentos, bem como a sua refrigeração, reaquecimento ou confeção inadequadas são os principais meios de transmissão.

As infeções também podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, quando os cuidados de higiene de uma pessoa infetada não são os mais adequados.

Relativamente aos principais sintomas, consistem em diarreia, dor abdominal, cólicas, náuseas e vómitos, o que dificulta a absorção de nutrientes e a hidratação – dois pontos chave a considerar durante o tratamento desta condição. Pode ainda ocorrer febre e dores de cabeça em casos mais avançados.

Os sintomas geralmente duram poucos dias, mas também podem durar até uma semana, sendo o principal meio de diagnóstico desta condição, que não requer exames específicos (1).

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Dieta para a gastroenterite

Apesar de não existir um tratamento específico para a gastroenterite, além da eventual utilização de antibióticos (caso a origem seja bacteriana), a alimentação é muito importante.

Com efeito, a nível de dieta para a gastroenterite deve privilegiar:

Alimentos de fácil digestão

Dieta para a gastroenterite: em que consiste e o que precisa de saber

Neste caso, trata-se de alimentos com baixo teor de fibralactose e gordura, nomeadamente farináceos não integrais (massa, arroz, pão, cereais pouco açucarados), carnes magras, peixe e clara de ovo.

Alimentos que promovam hidratação

Dieta para a gastroenterite: em que consiste e o que precisa de saber

Perante esta condição, a alimentação deve também ser uma fonte de hidratação. Reforce fruta e legumes cozidos, sem adição de gordura nem temperos.

Alimentos com probióticos

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Sendo os probióticos benéficos para a reconstituição da flora intestinal danificada, caso tolere bem, pode incluir iogurte, kefir e queijo com baixo teor de gordura e idealmente sem lactose na sua dieta para a gastroenterite.

Por outro lado, alimentos como frutos secos, leite, bebidas com cafeína, leguminosas, alimentos fritos ou com elevado teor de gordura, alimentos picantes e alimentos doces como chocolates, bolachas, gelados, entre outros, são alimentos que não devem fazer parte desta dieta para a gastroenterite.

Além dos alimentos a preferir e a evitar, tenha o cuidado de fracionar mais as refeições ao longo do dia porque não vai ter muito apetite, mas é importante que coma, ainda que muito pouco de cada vez.

A importância da hidratação

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Não estando diretamente incluída na dieta para a gastroenterite, a hidratação é fundamental para uma boa recuperação, visto que ocorre uma perda acentuada de líquidos através dos vómitos e da diarreia, que podem conduzir a estados marcados de desidratação, que, por sua vez, dificultam a recuperação.

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Além da água, perdem-se também minerais importantes como o sódio, potássio, magnésio, que devem ser repostos através dos alimentos anteriormente mencionados ou então através de soluções orais concentradas que podem ser compradas nas farmácias.

Como tal, não se esqueça de além da dieta para perder barriga, de beber pelo menos 1,5l de água ou chá sem açúcar por dia (2).

Prevenção

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Como em muitas outras condições / problemas, a prevenção é sempre o melhor remédio.

Entre as principais medidas de prevenção destacam se as seguintes (1):

  • Lave as mãos várias vezes ao dia, em particular antes de cozinhar e preparar os alimentos;
  • Lave muito bem os utensílios de cozinha utilizados na preparação e confeção dos alimentos, sobretudo aqueles que estiverem em contacto com carne, peixe e ovos crus;
  • Não use os mesmos recipientes onde colocou carne ou peixe crus para armazenar alimentos cozinhados, a menos que os tenha lavado bem;
  • Não guarde a carne ou peixe crus por mais de dois dias no frigorífico;
  • Cozinhe sempre as refeições pré-preparadas à temperatura e tempo recomendados nas embalagens;
  • Quando viajar para locais onde as condições sanitárias não são as melhores, coma apenas alimentos cozinhados na hora. Evite vegetais crus (saladas, por exemplo); fruta, só depois de bem lavada e descascada; água, só engarrafada ou fervida.
Veja também

Fontes

1. CUF, nd. “Gastroenterite”. Disponível em: https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/gastroenterite
2 Quebec, 2018. “Foods to eat when you have gastroenteritis”. Disponível em: https://www.quebec.ca/en/health/health-issues/flu-cold-and-gastroenteritis/gastroenteritis/foods-to-eat-when-you-have-gastroenteritis/