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Catarina Milheiro
Catarina Milheiro
12 Dez, 2022 - 01:17

Saiba como funciona o congelamento de óvulos

Catarina Milheiro

O objetivo é proteger as hipóteses de engravidar de forma saudável um dia, mais tarde. Saiba como funciona o congelamento de óvulos.

A idade máxima para engravidar é uma questão complexa do ponto de vista da medicina, para além de ser extremamente pessoal. A verdade é que com o avançar da idade, a qualidade dos óvulos diminui, bem como a taxa de fertilidade. Por isso mesmo, existe a possibilidade de fazer o congelamento de óvulos.

A idade média das mulheres quando têm o primeiro filho tem vindo a aumentar desde 2000. Segundo os dados do Pordata, em 2019 a média era de 30,5 anos. Já em 2021 esta média subiu para os 30,9 anos.

Apesar destes valores, existem muitas mulheres que só começam a pensar em ter o primeiro filho depois dos 35 e algumas até com idades cada vez mais próximas dos 40 anos.

Os motivos podem ser vários. No fundo, o importante é compreendermos que a ciência trabalha para tornar possível uma gravidez mais “tardia”, do ponto de vista convencional. Entenda, então, como funciona o processo de congelamento de óvulos. Fique connosco.

Tudo sobre o congelamento de óvulos

Para muitas mulheres, o processo de congelamento de óvulos é uma ótima solução para garantirem a qualidade dos ovócitos. Ou seja, das células germinativas que se produzem nos seus ovários e que lhes permitem ser mães.

A medicina afirma que a fertilidade da mulher está relacionada com a idade. Isto acontece porque, ao contrário dos homens que produzem novos espermatozoides ao longo da vida, as mulheres nascem com uma quantidade específica de óvulos que vai diminuindo com o passar do tempo.

O que significa que, a idade funciona como um fator crucial para o sucesso de qualquer gravidez – seja ela de uma forma natural ou recorrendo a técnicas.

Desta forma, e segundo vários especialistas na área, a melhor idade para o fazer seria até aos 35 anos – que é quando a quantidade e a qualidade de óvulos começa a diminuir na maioria das mulheres e a probabilidade de complicações começa a aumentar. E por complicações falamos em malformações, hipertensão ou pré-eclampsia (por exemplo) que podem afetar a mãe e o bebé.

A evolução dos métodos de reprodução assistida

Não existem dúvidas de que os métodos de reprodução assistida evoluíram bastante com o passar do tempo. Por exemplo: a fertilização in vitro (que usa os óvulos congelados para a realização da reprodução assistida), apareceu na década de 80. Contudo, só se popularizou no início dos anos 2000.

Inicialmente, o seu objetivo era conservar a hipótese de ser mãe para todas as mulheres que passavam pelo tratamento contra algum tipo de cancro. Nestes casos, o congelamento de óvulos era uma forma de os proteger contra os efeitos da quimioterapia.

No entanto, a medicina evolui, assim como os tempos. Por isso mesmo, congelar óvulos passou a constituir também uma alternativa para as mulheres que ainda não têm a certeza sobre a sua vontade de engravidar, se reúnem condições para o fazer ou para as que pretendem fazer fertilização in vitro devido a algum problema de saúde que possa estar associado ao casal.

No fundo, os motivos para congelar óvulos podem ser vários e bastante distintos. O importante é estar a par do processo em si e perceber como funciona.

Como funciona o processo de congelamento de óvulos?

Numa fase inicial, é realizada a indução do aumento da ovulação através da utilização de hormonas tendo em consideração que, em condições normais, a mulher costuma libertar apenas 1 óvulo por ciclo menstrual.

Por isso mesmo, aqui o objetivo é aumentar essa quantidade para cerca de 10 a 15 óvulos visto que durante o processo ocorrem algumas perdas, normalmente.

Trata-se de um procedimento tranquilo, mas onde podem existir vários medos associados por parte da mãe. Assim, de uma forma geral, quando a mãe menstrua faz-se uma avaliação ultrassom e, se estiver tudo normalizado, dá-se então início ao processo.

Depois de várias conversas com o médico e de ver todas as suas questões explicadas, é necessário tomar hormonas durante 10 dias. Esta administração é muito semelhante à insulina (utilizada nas pessoas com diabetes) podendo ser feita pela própria paciente.

Ainda durante este período, podem ser realizados mais alguns exames ultrassons de forma a acompanhar todo o processo e partir então para a colheita em si.

A fase da colheita e o congelamento de óvulos

Quando o organismo consegue produzir então a quantidade pretendida de óvulos para o congelamento, os mesmos são aspirados dos folículos que estão localizados nas tubas uterinas.

De seguida, os óvulos são avaliados pelos médicos e aqueles que demonstrarem ser saudáveis são congelados em nitrogénio líquido – podendo permanecer nesse estado por tempo indeterminado.

E sim, saiba que tudo isto é possível sem recorrer a grandes técnicas invasivas. De facto, todo o processo é realizado por ultrassom vaginal e o tipo de sedação utilizada é mais leve do que numa endoscopia, por exemplo.

Em média, o processo dura muito pouco tempo, sendo que depois disso a paciente deverá permanecer na clínica a descansar durante 40 minutos a 1 hora. Desta forma, previne-se qualquer mal-estar ou alteração que se possa dar no corpo da mulher.

Importa ainda referir que, apesar de os óvulos poderem ficar guardados durante várias décadas, a lei de cada país permite apenas o congelamento de óvulos durante alguns anos. Em Portugal, é num período de 5 anos que pode depois ser renovado por mais 5 (ou 15 anos em casos especiais).

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