Filofobia: o medo de se apaixonar

Quando nos apaixonamos sentimos alegria. Mas há pessoas que sentem medo e ansiedade. Estas pessoas sofrem de filofobia, uma fobia que vamos conhecer em seguida.

Filofobia: o medo de se apaixonar
Pode causar complicações físicas e emocionais.

Dificilmente se encontra um tema de saúde mental tão comum como as fobias. Frequentemente, as pessoas sentem medo ou ansiedade em relação a determinado objeto ou situação específica. Há quem tenha medo de viajar de avião, de determinados animais, de levar uma injeção, ou de se apaixonar. Este medo de amar ou de se envolver emocionalmente com alguém denomina-se filofobia.

O que é uma fobia?


filofobia e fobia a confusao

Ter uma fobia é ter medo significativo e persistente, excessivo ou irracional na presença ou antecipação de um determinado objeto ou situação. Quando temos uma fobia tendemos a evitar enfrentar as situações ou objetos que nos provocam medo e ansiedade, e estes sintomas causam-nos um grande mal-estar.

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Quase que podemos dizer que há fobias para todos os gostos! Com uma breve pesquisa podemos descobrir imensas fobias divertidas e inusitadas. A mais comum parece ser aracnofobia, ou seja, o medo de aranhas.

Em termos diagnósticos, há 5 grandes grupos de fobias que estão cientificamente comprovadas:

  • Animais (por exemplo, aranhas, insetos, cães);
  • Ambiente natural (por exemplo, alturas, tempestades, água);
  • Sangue-injeções-ferimentos (por exemplo, agulhas, procedimentos médicos invasivos);
  • Situacional (por exemplo, aviões, elevadores, espaços fechados);
  • Outros tipos (por exemplo, situações que possam provocar asfixia ou vómitos).

 

Compreender a filofobia


mulher preocupada

Amar e ser amado contribui em grande medida para a nossa felicidade e bem-estar, daí que quase todos nós desejemos ter alguém que nos acarinhe e nos ame. O ato de nos apaixonarmos desperta em nós inúmeras sensações positivas, mas há pessoas para quem apaixonar-se pode ser verdadeiramente intimidante. Este tipo de medo e ansiedade intensos e irracionais face ao ato de se apaixonar é conhecido por filofobia.

Uma pessoa com filofobia é alguém que evita qualquer relação amorosa, mesmo que nutra sentimentos fortes pela outra pessoa. Os sintomas desta fobia variam de pessoa para pessoa e as reações podem ser físicas ou emocionais. Alguns dos comportamentos mais comummente associados à pessoa com filofobia são:

  • Extrema ansiedade e nervosismo perante a possibilidade de se apaixonar ou iniciar um relacionamento;
  • Inibir sentimentos;
  • Evitar locais onde habitualmente se encontram muitos casais;
  • Isolar-se por medo de se apaixonar;
  • Sintomas físicos (por exemplo, inquietação, nervosismo, náuseas, batimento cardíaco acelerado).

A filofobia pode ser um problema sério, interferindo na qualidade de vida e bem-estar de quem dela padece, dando origem a uma vida muito isolada. O medo e a ansiedade angustiantes podem alargar-se de tal forma que a pessoa que sofre de filofobia se afasta da família, dos amigos, dos vizinhos e dos colegas de trabalho.

Qual a causa da filofobia?


violencia na relacao

Não existe consenso acerca desta fobia nem acerca das suas causas. No entanto, a explicação mais consensual refere que a filofobia tende a aparecer em pessoas que passaram por situações traumáticas, nomeadamente más experiências num relacionamento amoroso e abandono na infância.

Em suma…


Todas as relações humanas requerem um certo grau de envolvimento emocional e intimidade, mas as pessoas que sofrem de filofobia dificilmente conseguem estabelecer essa conexão. Pelo contrário, evitam o contacto próximo com os outros e mostram-se extremamente sensíveis a reações emocionais.

A filofobia pode ser uma das fobias mais estranhas que já ouvimos falar, mas pode ser uma condição séria. Se sente os sintomas acima descritos e se eles interferem no seu dia-a-dia talvez tenha chegado a hora de procurar ajuda especializada.

Mesmo que não haja um diagnóstico exato desta fobia, se os sintomas estão presentes e controlam a sua vida diária deve pedir ajuda! Pode recorrer à psicoterapia, à medicação prescrita por um médico especialista, à mudança do seu estilo de vida, ou outra forma de intervenção que lhe seja aconselhada pelos especialistas em saúde mental que o acompanham. O importante é pedir ajuda e não deixar a situação agravar.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!