Camila Farinhas
Camila Farinhas
06 Jul, 2020 - 09:35

Crianças na piscina em segurança: 10 recomendações a seguir

Camila Farinhas

Garantir a segurança das crianças na piscina é fundamental, sobretudo agora que chegou o verão. Siga estas 10 recomendações.

Duas crianças na piscina

Devido à pandemia que vivemos, neste ano em especial, muitos pais optaram por colocar piscinas em casa para garantir a diversão dos mais novos. No entanto, existem perigos associados à sua utilização que não devem ser esquecidos. Fique a saber as principais recomendações a seguir sobre crianças na piscina e lembre-se: a melhor prevenção será sempre educar para a segurança.

Crianças na piscina: 10 recomendações a ter em atenção

1.

Nunca deixar a criança sozinha, seja por que motivo for

Embora possa parecer uma recomendação óbvia, nunca é demais lembrar. Por vezes, podem existir distrações, seja porque a criança pede alguma coisa, ou a campainha toca. Nunca, por motivo algum, se deve deixar a criança sozinha na piscina, pois o perigo de afogamento cresce consideravelmente.

Crianças com os pés na piscina
2.

Ter cuidado com as brincadeiras dentro e fora de água

O piso da zona envolvente às piscinas é, por norma, muito susceptível a escorregar por estar molhado. Assim, deve evitar-se correr ou saltar, pois o risco de cair e bater com a cabeça é mais elevado. Estas brincadeiras podem ainda levar à queda acidental para dentro de água.

Já no interior da piscina, algumas brincadeiras também são desaconselhadas, como forçar a cabeça a ficar submersa ou simular afogamentos. No caso dos bebés mais pequeninos, brincar com baldes de praia sem supervisão também não é aconselhado. Devido ao peso da cabeça, são necessários poucos centímetros de água para que aconteça um afogamento, pois o bebé não tem capacidade de sair sozinho.

Ainda de acordo com a Direção-Geral da Saúde e a Academia Americana de Pediatria, todas as pessoas devem ter aulas de natação. É possível reduzir até 88% a probabilidade de morte por afogamento na infância (1, 2).

3.

Os acessórios (bóias, colchões) não oferecem segurança

As bóias e colchões são acessórios que proporcionam momentos de brincadeiras, mas não oferecem segurança. É recomendado utilizar braçadeiras e coletes salva-vidas adequados à faixa etária e peso da criança. No entanto, principalmente nos bebés, deve ter-se em atenção se as braçadeiras estão bem cheias, e verificar o seu estado de conservação com regularidade. Um pequeno rasgão será suficiente para comprometer a sua eficácia.

Menina com bóia na piscina
4.

Ter atenção à profundidade da piscina

Em locais de lazer, como hotéis, é habitual existirem piscinas destinadas a bebés e a crianças com profundidade adequada à sua idade. Caso não exista, deve garantir que apenas nadam na zona em que têm pé, nunca permitindo que fiquem sozinhas. Caso pense em colocar uma piscina em casa, prefira uma que garanta a profundidade adequada para que as crianças tenham sempre pé.

5.

Entrar para a piscina em segurança

A forma mais segura de entrar na piscina é através das escadas ou degraus. Além de diminuir o risco de queda, também evita a possibilidade de acidentes com consequências graves, sobretudo por mergulhar de cabeça numa zona sem profundidade suficiente.

6.

Usar uma cobertura firme quando não utilizar a piscina

O contato visual com a piscina pode ser uma tentação para as crianças. É, por isso, recomendado colocar uma cobertura firme quando não a estiver a usar.

7.

Colocar uma vedação em volta da piscina

Principalmente nas piscinas domésticas, é recomendado colocar uma vedação para segurança das crianças. Esta deve permitir a visibilidade da zona envolvente à piscina. Também é aconselhada a instalação de um portão automático com fecho mais elevado (garantindo que as crianças não acedem a este) e um alarme caso o tentem abrir.

Piscina com vedação
8.

Ter atenção aos equipamentos de sucção

Infelizmente, estes equipamentos são a causa de muitos acidentes com crianças. É essencial ensinar aos mais novos que se mantenham afastados e sobretudo que as zonas de sucção sejam devidamente protegidas e assinaladas.

9.

Fazer manutenção regular da piscina

Com o passar do tempo, é natural que a zona envolvente à piscina sofra alterações e algum desgaste. Assim, deve ser feita uma manutenção periódica para evitar que a danificação do pavimento ou cais da piscina causem desequilíbrios, quedas ou lesões. A higiene diária da água, assim como destes espaços também deve ser reforçada, para prevenir alterações na pele.

Bóia e bolas na piscina
10.

Não esquecer brinquedos na piscina

Por fim, é importante não esquecer brinquedos na piscina. Caso a criança aviste algum dos seus brinquedos dentro de água, é mais provável que tente recuperá-lo sem a supervisão de adultos. Assegure que os traz consigo, para evitar que a criança tenha a tentação de entrar na água.

Fontes

  1. Direção-Geral da Saúde (2020). Férias e viagens: Prevenir acidentes. Acedido a 3 de Julho de 2020. Disponível em: https://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/ferias/acidentes.aspx
  2. American Academy of Pediatrics (2020). Swim Safety Tips from the American Academy of Pediatrics. Acedido a 3 de Julho de 2020. Disponível em: https://www.aap.org/en-us/about-the-aap/aap-press-room/news-features-and-safety-tips/Pages/Swim-Safety-Tips.aspx
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