Catarina Milheiro
Catarina Milheiro
10 Out, 2022 - 11:12

Como escolher um psicólogo?

Catarina Milheiro

Quando decidimos fazer terapia, a primeira questão que colocamos é como escolher um psicólogo. Conheça algumas abordagens distintas.

Com a existência de tantas abordagens e propostas para melhorar a saúde mental, saber como escolher um psicólogo pode ser difícil. É perfeitamente normal sentir-se um pouco confuso no momento da escolha do profissional que irá tratar de forma eficaz os vários problemas.

Independentemente dos seus objetivos – pode estar a passar por uma crise pontual como o luto, por exemplo, ou pode apenas querer conhecer-se melhor -, a verdade é que existem momentos na vida em que não sabemos lidar com alguma situação. E, nessas situações, a ajuda de um terapeuta pode fazer toda a diferença.

No fundo, o psicólogo pode funcionar como um guia que o irá a ajudar a traçar o seu caminho – ainda que lhe caiba a si percorrê-lo.

Relativamente às características que estão envolvidas na escolha deste profissional, estas vão além das suas especialidades e anos de experiência (embora também sejam relevantes). É crucial que a pessoa se identifique com o psicólogo para conseguir desenvolver um bom relacionamento com ele.

Fique connosco e conheça algumas sugestões e orientações na escolha de um terapeuta que nos ajude numa altura de sofrimento ou maior vulnerabilidade.

Como escolher um psicólogo? 5 critérios a considerar

Nem sempre é fácil sabermos como escolher um psicólogo bom, eficiente e disponível, bem sabemos. Principalmente quando sentimos que precisamos mesmo de alguma ajuda para lidarmos com as ansiedades e os problemas e situações do nosso dia-a-dia.

A escolha do psicólogo faz realmente toda a diferença na terapia. Sendo que uma das principais características que garantem o sucesso deste tipo de acompanhamento é a empatia entre o paciente e o profissional.

Afinal, se não houver uma conexão e entendimento mútuo entre ambos dificilmente as sessões serão satisfatórias. Mesmo que o profissional seja reconhecido na área e que utilize a abordagem correta para o seu perfil, o paciente não irá conseguir aproveitar os benefícios da terapia.

1.

Verifique se o psicólogo está inscrito na ordem dos psicólogos

O primeiro passo para escolher um psicólogo passa por perceber se este está inscrito na ordem dos psicólogos. Só desta forma terá a garantia que se trata de um profissional devidamente habilitado para exercer a profissão.

Informe-se também sobre os anos de experiência, a sua formação e ainda se trabalha nas áreas para as quais precisa de ajuda.

2.

Informe-se sobre as técnicas psicológicas utilizadas

Caso precise de um técnico na área clínica, é crucial que este domine um modelo reconhecido de intervenção psicológica. Por exemplo: humanista, cognitivo-comportamental, sistémico ou outros).

Para além disto, deverá certificar-se que o profissional tem experiência e utiliza técnicas psicológicas que sejam estudadas e reconhecidas pelas sociedades e organizações de psicologia de uma forma global – como os que estão definidos pela Associação Americana de Psicologia, por exemplo.

Infelizmente, atualmente existem várias ofertas de terapias inovadoras e únicas que não foram ainda testadas ou estudadas pela ciência. O que pode fazer com que as sessões não tenham qualquer eficácia no paciente.

3.

Certifique-se que o profissional tem competências interpessoais

Está claro que as competências técnicas têm um papel fundamental na escolha de um psicólogo. No entanto, para que se sinta devidamente seguro e confortável, há que verificar também as competências interpessoais do mesmo.

Ou seja, sentir que o profissional é seguro quando fala, que tem a capacidade de se expressar bem, ser perspicaz a compreender como se sente e pensa, ser simpático, demonstrar apoio e interesse e que seja verdadeiramente focado no paciente.

Repare, se escolher alguém que seja frio e distante, muito provavelmente não irá conseguir obter quaisquer resultados das sessões. Isto porque se torna complicado criar um vínculo com a pessoa que conversa a fim de ajudar a resolver alguns dos seus problemas, pensamentos ou situações do quotidiano.

4.

Têm de ser definidos objetivos num plano de terapia

É extremamente importante sentir que está perante alguém de confiança. Para isso, é necessário que sejam definidos objetivos através de um plano consistente de terapia.

Isto é, numa primeira abordagem o psicólogo pode indicar alguns pontos do processo (como perceber alguns padrões habituais do pensamento), explicar de forma coerente e acessível as questões que o paciente apresenta ou até ensinar técnicas ou estratégias que façam sentido aplicar.

O objetivo é conduzir a um alívio progressivo dos sintomas através de uma série de técnicas, abordagens e critérios.

5.

Disponibilidade

A disponibilidade também é um critério importante a ter em consideração no momento da escolha do profissional. Isto porque se optar por alguém que tenha a agenda completamente cheia, dificilmente conseguirá agendar as suas sessões e obter os resultados de uma forma mais rápida.

Claro que tudo irá depender também da sua determinação, mas a ajuda do psicólogo faz toda a diferença também nesta questão. Através de conversas simples, claras e onde são explicados alguns dos possíveis motivos para se sentir mal, o paciente acaba por melhorar gradualmente.

Além disto, as técnicas dadas por estes profissionais para cada tipo de situação ajudam bastante as pessoas no dia-a-dia (onde se vêm obrigadas a lidar com as mais diversas questões de forma quase imediata).

Por isso, se sente que precisa de ajuda para melhorar a sua condição mental, de resolver alguns traumas do passado ou até que precisa de conversar com alguém sobre os seus problemas, aconselhe-se junto de um profissional e faça a escolha acertada.

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