5 Mitos sobre os ovos que tem de esquecer: conheça-os!

Desvendamos 5 mitos sobre os ovos que deve esquecer para poder aproveitar todo o valor nutricional deste alimento, que passou de vilão a herói nos últimos anos.

5 Mitos sobre os ovos que tem de esquecer: conheça-os!
Os mitos alusivos à alimentação são inúmeros e os ovos são um dos alimentos que mais sofre.

A alimentação é uma área extremamente explorada hoje em dia, sobretudo nos meios de comunicação social. No entanto, e como acontece com outros temas, rapidamente surgem informações contraditórias, tornando-se difícil de perceber o que é verdade ou mentira.

Um dos casos mais flagrantes é o do ovo. Com efeito, os mitos sobre os ovos são ainda persistentes e é importante esclarece-los no sentido de tirar todo o partido dos benefícios nutricionais deste alimento.

Antes de avançarmos para os mitos sobre os ovos, importa referir qual a composição nutricional deste alimento.

Valor nutricional do ovo


mitos sobre os ovos

Apesar da má reputação que manteve durante vários anos devido a mitos provenientes do saber empírico, o ovo é, atualmente, um alimento já mais valorizado, em particular no mundo do fitness e desporto.

É um alimento muito versátil, com múltiplas aplicações gastronómicas sendo ainda barato e de fácil confeção.

Trata-se ainda de um alimento muito completo do ponto de vista nutricional, rico em proteínas de alto valor biológico, gorduras essenciais, entre as quais a colina (importante para a proteção neuronal e cardiovascular), vitaminas essenciais e minerais.

Como tal, deve ser parte integrante de um regime alimentar saudável, podendo ser incluído numa refeição principal, num snack, ou até mesmo numa receita saudável.

5 Mitos sobre os ovos que tem de esquecer


ovo estrelado em forma de coracao

1. “O ovo aumenta o colesterol”

Um dos mitos sobre os ovos que perdurou durante mais tempo foi que o seu consumo aumentava os valores de colesterol no sangue, pois a gema do ovo é rica neste composto.

No entanto, sabemos hoje que o aumento do colesterol está associado ao consumo excessivo de gorduras saturadas e trans, não diretamente à ingestão de alimentos ricos em colesterol que são pobres neste tipo de gorduras.

Se avaliarmos a composição do ovo, verificamos que o teor de gordura saturada é baixo, sendo composto maioritariamente por gordura insaturada, ao contrário de alimentos como a carne vermelha, manteiga e enchidos e fumados (estes sim, promotores do aumento do colesterol).

Como tal, o consumo de ovo não irá promover um aumento de colesterol, a menos que o consuma sempre frito (estrelado ou mexido em gordura), sendo que, neste caso, o aumento do colesterol será consequência da gordura da confeção e não do ovo.

2. “A clara é mais saudável do que a gema”

Quase metade das proteínas do ovo encontra-se na clara. O resto está na gema, que é rica em gordura, sobretudo insaturada. Este componente do ovo fornece entre 10 a 20% da dose diária recomendada de vitamina A, D, E e K.

Já a clara é rica em vitaminas do complexo B e minerais, como fósforo e selénio. Ou seja, as duas partes do ovo são importantes e complementam-se, tornando este alimento num dos mais completos que temos disponível.

3. “O ovo engorda”

Outro mito muito frequente é que o ovo engorda, pois tem um valor energético/calórico muito alto.

No entanto, um ovo médio fornece cerca de 80 Kcal, o equivalente a 2 bolachas, mesmo com baixo teor de açúcar e/ou gordura, ou a 1 peça de fruta.

Claro que, se optar pela versão frita, este valor aumenta significativamente e, nesse caso, pode ser promotor do aumento do peso.

Por outro lado, sendo o ovo um alimento rico em proteína, é um alimento muito saciante, que promove uma menor ingestão alimentar nas refeições seguintes, particularmente se for consumido ao pequeno-almoço.

4. “O ovo, por si só, não constitui uma refeição completa”

Mais um mito sobre os ovos que não poderia estar mais errado. Como referido anteriormente, o ovo é um alimento muito completo do ponto de vista nutricional, fornecendo uma proteína de elevado valor biológico, que substitui, na perfeição, a carne ou o peixe.

Como tal, não olhe para o ovo como um complemento da carne ou peixe, mas sim como o elemento principal da refeição. Neste caso, deverá comer 1 porção de 2 ovos.

5. “Mesmo quem não tem colesterol alto, não deve comer ovo mais do que 2x/semana”

Mesmo para pessoas com valores normais de colesterol, as recomendações antigas eram no sentido de o consumo deste alimento não ultrapassar as 2x/semana.

Contudo, a evidência científica mais atual mostra que ingerir um ou mais ovos por dia não aumenta o risco de doenças cardiovasculares, em adultos saudáveis. Muito pelo contrário. O ovo parece inclusive desempenhar um papel protetor para estas doenças, em particular, devido às suas propriedades antioxidantes.

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Nutricionista Rita Lima Nutricionista Rita Lima

Rita Lima é nutricionista e trabalha, atualmente, nos ginásios Urban Fit de Ermesinde, Antas Prime Fitness e CulturaFit Club no Porto. Durante 2 anos colaborou no projeto Dragon Force do Futebol Clube do Porto e com o Boavista Futebol Clube. É licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade.