7 Erros alimentares que comete todos os dias e nem dá por isso

Erros alimentares todos os cometemos, mas existem sempre aqueles que fazemos com maior frequência: conheça quais e de que forma isso afeta a sua saúde.

7 Erros alimentares que comete todos os dias e nem dá por isso
Os erros mais comuns que cometemos na nossa alimentação.

Os erros alimentares referem-se a hábitos menos bons relativos à nossa alimentação que, de alguma forma, não favorecem a nossa saúde e não promovem uma correta nutrição. Por vezes é difícil ter uma alimentação exímia, seguindo à risco tudo aquilo que está na base de uma alimentação saudável, e ter consciência das nossas práticas menos adequadas. Por isso fique a saber estes erros, para que tenha atenção do que poderá estar a fazer de forma inconsciente.

7 Erros alimentares comuns que comete todos os dias sem se aperceber


1. Contar calorias

erros alimentares e ma leitura dos rotulos

É um erro clássico e pode começar com uma simples ida ao supermercado. É certo que consumir um aporte calórico adequado é importante no que diz respeito à nossa saúde e à manutenção do peso adequado, já que um consumo calórico excessivo pode promover um aumento de peso. No entanto, os alimentos não se resumem às calorias que contêm, sendo também importante estar atento ao teor de gordura, sal e açúcares (assim como os outros nutrientes).

Além disso e porque comer também é um ato de prazer, não é suposto que as escolhas alimentares residam única e exclusivamente no número de calorias que as opções viáveis contêm. Tudo em excesso não traz benefício e o equilíbrio é sempre a palavra-chave.

2. Consumir quantidades excessivas de proteína

alimentos ricos em proteina em cru

Como foi referido, nada feito em excesso faz bem à nossa saúde e inclusive existem graus de toxicidade para compostos que à partida nos fazem bem, como é o exemplo de vitaminas e minerais.

No caso da proteína, com a alimentação que se faz em Portugal, não é difícil exceder a dose de proteína recomendada por dia (cerca de 1g /kg de peso em indivíduos saudáveis e sem necessidades físicas específicas). Além de sobrecarregar o trabalho dos nossos rins e fígado e, em alguns casos, comprometer o seu bom funcionamento, o excesso de proteína pode também justificar um aumento de peso não intencional.

3. Escolher produtos light

escolha de produtos light

O facto de o rótulo indicar que se trata de um produto light, nem sempre isso indica que determinado alimento é mais saudável. Os produtos alimentares têm de ser vistos como um todo e os ingredientes e informação nutricional devem ser consideradas na altura da compra.

Os produtos rotulados como light ou diet nem sempre são a melhor opção já que, por vezes, contêm uma série de aditivos e adoçantes químicos pouco saudáveis, gorduras saturadas e trans e têm um elevado grau de processamento. Analise sempre os rótulos mesmo que o produto, à partida, seja light.

4. Seguir uma dieta standard ou as ditas “dietas da moda”

souping

Uma dieta que está escrita num livro ou que é feita para qualquer pessoa nem sempre é uma boa opção. Um plano alimentar deve ser individualizado e deve ter em conta as suas características e objetivos.

Seguir dietas intituladas como milagrosas e de resultados rápidos podem trazê-los, efetivamente, a curto prazo, mas isso não irá promover a alteração dos seus hábitos alimentares, podendo vir a recuperá-los no futuro (assim como o peso).

Não siga a dieta que todos fazem, procure a melhor opção para si e feita só para si: consulte um nutricionista para obter um aconselhamento personalizado.

5. Adicionar adoçante a tudo

diferentes tipos de adocante

Mais do que o conteúdo nutricional, é importar manter o foco no paladar: se gosta de comer tudo doce, talvez seja boa ideia educar o seu paladar para o contrário. Adicionar adoçantes não só pode comprometer a sua saúde, já que nem todos os adoçantes são saudáveis, como também só potencia o seu desejo por alimentos doces.

Opte por stevia, um adoçante natural, ou açúcar menos processado como o açúcar mascavado, mel, tâmaras ou açúcar de coco.

6. Exagerar nas gorduras vegetais, nomeadamente no azeite

azeite e azeitonas

O facto do azeite ser uma gordura vegetal não significa que não tem um valor calórico elevado e não deixe de ser uma gordura com todas as consequências que o consumo elevado deste tipo de alimentos pode trazer.

Tudo deve ser consumido com moderação e a adição do azeite aos cozinhados deve também ser moderado: opte por medir por colheres de sopa ou utilize um spray para evitar um consumo excessivo desta gordura. Dê preferência ao seu consumo em cru, quando assim for possível.

7. Retirar os hidratos de carbono da alimentação

nao consumo de hidratos de carbono

Cortar nos hidratos de carbono é talvez dos erros alimentares mais comuns. Adotada principalmente para uma perda de peso mais rápida, esta estratégia pode por em causa a sua saúde e comprometer os seus resultados a longo prazo.

Os hidratos de carbono são necessários para o bom funcionamento do organismo e para obter energia para as nossas necessidades mais básicas do dia-a-dia. A ausência dos hidratos de carbono na nossa alimentação pode traduzir-se numa perda de peso a curto prazo mas o mesmo não se verifica quando levado a cabo por um período de tempo prolongado ou em pessoas com um vasto historial de dietas e tentativas de perda de peso.

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Nutricionista Margarida Beja Nutricionista Margarida Beja

Margarida Beja é Nutricionista (1859NE) e trabalha atualmente no Reino Unido na área da gestão de peso. Anteriormente, trabalhou também no âmbito da nutrição comunitária e nutrição clínica e esteve envolvida em projetos ligados à prevenção da obesidade infantil, coaching e marketing nutricional. É licenciada em Dietética e Nutrição pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa.

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