Claustrofobia: conheça as causas, sintomas e o tratamento desta fobia

A claustrofobia pode surgir de forma súbita ou gradual. Independentemente do que está na sua origem, esta perturbação pode ser muito incapacitante.

Claustrofobia: conheça as causas, sintomas e o tratamento desta fobia
Sintoma bastante comum nas pessoas que realizam ressonância magnética

claustrofobia é uma fobia específica situacional, que se caracteriza pelo medo de permanecer em espaços fechados (por exemplo, em elevadores ou em equipamentos de ressonância magnética). Esta perturbação caracteriza-se pela presença de medo ou ansiedade marcados face às situações temidas, pelo que, pessoas com claustrofobia tendem a evitar ativamente permanecer em espaços fechados ou, quando o fazem, sentem medo e ansiedade intensos.

O medo e a ansiedade sentidos são desproporcionais face ao perigo real da situação e tendem a ser persistentes, durando tipicamente seis meses ou mais. Causam mal-estar significativo e podem interferir seriamente no dia-a-dia de quem sofre de claustrofobia.

O que acontece é que os claustrofóbicos começam a limitar os espaços e/ou situações potencialmente fóbicos. Como consequência, as limitações diárias, o desconforto e o isolamento social tendem a ser cada vez maiores.

Causas e sintomas da claustrofobia


claustrofobia tonturas

A origem da claustrofobia pode estar relacionada com a vivência de determinados incidentes traumáticos, no entanto, esta não é a única explicação possível, já que podem também estar envolvidos processos biológicos e químicos que ocorrem a nível cerebral.

A sensação de medo e ansiedade intensos pode ser desencadeada por distintas situações. Por exemplo, se algumas das pessoas que sofrem de claustrofobia temem elevadores ou pequenas divisões sem janelas, outras receio transportes públicos subterrâneos ou túneis.

Independentemente do estímulo ou situação que desencadeia os sintomas, as pessoas que sofrem de claustrofobia tendem a recear locais onde se possam sentir aprisionadas, sufocadas e limitadas. Tendem a evitar as situações/estímulos que provocam mal-estar e, quando tal não é possível, tendem a estar constantemente alerta e a procurar a saída mais próxima.

Como acontece em qualquer fobia, a intensidade e a frequência dos sintomas pode variar de pessoa para pessoa e de situação para situação. Todavia, é comum que pessoas com claustrofobia, quando submetidas a situações que causam medo e ansiedade, experienciem sintomas de pânico, tais como:

  • Respiração e batimento cardíacos acelerados;
  • Suores e calafrios;
  • Tonturas;
  • Sensação de boca seca;
  • Tremores;
  • Desorientação;
  • Mal-estar abdominal;
  • Sensação de desmaio ou de perda dos sentidos.

 

Diagnóstico e tratamento da claustrofobia


claustrofobia terapeuta

São muitas as pessoas que vivem com claustrofobia que, apesar da plena consciência da fobia que possuem, nunca procuram formalmente ajuda ou a confirmação do diagnóstico. Para que as atividades diárias não sejam totalmente restringidas e de forma a aprender a controlar e melhorar os sintomas, importa procurar ajuda especializada.

No entanto, ao invés de recorrer a ajuda médica especializada, a grande maioria das pessoas que padece de claustrofobia, opta por evitar os espaços/situações que entende como perigosos. Infelizmente, sem ajuda médica especializada, a vida dos doentes claustrofóbicos pode ficar seriamente limitada.

Felizmente, após confirmação do diagnóstico, é possível realizar tratamento com sucesso. Se, por um lado, a medicação prescrita pelo médico especialista em saúde mental pode ajudar a aliviar os sintomas, a psicoterapia pode ser de grande utilidade, permitindo:

  • Identificar e compreender o medo e a ansiedade sentidos;
  • Promover a aprendizagem de técnicas de respiração e relaxamento;
  • Promover a exposição gradual e controlada às situações e/ou estímulos temidos;
  • Explorar formas práticas e eficazes de lidar eficazmente com as situações e/ou estímulos temidos.

 

Em suma…


O medo e a ansiedade desempenharam sempre um papel fundamental na vida do ser humano. É graças a eles que fugimos e evitamos situações de perigo, garantindo a nossa segurança. Todavia, o medo e a ansiedade podem tornar-se excessivos, persistentes e irracionais. Nesses casos, podemos estar perante uma fobia.

A claustrofobia é, como o nome indica, uma fobia relacionada com a permanência em espaços fechados ou reduzidos (túneis; espaços pouco ventilados; elevadores; etc.). Tal como qualquer outra fobia, pode provocar medo e ansiedade intensos, mal-estar significativo e diminuição da qualidade de vida, interferindo no dia-a-dia de quem dela padece.

Como vimos, as implicações no dia-a-dia podem ser imensas, pelo que importa procurar ajuda especializada, até porque tratar com sucesso a claustrofobia é possível.

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