Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
19 Mar, 2020 - 13:11

Vacina contra a Covid-19 prestes a ser testada em humanos

Mónica Carvalho

A confirmação vem da Organização Mundial de Saúde: vão começar os primeiros testes em humanos da vacina contra a covid-19. A esperança para todos.

vacina contra covid 19

A Covid-19 tem colocado o mundo à prova e testado todos os sistemas de saúde, mostrando que a propagação da doença é mais rápida do que qualquer resposta humana.

Ainda assim, a OMS anunciou que várias farmacêuticas vão dar início aos testes de vacinas em pessoas, apenas 60 dias após estar terminada a sequência genética do vírus. O diretor-geral da instituição, Tedros Ghebreyesus, afirma que esta “é uma conquista incrível.”

A rapidez com que se chega a esta fase em muito se deve a outros coronavírus e à investigação feita para travar esses vírus que antes afetaram o mundo.

A título de exemplo, em Maryland, EUA, a empresa Novavax garante já poder testar uma vacina nas próximas semanas e o mesmo está a acontecer com a farmacêutica Moderna.

Tedros elogiou, assim, “os pesquisadores de todo o mundo que se reuniram para avaliar, de forma sistemática, esta terapia experimental.”

Mariângela Simão, médica da OMS e chefe da área de vacina e medicamentos, deixa, contudo, alguma cautela: “Uma vacina não é desenvolvida de um dia para o outro. Demora tempo para fazer os estudos necessários para avaliar não só a eficácia, se a vacina funciona ou não, mas também se ela é segura, se ela é estável, se é aplicada em diferentes condições, para diferentes grupos etários, e tudo mais. No momento, temos cerca de 20 ensaios clínicos, pesquisas, em andamento para desenvolvimento de vacinas.”

Testes também a decorrer

investigadora com testes em laboratório

Além da vacina, Tedros Ghebreyesus informou que decorrem vários testes de pequena dimensão, com métodos diferentes, com o objetivo de perceber melhor o tema e, com isso, conseguir dar mais e melhores respostas.

Há um teste em destaque: “Solidarity” – solidariedade, em português. Trata-se de um estudo internacional que foi “projetado para gerar os dados robustos que são precisos, para mostrar quais tratamentos são mais eficazes.”

Muitos países já confirmaram que farão parte da iniciativa “Solidarity”, incluindo Argentina, Bahrein, Canadá, França, Irã, Noruega, África do Sul, Espanha, Suíça e Tailândia.