Enfermeira Bárbara Andrade
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15 Mar, 2019 - 11:25

Sinais vermelhos na pele: quando são motivo de preocupação?

Enfermeira Bárbara Andrade

Os sinais vermelhos na pele não devem suscitar preocupação na pessoa portadora, uma vez que na maioria dos casos verifica-se que são tumores benignos.

Sinais vermelhos na pele: quando são motivo de preocupação?
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Os sinais vermelhos na pele ou também conhecidos por “nevus rubi”, não são automaticamente sinónimo de preocupação, ou seja, a maioria são considerados benignos e não uma forma de cancro da pele, permanecendo com o seu tamanho estável.

Esta condição é conhecida como hemangioma capilar adquirida, isto é, se o seu pai ou mãe têm muitos sinais vermelhos, é provável que você também os venha a ter no futuro, no entanto, este tipo de sinais são uma resposta do corpo a fatores internos (genética, hormonas, etc.) ou externos (como por exemplo, exposição solar incorreta, má alimentação etc.).

Apesar de geralmente não serem cancerígenos, não se deve facilitar no que toca à exposição solar, devendo ser aplicado protetor solar com fator de proteção solar (FSP) superior a 30 a cada 3 horas e, evitar a exposição nas horas mais quentes do dia, não esquecendo que deve vigiá-los ou submetê-los a exames médicos periódicos.

Sinais vermelhos na pele: grupos de risco

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 Este tipo de sinal surge frequentemente com o avançar da idade, sendo mais frequente em pessoas adultas (a partir dos 45 anos) e idosas, devido ao processo natural do envelhecimento, mas também podem ocorrer mais precocemente (na infância ou adolescência) devido a fatores hereditários.

As pessoas de pele com tonalidade clara e as gestantes ou mulheres na menopausa (devido às alterações hormonais), são também grupos de risco, no entanto, podem surgir noutras etnias.

Sinais vermelhos na pele: localização mais frequente

sinais vermelhos na pele hemangiomas

Os sinais vermelhos na pele surgem de um dia para o outro, no entanto, não desaparecem com facilidade. Os locais mais frequentes do seu aparecimento são, geralmente, no rosto, pescoço, peito e braços.

Estes sinais consistem em acumulações de células melanócitas, dilatações capilares de pequenas dimensões (geralmente situam-se entre 1 a 4 milímetros), similares às varizes, provocadas por falhas no sistema vascular.

Esses sinais podem estar distribuídos em torno do corpo ou concentrados apenas numa área específica.

Sinais vermelhos na pele: tratamento

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Este tipo de sinal não regride, ou seja, só pode ser retirado com algum tipo de tratamento, e apresenta uma evolução lenta.

 O tratamento é feito normalmente para fim estético ou preventivo, uma vez que não são prejudiciais ao bem-estar físico, podendo ser feito cirurgicamente (geralmente com laser ou com um bisturi elétrico), crioterapia (colocação de um spray de nitrogénio líquido sobre o sinal) ou escleroterapia (introdução de uma substância no vaso sanguíneo para eliminá-lo).

Não se deve desvalorizar a importância do tratamento deste tipo de sinal na pessoa portadora, pois como apresentam uma cor chamativa, podem contribuir para uma baixa auto-estima.

Sinais vermelhos na pele: como prevenir?

sinais vermelhos na pele protetor solar

Como forma de prevenção do aparecimento deste tipo de sinais:

  • Evite exposição solar nos picos de calor e utilize sempre protetor solar adequado ao seu tipo de pele, evitando o envelhecimento precoce da pele;
  • Ingira elevadas quantidades de água, no mínimo 2 litros por dia, de forma a ajudar na eliminação das toxinas do seu corpo;
  • Faça uma alimentação saudável e equilibrada, ingerindo alimentos antioxidantes (por exemplo, os frutos vermelhos);
  • Evite ingerir álcool, drogas e tabaco, de forma a evitar disfunção do fígado.

Sinais vermelhos na pele: dicas importantes

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Para além da prevenção, é importante que siga estas dicas que se tornam bastante importantes no antes e durante o aparecimento deste tipo de sinais:

  • Se os sinais lhe causarem prurido (comichão) ou hemorragia, deverá recorrer a um médico de imediato, preferencialmente um Dermatologista;
  • Faça exames regulares para ir vigiando a sua evolução;
  • Se visualizar alguma alteração no sinal, como por exemplo, assimetria (lesões assimétricas são mais preocupantes que as regulares), bordas irregulares, se o nervo tiver duas ou mais cores ou apresentar uma dimensão da lesão superior a 6 mm, entram na classificação de lesão a ser monitorada por um dermatologista;
  • Nunca deve tentar eliminá-los em casa ou de forma caseira usando remédios naturais, pois o resultado pode ser bastante prejudicial para si.

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