Viviane Soares
Viviane Soares
27 Ago, 2019 - 10:47

Médicos recomendam rastreio da anemia e ferropenia às grávidas

Viviane Soares

Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal recomenda rastreio depois de a OMS ter reconhecido o quadro clínico como um problema global de saúde pública.

Médicos recomendam rastreio da anemia e ferropenia às grávidas

A Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF) recomenda que se passe a fazer o rastreio de anemia e ferropenia (deficiência de ferro) a todas as grávidas.

Tal recomendação surge depois de a situação clínica ter sido reconhecida como um problema global de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para esse efeito, a SPOMMF já publicou um conjunto de normas de orientação clínica referentes à anemia na gravidez e no puerpério, uma vez que “a anemia ferropénica é a causa mais frequente de anemia gestacional”.

No documento, os especialistas recomendam que o rastreio seja feito antes da conceção ou no 1º trimestre, entre as 24 e 28 semanas de gravidez, assim como no 3º trimestre de gestação. É ainda essencial, acrescenta-se, “que todas as mulheres recebam aconselhamento dietético, relativamente a como aumentar a ingestão e absorção de ferro”.

Os especialistas alertam ainda que, durante a gravidez, a falta de ferro pode gerar uma série de problemas, nomeadamente pré-eclâmpsia, descolamento prematuro da placenta, falência cardíaca e, no limite, a morte da mãe e do feto.

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