Farmacêutica Cátia Rocha
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25 Nov, 2019 - 17:18

Pomadas para o tratamento dos diferentes tipos de candidíase

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Existe uma grande variedade de pomadas para a candidíase que podem ser aplicadas no tratamento dos diferentes tipos. Fique a conhecer as melhores.

pomadas para a candidíase
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É importante perceber quais as melhores pomadas para a Candidíase para tratar estas infeções com sintomas tão incomodativos.

A candidíase, infeção causada por um fungo chamado Candida albicans pode afetar diversas zonas do corpo humano. No entanto, as mais frequentemente colonizadas são a boca, o aparelho gastrointestinal e geniturinário, a pele ou até, em casos mais graves, pode atingir a corrente sanguínea.

Pomadas para a Candidíase: Candidíase orofaríngea e do esófago

Mulher a utilizar pomada para o tratamento de candidíase

As formulações em gel ou solução são de mais fácil aplicação nestas zonas específicas. Assim, podem ser usados num eficaz tratamento:

1. Micostatin® (nistatina)

Indicado para o tratamento de candidíase da cavidade bucal e do trato digestivo superior (nomeadamente o esófago).

  • Modo de administração: A suspensão deve ser bochechada e mantida por vários minutos (o maior tempo possível) na boca antes de ser engolida.
  • Posologia indicada: A posologia varia de acordo com a idade.

2. Daktarin® gel oral (miconazol)

Indicado no tratamento de infeções da orofaringe causadas por fungos e leveduras (como por exemplo, Candida) em adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 4 meses. Particularmente em lactentes e em crianças pequenas deve ter cuidado para que não se engasgue.

  • Modo de admnistração: Para evitar esta situação, o gel oral não deve ser aplicado na garganta e cada dose deve ser dividida em pequenas porções.
  • Posologia indicada: A posologia varia de acordo com a idade.

Pomadas para a Candidáse: Candidíase genital e vulvovaginal

pomadas para a candidíase genital

1. Gino-canesten® (clotrimazol), Gyno-pevaryl® (econazol), Dermofix® (sertaconazol)

Com alternativas em creme vaginal ou óvulos. São antifúngicos vaginais muito eficazes.

  • Modo de administração: Os cremes devem ser introduzidos com o aplicador cheio, o mais profundamente possível na vagina à noite, durante 3 a 6 dias consecutivos (a melhor posição será deitada de costas com as pernas ligeiramente fletidas).
  • Posologia inidicada: Os óvulos deverão ser introduzidos de igual modo, havendo neste caso a possibilidade de utilizar apenas 1 óvulo com uma dosagem superior para um tratamento menos demorado.

Para tratar infeções dos lábios genitais (vulva) da mulher ou de inflamação da glande e prepúcio no pénis, deve ser aplicado o creme 2 vezes por dia, em camada fina, durante 1 a 2 semanas, até melhoria dos sintomas.

O tratamento da candidíase vaginal pode ser complementado com Multi-Gyn FloraPlus® que possui componentes prebióticos que apoiam o crescimento dos lactobacilos (bactérias) benéficos. Esta pomada para a candidíase em doses individuais deve ser introduzida na vagina à noite durante 5 dias, sendo importante para a manutenção do equilíbrio natural da vagina, suprimindo os fungos nocivos e apoiando a flora vaginal útil.

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Pomada para a Candidíase: Candidíase cutânea

Mulher a aplicar pomada para o tratamento de candidíase cutânea

1. Lamisil® (terbinafina), Canesten® e Micolysin® (clotrimazol), Pevaryl® (econazol)

São exemplos de pomadas para a candidíase da pele com uma forte eficácia.

  • Modo de administração: Devem ser aplicadas na zona a tratar, em camada fina, friccionando ligeiramente.
  • Posologia inidicada: 2 a 3 vezes por dia.

Estas pomadas não se devem aplicar sobre a pele ferida e deve ser evitado o contacto com os olhos e mucosas.

Neste tipo em particular é de extrema importância manter a pele limpa, seca e protegida para evitar fricção que irá agravar a lesão.

No caso de serem as unhas infetadas, as pomadas para a candidíase são pouco eficazes devido à fraca penetração, a melhor solução passa pela utilização de vernizes com substancias ativas com poder antifúngico.

Pomada para a Candidíase: Candidíase disseminada

Este é o tipo mais grave, mas também mais raro, de candidíase, em que os fungos de Candida albicans contaminam a corrente sanguínea. Assim, por norma tem que se recorrer ao tratamento por via intravenosa em meio hospitalar e com a maior brevidade possível.

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