Camila Farinhas
Camila Farinhas
15 Jan, 2021 - 16:48

Plaquetas baixas: o que significa e consequências

Camila Farinhas

As plaquetas baixas podem resultar em perdas excessivas de sangue, causando consequências graves para quem sofre desta condição.

Análises sanguíneas indicativas de plaquetas baixas

As plaquetas baixas, ou trombocitopenia, são uma condição em que a coagulação sanguínea está comprometida.

Quando existe uma hemorragia, as plaquetas são as células responsáveis por travar a perda de sangue, uma vez que formam uma espécie de “penso rápido” na zona afetada.

Entenda, então, de que forma as plaquetas baixas se manifestam, o que significam, como tratar e que cuidados deverá ter após o seu diagnóstico.

Plaquetas: o que são?

Homem a fazer análises ao sangue

As plaquetas fazem parte do sistema sanguíneo e a sua principal função é a coagulação do sangue, ou seja, deter uma hemorragia.

Estas células são produzidas na medula óssea e têm uma vida útil de aproximadamente 10 dias, em que circulam pelo sangue para que depois sejam destruídas e substituídas por plaquetas novas.

Quando existe uma lesão, como um corte ou ferida, as plaquetas deslocam-se até à zona afetada para parar a hemorragia e cicatrizá-la. No caso das doenças crónicas e oncológicas, as plaquetas são essenciais para as combater.  

Níveis normais de plaquetas

É possível determinar os níveis de plaquetas através de análises sanguíneas. São considerados normais quando a sua contagem está no intervalo entre 150 mil a 400 mil plaquetas por microlitro de sangue.

O risco acrescido de hemorragia é real quando a contagem se situa abaixo do valor mínimo, sendo que os problemas graves de coagulação surgem quando a contagem é inferior a 80 mil a 100 mil plaquetas por microlitro de sangue.

Abaixo de 10 mil plaquetas por microlitro de sangue, é considerado risco grave de ocorrer hemorragia espontânea e consequente risco de vida.

Causas para as plaquetas baixas

Técnica laboratorial a analisar amostras sanguíneas

Regra geral, a trombocitopenia é causada por baixa capacidade de produzir novas plaquetas, diminuição da sua vida útil ou mesmo disfunção das plaquetas.

Estas podem ser algumas das causas que levam a plaquetas baixas:

  1. Anemia.
  2. Tratamentos oncológicos como a radioterapia e quimioterapia. Estes tratamentos podem levar a uma diminuição da produção de plaquetas devido à sua ação sobre a medula óssea. A leucemia e linfoma podem também estar na causa de plaquetas-baixas.
  3. Doenças da medula óssea.
  4. Infeções virais, tais como Epstein-Barr, Hepatite e Vírus da Imunodeficiencia Humana (VIH)
  5. Doenças autoimunes.
  6. Esplenomegalia ou baço aumentado, uma vez que este órgão funciona como um filtro do sangue e alterações na sua dimensão levam a dificuldade de circulação das plaquetas.
  7. Alcoolismo.
  8. Exposição a produtos químicos.
  9. Fatores hereditários.
  10. Medicamentos específicos.

Sintomas e diagnóstico

Mulher com nódoa negra na perna

Os sintomas mais frequentes de plaquetas baixas são:

  • Perda excessiva de sangue na menstruação
  • Nódoas negras com facilidade
  • Sangramento nasal ou bucal
  • Hemorragia excessiva após um pequeno corte
  • Manchas avermelhadas na pele, sobretudo nas pernas

O diagnóstico de plaquetas baixas é feito com base na história clinica, onde se avaliam os sintomas, antecedentes familiares e medicação usual, seguida do exame físico para verificar a existência de nódoas negras.

Posteriormente, podem ser solicitadas também análises sanguíneas para fazer a contagem das plaquetas e, em alguns casos, uma biópsia à medula óssea.

Tratamento das plaquetas baixas

Mulher a tomar comprimido

Em alguns casos, a trombocitopenia não necessita de tratamento e resolve-se de forma espontânea. Em casos mais graves, podem ser necessários tratamentos específicos tais como:

  • Alterações de medicação
  • Tratamento das doenças causadoras das plaquetas baixas
  • Remoção cirúrgica do baço
  • Transfusões de sangue

Tenho plaquetas baixas: que cuidados devo ter?

Se tem diagnóstico de plaquetas baixas, estes são alguns dos cuidados que deverá ter:

  • Evitar situações em que o risco de hematomas e feridas é maior
  • Não tomar medicamentos como a aspirina e o ibuprofeno sem consultar o seu médico ou farmacêutico, já que estes interferem na produção de plaquetas
  • Informar os profissionais de saúde da sua condição
  • Diminuir o consumo de álcool
  • Prevenir infeções, sobretudo se fez a remoção cirúrgica do baço

Fontes

  1. The National Heart, Lung, and Blood Institute. (2020). Thrombocytopenia. Acedido a 15 de Janeiro de 2020. Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health-topics/thrombocytopenia
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