Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
26 Jun, 2017 - 15:53

Placenta baixa: o que é e quais os riscos associados

Mónica Carvalho

Numa percentagem reduzida de gestações, poder ocorrer a placenta baixa. Descubra mais sobre o tema, quais os sintomas e qual o tratamento adequado.

Placenta baixa: o que é e quais os riscos associados
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A placenta baixa é uma complicação da gravidez causada pelo posicionamento da placenta na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo do útero.

A placenta é o grande suporte ao bebé durante toda a gravidez: é por aqui que ele recebe todos os nutrientes necessários para crescer forte e saudável, que é transportado pelo fluxo de sangue da placenta.

Se a placenta baixa ocorre no início da gravidez, normalmente não é considerada um problema. Porém, com o passar do tempo de gestação, se a placenta estiver perto do colo do útero, pode provocar hemorragias, o que, por sua vez, pode levar a outras complicações, incluindo o parto prematuro.

Diferentes tipos de placenta baixa

Existem quatro tipos de diferente de placenta baixa, que condicionam o tipo de parto a levar a cabo:

  • Que não cobre o colo do útero e ainda possibilita o parto normal;
  • O extremo inferior da placenta chega a encostar na abertura do colo do útero e torna difícil a realização de parto normal;
  • A placenta cobre parcialmente a abertura do colo do útero, obrigando à realização de cesariana;
  • A placenta cobre completamente a abertura do colo do útero, obrigando, igualmente, à realização de cesariana.

Placenta baixa: sintomas

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São vários os sintomas que podem indiciar uma placenta baixa. Confira quais são:

  • Hemorragia ligeira ou abundante;
  • Sangue vermelho vivo sem coágulos;
  • Aparece subitamente e geralmente quando a grávida se encontra em repouso;
  • Perda de sangue pela vagina, mas sem dor;
  • Hemorragia após a relação sexual.

Tratamento de placenta baixa

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A intervenção médica em caso de placenta baixa depende da hemorragia, idade da gravidez e do estado fetal.

Hemorragia ligeira e moderada:

  • O objetivo é prolongar a gestação até às 36 / 37 semanas, idade em que os pulmões do bebé estão mais maduros;
  • Recomenda-se o repouso absoluto;
  • Não devem ser tidas relações sexuais até à data do parto;
  • A grávida toma imunoglobulina anti-D;
  • Deve realizar-se parto vaginal apenas se o orifício interno não estiver a ser obstruído total ou parcialmente;
  • Não deve ser realizado o toque cervical.

Hemorragia muito abundante

  • Se a hemorragia é muito abundante, e a vida da futura mamã está em causa, é exigido o internamento para monitorização do seu bem-estar e estabilização;
  • Deve ser realizada uma cesariana de urgência, independentemente do tempo de gravidez.

Placenta baixa: fatores de risco

placenta baixa e fatores de risco

A maioria das mulheres que tem placenta baixa não apresenta nenhum fator de risco específico. Mas eles existem:

  • Ter tido placenta baixa numa outra gestação;
  • Ter tido uma ou mais cesarianas;
  • Ter sido submetida a alguma cirurgia uterina, como a retirada de algum mioma;
  • Ter uma gravidez de gémeos ou mais bebés;
  • Ser fumadora ou toxicodependente.

O principal problema que a placenta baixa acarreta é relativamente ao momento do parto. Esteja devidamente informada sobre a sua condição física e aconselhe-se junto do seu médico, para saber qual o melhor caminho a seguir.

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