Sofia Martins
Sofia Martins
10 Nov, 2016 - 16:25

Ocitocina no trabalho de parto: conheça a hormona das contrações

Sofia Martins

A ocitocina é uma hormona natural que estimula as contrações do colo do útero. A sua forma sintética é utilizada para a indução do trabalho de parto.

Ocitocina no trabalho de parto: conheça a hormona das contrações
O artigo continua após o anúncio

A ocitocina no trabalho de parto tem como função principal provocar as contrações do útero de forma ritmada.

Se a mulher entra em trabalho de parto naturalmente, a ocitocina está a fazer o seu trabalho sem ser necessária a ajuda da sua forma sintética.

Quando o trabalho de parto não acontece espontaneamente ou está muito demorado, o médico pode utilizar ocitocina na sua forma sintética.

Ocitocina: natural ou sintética

1. O que é a ocitocina?

A ocitocina é uma hormona presente no corpo da mulher e do homem.

É conhecida como sendo a hormona do “amor”, pois é a responsável pela capacidade do ser humano de se relacionar nos mais diversos contextos.

Prazer, bem estar físico e emocional são alguns dos benefícios que a ocitocina traz ao nosso corpo.

A ocitocina no trabalho de parto é responsável por provocar as contrações regulares e ritmadas do útero, permitindo uma mais rápida dilatação e, logo, que o bebé comece a descer pelo canal vaginal.

Nos casos em que o trabalho de parto não inicia espontaneamente, o médico pode recorrer ao uso da ocitocina sintética. A hormona assim que entra na corrente sanguínea, acelera o trabalho de parto, ajudando o bebé a sair.

O artigo continua após o anúncio

2. Desvantagens da ocitocina sintética

Como todos os medicamentos, também a ocitocina na sua forma sintética tem efeitos secundários, pelo que deve ser utilizada de forma muito controlada.

Efeitos secundários possíveis:

  • Contrações mais dolorosas
  • Rutura do útero
  • Alergia a algum componente da medicação

Para evitar a necessidade de utilização da forma sintética de ocitocina no trabalho de parto, a grávida pode investir em formas de aumentar a sua produção natural.

Como promover a produção natural de ocitocina

acupuntura


Há formas de estimular a produção natural de ocitocina. Se a mulher fizer destas práticas rotina, vai aumentar os níveis de ocitocina, diminuindo a probabilidade de necessitar da hormona sintética.

1. Fazer sexo

O sexo produz hormonas de prazer semelhantes à ocitocina. Para além disso, quando o parceiro ejacula dentro da vagina, a mulher recebe prostaglandina.

Esta hormona, presente no sémen, também vai ajudar ao amadurecimento do colo do útero.

2. Fazer acupuntura

A acupuntura é utilizada nos países asiáticos já há muitos anos. Fazer sessões regulares de acunpuntura durante a gravidez e, principalmente, nas semanas prévias ao parto, irá aumentar a produção natural de ocitocina.

Deve sempre fazer este tipo de sessões com um terapeuta já com experiência em grávidas.

O artigo continua após o anúncio

3. Estimular os mamilos

Estimular os mamilos diariamente por um período de pelo menos 5 minutos, vai aumentar a produção de ocitocina.

Deve fazer movimentos semelhantes aos de sucção que o bebé faz quando está a mamar.

Se tiver a ajuda do seu parceiro, ainda melhor, pois irá também sentir prazer.

A ocitocina após o parto

amamentacao

1. Controlo de hemorragias

A ocitocina no trabalho de parto tem um papel fundamental, mas não é apenas nesta fase que é necessária.

Após o nascimento, a ocitocina vai ajudar no controlo de hemorragias, provocando a contração do útero.

2. Amamentação e estreitamento de laços

Vai também ajudar à amamentação. Quando o bebé está a mamar, estimula a libertação de uma maior quantidade de ocitocina, pelo movimento de sucção.

Para além de promover a mais rápida saída do leite e sua consequente produção, vai estreitar os laços afetivos entre mãe e bebé.

Há, por isso, médicos que aconselham o uso de um spary de ocitocina de cada vez que a mulher vai amamentar.

O artigo continua após o anúncio

Deve utilizá-lo 5 minutos antes de começar a alimentar o bebé ou, mesmo, da retirada manual do leite.

Este tipo de medicação deve sempre ser prescrita pelo médico.

Veja também: