Drª Patricia Azevedo | Médica Veterinária
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08 Jan, 2020 - 10:23

Como interpretar a linguagem dos cães? 5 dicas úteis

Drª Patricia Azevedo | Médica Veterinária

Sabe interpretar a linguagem dos cães? Neste artigo vai ficar a conhecer 5 dicas úteis para compreender e interpretar melhor o seu companheiro.

Como interpretar a linguagem dos cães? 5 dicas úteis

Apesar de os cães não falarem como as pessoas, têm a sua própria linguagem e aprenderam, ao longo dos anos que conviveram com os humanos, a interpretar também a nossa. Assim, é muito importante para os tutores conseguirem interpretar a linguagem dos cães, de forma a compreendê-los e conseguir ajudá-los, tal como eles o fazem com os seus tutores.

Interpretar linguagem dos cães: como é que comunicam?

A comunicação ocorre em todas as espécies, quer entre indivíduos da mesma espécie ou de diferentes espécies que aprenderam a se interpretar devido à convivência, como é o caso do cão e do homem.

Os cães conseguem comunicar através de sinais visuais (linguagem corporal), sons e odores. Estes sinais são utilizados pelos cães comunicarem entre si, e são também sinais que utilizam para comunicar com os humanos, apesar de, por vezes, poderem não ser corretamente interpretados.

Os sinais visuais, sonoros e olfativos nem sempre são intencionais, podendo em algumas situações expressarem-se involuntariamente, como por exemplo em casos de ansiedade.

Linguagem corporal dos cães

A linguagem corporal dos cães corresponde às suas expressões faciais, que, na maioria das vezes são involuntárias. Os cães podem comunicar através de várias partes do seu corpo, como posição das orelhas, cauda, boca, postura e olhos.

Linguagem dos cães: os sons

Apesar de os cães não falarem propriamente, também têm a sua voz, e podem emitir diferentes sons, que podem transmitir o que estão a sentir. Os sons mais comuns que os cães emitem são o uivo, rosnar, grunhido, choramingo, gemer, ladrar.

Estes sons devem ser avaliados em conjunto com a linguagem corporal, pois, muitas vezes, o mesmo som pode ter vários significados.

Linguagem dos cães: os odores

Os cães conseguem emitir diferentes tipos de odores, e utilizam-nos como forma de comunicação, especialmente com outros animais da mesma espécie. No entanto, podem também ser utilizados como forma de comunicação entre cão e humano (que não desenvolveu sensibilidade para tal).

Os odores corporais dos cães contêm sinais químicos que foram desenvolvidos especificamente para comunicarem entre si (feromonas). Este tipo de comunicação não tem grande relevância para a comunicação entre as pessoas e os cães, apesar de os cães conseguirem interpretar alguns sinais humanos através dos odores libertados.

Como interpretar a linguagem dos cães? 5 dicas úteis

Apesar de muitos tutores referirem que ao seu cão “só lhe falta falar”, muitas vezes não é fácil interpretar o que ele lhe quer dizer. Assim, vamos dar-lhe a conhecer cinco dicas úteis para compreender melhor o que o seu cão lhe quer dizer.

1. Esteja atento aos seus olhos

Nas pessoas, costuma-se dizer que “os olhos são o espelho da alma”, e, portanto os olhos do seu cão dizem muito acerca da maneira como se sente. Se pretende interpretar a linguagem dos cães, não se pode, nunca, esquecer de olhar para os seus olhos.

Um cão feliz e relaxado apresenta os olhos normais com uma dilatação da pupila normal ou pequena, focado, mas sem olhar fixamente para nenhum objeto. Se, pelo contrário, o cão está assustado, ansioso ou agressivo as pupilas estarão dilatadas e poderá estar a focar intensamente.

2. Olhe para a boca

A boca também é uma das partes do corpo que nos podem ajudar a interpretar a linguagem dos cães. Se o cão estiver relaxado estará com a boca ligeiramente aberta ou fechada mas sempre relaxada.

Em caso de grande felicidade ou excitação o cão pode estar com a boca aberta e ofegante, o que também pode acontecer se estiver com medo ou ansioso com alguma situação. Quando se demonstra agressivo, a boca está geralmente com os lábios puxados para trás, a mostrar os dentes, podendo também comunicar verbalmente através do rosnado.

3. A posição e movimento da cauda são importantes

A cauda é uma da parte do corpo que mais nos diz acerca do estado do cão, até existe a crença de que a cauda a abanar significa que o cão está feliz. De facto, em parte essa crença está correta, mas nem sempre uma cauda a abanar é sinonimo de felicidade.

Os cães abanam a cauda em forma de saudação a outros seres, mas também podem fazê-lo por se sentirem ansiosos ou desconfortáveis com alguma situação.

É necessário olhar para o tipo de movimento e velocidade a que o cão abana a cauda, bem como outros sinais corporais para interpretar a linguagem dos cães. A cauda entre as patas também pode ser um sinal de submissão e medo. E a cauda para trás que está curioso ou inseguro em relação a determinada situação.

4. Atenção às orelhas

interpretar linguagem dos cães

A posição das orelhas também nos permite identificar o estado de espirito do animal, sendo que em cães com orelhas pendulares pode ser mais difícil interpretar. Regra geral, os cães quando estão desconfiados ou com medo têm as orelhas para baixo.

Orelhas apontadas para a frente significa que o cão está agressivo e orelhas para cima que está atento ou curioso.

5. Se o seu cão está a fazer algum som esteja atento a outros sinais

O seu cão também comunica através de sons, como ladrar, choramingar, uivar. Estes sons podem ser utilizados pelo cão para comunicar em diversas situações, portanto deve interpretá-los juntamente com outros sinais, nomeadamente linguagem corporal, do seu cão.

Por exemplo, um cão a choramingar, pode ser sinal que está desconfortável, com dores, ou pode simplesmente querer chamar à atenção ou estar nervoso.

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Fontes

  1. Stanley Coren, PhD. (2011). What a Dog’s Tail Wags Really Mean: Some New Scientific Data. Disponível em: https://www.psychologytoday.com/intl/blog/canine-corner/201112/what-wagging-dog-tail-really-means-new-scientific-data
    2. Marcello Siniscalchi, Serenella d’Ingeo and Angelo Quaranta: Communication in Dogs. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6116041/
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