Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
30 Jan, 2020 - 14:51

Greve nacional da função pública: conheça o impacto na saúde

Mónica Carvalho

Professores, médicos, enfermeiros e demais funcionários públicos estão em greve contra a proposta do Orçamento de Estado.

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Dia 31 de janeiro é dia de greve nacional contra a proposta de Orçamento do Estado para 2020, por prever aumentos salariais de 0,3% para professores, médicos, enfermeiros e demais funcionários públicos.

É uma ação conjunta das forças sindicais que representam os funcionários públicos (Frente Comum, FESAP, STAL, SINTAP), afetas quer à CGTP, quer à UGT, que reclamam, assim, aumentos salariais e querem pressionar o Governo a ir além dos 0,3% inscritos no Orçamento.

Impacto na área da saúde

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Médicos

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) juntou-se ao protesto para exigir “condições de trabalho dignas para os médicos, a renegociação da Carreira Médica e um efetivo combate à violência contra os profissionais de saúde”.

Enfermeiros

Os enfermeiros, através da Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE), também vão aderir ao protesto nacional. Esta classe profissional defende o recomeço de negociações sobre o Acordo Colectivo de Trabalho e protesta ainda contra a “inação do Governo perante o crescendo das agressões aos enfermeiros, causadas pelo mau funcionamento dos serviços do Serviço Nacional de Saúde”.

Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica

Entretanto, os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) fizeram também saber que se vão juntar à greve de amanhã, voltando, assim, a paralisar o Serviço Nacional de Saúde.

Os serviços mínimos estão já negociados entre a estrutura sindical e o Ministério da Saúde. Neles se incluem os cuidados, entre outros, a doentes oncológicos que estejam em tratamento de quimioterapia e radioterapia, iniciado antes da greve ou em início de tratamento, classificados como de nível de prioridade 4, bem como aos que tenham cirurgias programadas e consideradas de nível 3; a doentes em situação clínica de alimentação parentérica, programada antes do pré-aviso de greve, bem como as situações urgentes que se verifiquem e estejam devidamente fundamentadas pelo médico prescritor.

Farmacêuticos

O Sindicato Nacional dos Farmacêuticos manteve-se à margem da greve nacional, por entender “não ter ainda esgotado os mecanismos de negociação com o Governo”. Ainda assim, o sindicato “compreende os motivos que levaram os trabalhadores da administração pública a recorrerem a esta última forma de luta laboral e manifesta desde já a sua solidariedade com os profissionais envolvidos.”

Fontes