Enfermeira Bárbara Andrade
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06 Nov, 2018 - 17:53

Colite Pseudomembranosa: saiba reconhecer os sintomas desta inflamação

Enfermeira Bárbara Andrade

Existem algumas variantes da patologia Colite, pelo que vamos abordar a colite pseudomembranosa para explicar as suas características específicas. Veja.

Colite Pseudomembranosa: saiba reconhecer os sintomas desta inflamação
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A colite pseudomembranosa é um dos possíveis tipos de variante da patologia colite, que consiste numa inflamação do intestino, frequentemente associada a pessoas que se encontram a fazer antibioterapia contra a bactéria Clostridium difficile que atinge o cólon e/ou o reto.

Distingue-se das outras formas de colite pela presença de uma pseudomembrana ao redor da parede do cólon (uma porção do intestino). Com o progresso da doença, a mucosa torna-se necrótica com a formação, em casos fulminantes, de uma membrana exsudativa.

Verifica-se que a incidência desta patologia está a aumentar, o que parece dever-se ao uso crescente de antibióticos, ao aumento da faixa etária dos doentes hospitalizados, bem como hospitalizações mais prolongadas.

Colite pseudomembranosa: prevalência

colite pseudomembranosa e idoso e crianca

Esta patologia está associada frequentemente a pessoas idosas, crianças, ou pessoas com doenças auto-imunes, ou que estão a ser submetidas a tratamento de quimioterapia, ou seja, esta doença está associada a pessoas que apresentam um sistema imunitário mais frágil e enfraquecido.

Colite pseudomembranosa: sintomatologia

febre alta

Os principais sintomas da colite pseudomembranosa incluem:

  • Dejeções líquidas, com uma frequência que pode chegar ás 15 vezes por dia;
  • Dores abdominais intensas;
  • Presença de sangue e/ou muco nas dejeções;
  • Náuseas;
  • Febre (temperatura corporal acima dos 38ºC);
  • Leucocitose, ou seja, aumento do número de leucócitos no sangue (até 80% dos casos);
  • Raramente pode apresentar o síndrome do abdómen agudo ou magacolón tóxico.

Estes sintomas surgem cerca de 1 a 2 dias após o início da ingestão do antibiótico, mas, em casos mais raros, também podem aparecer algumas semanas após o término do antibiótico.

Colite pseudomembranosa: diagnóstico

colonoscopia

Este tipo de colite é caraterizada, tal como referido anteriormente, por uma pseudomembrana ao redor do cólon, achado que costuma ser identificado através do meio de dignóstico colonoscopia, exame de fezes ou da biópsia do material colhido da parede intestinal.

Colite pseudomembranosa: tratamento

tratamento medicamentoso

A nossa flora gastrointestinal natural é inofensiva e benéfica em condições normais (por exemplo, auxilia na digestão de alimentos), no entanto, quando se verifica um desequilíbrio dessa flora, automaticamente aumenta o risco de crescimento descontrolado de micróbios patogénicos, capazes de provocar infecção intestinal.

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Um dos principais agentes etiológicos da colite é a bactéria Clostridium difficile, um organismo capaz de provocar quadros de intensa colite (inflamação da parede do cólon) e dejeções líquidas (diarreia).

Esta bactéria costuma ser inofensiva em pessoas saudáveis, no entanto, em pessoas que fazem uso repetitivo ou prolongado de antibióticos, a flora intestinal natural pode sofrer uma grave alteração, favorecendo a proliferação de cepas causadoras de doenças.

O tratamento para a colite pseudomembranosa deve ser orientado por um gastroenterologista. Frequentemente como esta doença surge devido à toma dos antibióticos (por exemplo, a Amoxicilina ou Azitromicina), o tratamento baseia-se na:

  1. Descontinuação do antibiótico;
  2. Em casos mais graves ou com sintomas persistentes, está indicada a mudança de antibiótico, como a administração de Metronidazol ou, como segunda opção a Vancomicina, pois são específicos para eliminar a bactéria que se está a desenvolver no intestino;
  3. Ingestão de probióticos (são organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas conferem benefícios à saúde do hospedeiro) para ajudar a equilibrar a flora intestinal;
  4. Reposição adequada de líquidos e eletrólitos;
  5. Nos casos mais severos, que não se verifica melhorias com o tratamento medicamentoso, o médico pode recomendar cirurgia, com o objetivo de:
    1. Remover uma pequena porção do intestino afetado;
    2. Experimentar um transplante de fezes (ou seja, a administração de bactérias fecais é realizada através de sonda nasogástrica, colonoscópio, ou enema) para equilibrar a flora intestinal.

Apesar da maioria das infeções responderem à terapêutica, a infeção pode aumentar a morbilidade, aumentar o tempo de internamento hospitalar, e colocar a vida do doente em risco, pelo que se aconselha um uso racional dos anti-bacterianos.

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