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Violência na relação a dois não é amor!

Tem-se constatado um crescente reconhecimento público da existência da violência na relação amorosa, contudo a violência e o abuso no contexto da relação a dois continuam a acontecer todos os dias. Entenda como funciona o ciclo da violência, conheça as suas consequências e saiba como ajudar ou ser ajudado. Esteja em alerta.

 
Violência na relação a dois não é amor!
9 em cada 10 vítimas de violência doméstica não recorrem a apoios.

Existe violência na relação quando estão presentes atos, condutas ou omissões com intuito de infligir sofrimento repetidamente e com diferentes níveis de intensidade, sendo considerada a dimensão física, sexual, psicológica, emocional, económica e ainda sobre a liberdade do outro.

Diferentes tipos de violência presentes na relação amorosa


violencia na relacao a dois

1. Violência emocional

Qualquer comportamento que visa fazer o outro sentir medo ou sentir-se inútil. Habitualmente inclui comportamentos como: ameaçar os filhos; magoar os animais de estimação; humilhar o outro na presença de outras pessoas.

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2. Violência social

Qualquer comportamento com o objetivo de controlar a vida social do parceiro: impedir que visite familiares ou amigos; cortar o telefone ou controlar as chamadas e as contas telefónicas; trancar o outro em casa.

3. Violência física

Qualquer forma de violência física que o agressor inflige ao companheiro.

4. Violência sexual

Qualquer comportamento em que um companheiro força o outro a protagonizar atos sexuais que não deseja.

5. Violência financeira

Qualquer comportamento que intente controlar o dinheiro do companheiro sem que este o deseje: controlar o ordenado do outro; recusar dar dinheiro ao outro ou forçá-lo a justificar qualquer gasto; ameaçar retirar o apoio financeiro como forma de controlo.

6. Perseguição

Qualquer comportamento que vise intimidar ou atemorizar o outro: seguir o companheiro; controlar constantemente os movimentos do outro.

O ciclo da violência na relação amorosa


homem violento

O ciclo da violência explica os padrões de comportamento violento praticados no contexto das relações de intimidade:

1. Fase da tensão

Escalada gradual da violência. Irritabilidade por parte do agressor sem que o motivo para tal seja compreensível para a vítima. Nesta fase está presente a violência verbal e indícios que sugerem uma futura agressão física.

Como fatores de risco associados a esta fase surgem o consumo de álcool ou de outras substâncias por parte do agressor.

2. Fase da explosão/ataque violento

Pode ocorrer agressão física, psicológica e/ou sexual. As agressões tornam-se mais frequentes e violentas. A vítima tende a desvalorizar a gravidade da situação, acreditando que se tratou de um episódio isolado que não se repetirá.

Os sentimentos de impotência, isolamento e culpabilização dão mais força à estratégia do agressor. É nesta fase que se regista um maior número de denúncias da situação e procura de ajuda.

3. Fase de apaziguamento ou “lua-de-mel”

A violência termina e o agressor manipula a vítima através do falso arrependimento: garante que não voltará a ser violento e mostra-se delicado e sedutor.

Com a repetição do ciclo de violência as consequências tornam-se cada vez mais graves. A fase da lua-de-mel passa a ter uma duração menor até que deixa de acontecer, dando lugar a fases de tensão e agressão mais duradouras.

Consequências da violência na relação


mulher psicologicamente afetada

As situações de violência continuada resultam numa diversidade de consequências traumáticas, nomeadamente:

  • Danos físicos, corporais e cerebrais, por vezes irreversíveis;
  • Alterações dos padrões de sono e perturbações alimentares;
  • Alterações da imagem corporal e disfunções sexuais;
  • Distúrbios cognitivos e de memória;
  • Distúrbios de ansiedade, hipervigilância, medos, fobias, ataques de pânico;
  • Sentimentos de medo, vergonha, culpa;
  • Baixa autoestima;
  • Vulnerabilidade e dependência emocional;
  • Isolamento social;
  • Comportamentos depressivos.

 

Em suma…


A violência na relação faz com que esta se torne destrutiva e acarrete inúmeras consequências negativas e perigos reais. Uma relação amorosa deve ter o poder de noz fazer sentir seguros, amados, valorizados e felizes. Uma relação abusiva é possessiva, manipuladora, ameaçadora e ataca a autoestima da vítima de violência.

O papel do amigo ou familiar nem sempre é fácil e é, muitas vezes, frustrante, mas não desista de apoiar quem mais gosta. Se deteta que alguém próximo a si vive um relacionamento através do qual é desvalorizado, humilhado, controlado ou violentado denuncie ou ajude-o a denunciar a situação às autoridades e a contactar a Associação de Apoio à Vítima.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!

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