Ragdoll: tudo o que precisa de saber sobre esta raça

O Ragdoll pode ser descrito em três palavras: grande, bonito e relaxado. Tão relaxado que ele vai literalmente desmanchar-se nos braços do seu dono, como um boneco. A raça, que é a quarta mais popular na América, de onde é originária, possui um dos temperamentos mais dóceis, calmos e silenciosos entre os seus congéneres.

Ragdoll: tudo o que precisa de saber sobre esta raça
É um gato que não se importa de ser abraçado.

O Ragdoll é uma das maiores raças felinas domésticas, mas, apesar do físico imponente, o seu nome significa “boneca de trapos” em inglês, numa referência à maior característica deste gato: diz-se que é tão dócil, que ao pegá-lo ao colo, costuma relaxar os músculos, tornando-se frágil e mole.

Talvez por causa disso tenha surgido o mito de que seria imune à dor, o que é totalmente falso, pois a sua disposição relaxada advém apenas de uma natureza confiante e tranquila, que tornam o Ragdoll um bom gato para terapias.

Características gerais do Ragdoll


Grupo: Gatos de pelo semi-longo

País de Origem: Estados Unidos da América

Porte: grande

Peso ideal: de 4,5kg a 9kg

Cor: O Ragdoll existe em quatro cores – seal, azul, chocolate e lilás – e três padrões com estas cores – bicolor, colourpoint (cor suave com as extremidades escuras) e mitted (peito e queixo brancos; patas dianteiras “enluvadas”).

Esperança Média de Vida: de 12 a 17 anos

Preço médio: de 660€ a 990€

 

Características específicas do Ragdoll


São gatos carentes de atenção e ficam mais felizes na companhia dos donos, não sendo, por isso, recomendados a quem passa muito tempo fora de casa. São fiéis ao ponto de ir receber a família quando os seus membros chegam a casa, acompanhando os seus passos e seguindo-os até na hora de ir dormir.

O Ragdoll também é descontraído e divertido, sem chegar a ser hiperativo, possuindo uma necessidade moderada de exercício físico. Aliás, este gato prefere atividades que ficam ao nível do chão, pois, ao contrário de outras raças, não gosta muito de se aventurar nas alturas. Extremamente bem comportado, costuma brincar sem utilizar as suas garras e tem cuidado na interação com as pessoas.

A raça é pouco conversadora e não costuma miar, usando, em vez disso, sons baixos e discretos. Por serem tão silenciosos, podem não mostrar que estão angustiados ou com alguma dor, pelo que é preciso ficar atento.

Energia
Inteligência
Tolerância ao frio
Tolerância ao calor
Cuidados de higiene
Queda de pelo
Tendência para problemas de saúde
Facilidade de aprendizagem
Socialização com crianças
Socialização com estranhos
Socialização com cães
Socialização com gatos

Fases da vida do Ragdoll


Bebé

0 – 24 meses

Adulto

24 meses – 12 anos

Idoso

12 – 17 anos

 

Físico do Ragdoll


Ragdoll

O Ragdoll é um gato bastante grande e pesado, atingindo o seu tamanho e peso máximos por volta dos quatro anos. Possui um corpo comprido com peito largo e bem desenvolvido e uma massa de gordura maior na barriga, o que não significa que esteja gordo. A cabeça é ligeiramente cuneiforme de contornos arredondados, com o crânio reto entre as orelhas e bochechas proeminentes.

Os olhos são ovalados e levemente oblíquos, apresentando-se sempre num azul o mais intenso possível; e as orelhas inserem-se afastadas e um pouco viradas para a frente. A pelagem é densa, macia e sedosa, abundante na zona do pescoço, entre os dedos e na cauda.

Temperamento do Ragdoll


É um gato de convivência fácil devido ao seu temperamento tranquilo e bonacheirão. Prefere ambientes calmos, assustando-se com facilidade perante muita agitação e ruído. Delicado e indefeso ao ar livre, o Ragdoll adapta-se melhor à vida em apartamento, embora possa sair se tiver acesso a um jardim cercado.

Possui, no entanto, um caráter sociável e tolerante, dando-se bem com cães, gatos e outros animais domésticos, bem como crianças e idosos. São bons anfitriões com convidados, pois consideram que um carinho extra nunca é demais.

Problemas de Saúde do Ragdoll


Estômago e Intestinos

  • Tricobezoares.

Rins

  • Síndrome renal policística.

Coração

  • Cardiomiopatia hipertrófica.

Sangue

  • Peritonite Infecciosa Felina (causada por um coronavírus).

 

Cuidados a ter com o Ragdoll


Pelo

  • O pelo comprido do Ragdoll deve ser escovado uma vez por semana para evitar bolas de pelo no seu estômago. Preste maior atenção às patas e à cauda, que podem acumular sujidade mais facilmente.

Alimentação

  • Como é um gato com um amadurecimento lento, precisa que lhe seja oferecida uma ração própria para gatinhos até mais tarde.

Outros

  • Certifique-se que a caixa de areia do Ragdoll tem as proporções adequadas para a raça, que é bastante grande.

 

Origem do Ragdoll


A raça surgiu em 1960, pela mão de Ann Baker, da Califórnia, que obteve os primeiros exemplares a partir de um cruzamento entre a sua gata do tipo Angorá, Josephine, e um gato com características do Sagrado da Birmânia. Na altura, Baker insistia que Josephine tinha sofrido um acidente de automóvel, após o qual foi levada para um centro médico, onde o governo americano alterou os seus genes. Depois disso, as ninhadas da gata produziam crias de tamanho grande, temperamento muito dócil e um grande relaxamento muscular quando eram pegados ao colo.

A criadora, que patenteou o nome Ragdoll e obrigou qualquer pessoa que criasse e comercializasse a raça a pagar-lhe royalties, foi ficando cada vez mais excêntrica e os outros interessados afastaram-se para desenvolverem sozinhos a raça. Foi o caso de Denny e Laura Dayton, que desempenharam um importante papel no reconhecimento destes gatos.

Curiosidades sobre o Ragdoll


Um felino nascido com duas caras costuma chamar-se Janus, em homenagem ao Deus romano com o mesmo nome, que é representado desta forma. Um gato com esta anomalia ficou particularmente famoso: chamava-se Frankenlouie e era um Ragdoll, que viveu por uns surpreendentes 15 anos, antes de falecer em 2014. Por causa disso, surgiu no livro do Guiness como o gato Janus com a vida mais longa.

O histórico hotel Algonquin, em Nova Iorque, começou a adotar gatos, a maioria abandonados, em 1930. O mais recente é um Ragdoll fêmea chamado Matilda III que chegou ao edifício em 2010 e agora dorme numa casinha feita por medida na receção.


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