Diabetes tipo 2: tudo o que precisa saber

A diabetes tipo 2 é a forma de diabetes mais frequente e caracteriza-se pela produção insuficiente ou resistência à insulina. Fique atento e cuide de si.

Diabetes tipo 2: tudo o que precisa saber
Saiba o que pode estar na origem deste tipo de diabetes.

A diabetes tipo 2 é uma doença crónica que afeta um elevado número de pessoas em todo o mundo. Só em Portugal estima-se que entre 250 mil a 500 mil pessoas sofram de diabetes, sendo que destes muitos casos ainda não estão diagnosticados.

Esta é a forma mais comum de diabetes e representa cerca de 90% dos casos, ou seja, 9 em 10 diabéticos, são do tipo 2.

Apesar de todos os esforços desenvolvidos na investigação, diagnóstico, tratamento e prevenção da diabetes os números não param de crescer.

Todavia, se devidamente tratada e controlada, a diabetes não representa qualquer impedimento para que o doente tenha uma vida normal. Assim, a prevenção e o diagnóstico da doença são fundamentais para evitar complicações, pelo que deve consultar o seu médico com regularidade.

O que caracteriza a diabetes tipo 2?


Na caso da diabetes tipo 2, o organismo produz insulina, contudo, o corpo oferece resistência à sua ação, logo, não consegue processar a glicose o que aumenta os níveis de glicose no sangue, ou seja, é necessária uma maior quantidade de insulina para a mesma quantidade de glicose no sangue.

Assim, as pessoas com maior resistência à insulina podem, numa fase inicial, apresentar valores mais elevados de insulina e valores de glicose normais. À medida que o tempo passa, o organismo vai tendo maior dificuldade em compensar este desequilíbrio e os níveis de glicose sobem.

Quais são os fatores de risco da diabetes tipo 2?


diabetes tipo 2 hipertensao

Ainda que as suas causas não sejam claras, existem alguns fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da diabetes tipo 2. Por exemplo, 80 a 90% das pessoas que sofrem de obesidade estão  já diagnosticadas com diabetes tipo 2.

Exercício físico regular e uma alimentação saudável equilibrada são a chave para prevenir a doença.

  • Antecedentes familiares de diabetes tipo 2;
  • Alcoolismo;
  • Obesidade ou excesso de peso;
  • Diabetes gestacional (que ocorre durante a gravidez; de salientar ainda que mulheres que sofram de diabetes durante a gestação são mais propensas a sofrer novamente da doença em idades mais avançadas);
  • Doenças no pâncreas;
  • Doenças endócrinas;
  • Hipertensão;
  • Mais de 45 anos;
  • Medicamentos e substâncias tóxicas que possam interferir com a produção ou ação da insulina, levando ao aumento dos níveis de açúcar no sangue;
  • Níveis de colesterol desregulados;
  • Pré-diabetes;
  • Sedentarismo;
  • Triglicerídeos elevados.

 

7 sintomas a ter em atenção


cansaco e dores de cabeca diabetes tipo 2

Quando a glicemia está fora dos valores de referência, o organismo não consegue transformar o açúcar em energia, logo, vai sentir-se mais cansado e sem forças. Há sete sintomas a que deve estar atento, nomeadamente:

  • Cansaço;
  • Comichão no corpo (especialmente nos órgãos genitais);
  • Dormência nos pés;
  • Feridas que não cicatrizam com facilidade;
  • Fome constante e difícil de saciar;
  • Infeções frequentes (bexiga, rins, pele, etc.);
  • Sede constante e intensa;
  • Sensação de boca seca;
  • Visão turva;
  • Urinar muitas vezes e em grande quantidade.

 

Como tratar a diabetes tipo 2?


controlo da glicemia diabetes tipo 2

A diabetes não tem cura, no entanto, se tiver uma alimentação adequada, fizer exercício físico regular, controlar os níveis de glicemia e seguir as recomendações do seu médico, pode viver com a doença sem complicações de maior.

Assim, o tratamento da diabetes tipo 2 consiste, na maioria dos casos, na adoção de uma alimentação equilibrada, que permita regular os níveis de açúcar no sangue, sendo ainda recomendada a prática de exercício físico com regularidade. Em alguns casos pode ainda ser necessária a administração de medicação.

Quais são as consequências da diabetes tipo 2?


diabetes tipo 2 enfarte do miocardio

Ainda que seja relativamente simples controlar a doença, se não o fizer as consequências podem ser muito graves como:

  • Arteriosclerose;
  • AVC;
  • Enfarte do miocárdio;
  • Hipertensão;
  • Infecções;
  • Nefropatia diabética;
  • Neuropatia diabética;
  • Pé diabético;
  • Retinopatia diabética (lesos oculares).

 

Diabetes: valores de glicemia da referência



A glicemia é a quantidade de glicose no sangue, quando se fala de diabetes, estamos a falar de hiperglicemia que resulta da produção insuficiente de insulina pelo organismo.

Os valores de glicemia das pessoas que não têm diabetes devem estar entre os 80 e 110 mg/dl antes das refeições e entre os 110 e 140 mg/dl depois das refeições.

Valores de referência em jejum

  • < 70 mg/dl: hipoglicemia
  • 80  mg/dl a 100 mg/dl: normal
  • 100 mg/dl a 126 mg/dl: pré-diabetes
  • > 126 mg/dl: diabetes

Valores de referência 2 horas após a refeição

  • < 70 mg/dl: hipoglicemia
  • 70  mg/dl a 140 mg/dl: normal
  • 140 mg/dl a 200 mg/dl: pré-diabetes
  • > 200 mg/dl: diabetes

A diabetes tipo 2 é uma doença que, apesar de não ter cura, se for acompanhada, tratada e controlada não representa qualquer risco. No entanto, se não o fizer, pode ser fatal. Não arrisque, consulte o seu médico.

Veja também:

O Vida Ativa disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento nutricional, de saúde ou de treino. O Vida Ativa não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões. A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui nem dispensa a assistência profissional qualificada e individualizada. Caso pretenda sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].