Dependência emocional: conheça os 12 sinais que a caracterizam

A dependência emocional é uma dependência afetiva em relação a uma pessoa ou a um relacionamento. Muitas vezes tem início precocemente na vida e está construída em cima de crenças erradas de desvalorização e falta de amor-próprio. Aprenda a reconhecer os sinais que a caracterizam e saiba como combatê-la definitivamente.

Dependência emocional: conheça os 12 sinais que a caracterizam
Dependência não é sinónimo de amor.

Todos já ouvimos a célebre expressão “o que é de mais é exagero”, e no campo emocional e nas nossas relações pessoais esta máxima também se aplica. A dependência emocional pode surgir durante a infância, caso a criança não sinta as suas necessidades emocionais satisfeitas, apresentando no futuro uma maior tendência para ser um adulto com pouca autoestima e com uma necessidade excessiva de aprovação.

Todos nós sentimos dependência em alguns períodos da nossa vida e, por si só, isso não é prejudicial. Num relacionamento saudável confiamos na outra pessoa para pedir ajuda, nos compreender e nos dar apoio. O relacionamento saudável é aquele que fortalece todas as pessoas envolvidas e em que cada pessoa mantém a sua autodeterminação, a sua identidade e é capaz de desfrutar de períodos sozinha.

Pelo contrário, a dependência emocional é disfuncional e acontece quando alguém depende excessivamente do outro elemento da relação. Afeta seriamente a possibilidade de ter um relacionamento saudável e mutualmente satisfatório, e traz consequências negativas para quem dela sofre, mas também para quem está numa relacionamento com esta pessoa.

Pessoas com dependência emocional apresentam uma necessidade excessiva de ser cuidadas, o que leva a comportamentos de submissão e apego. Num relacionamento marcado pela dependência emocional uma pessoa é controlada ou manipulada por outra, que é afetada por esta condição psicológica patológica.

Dependência emocional: 12 sinais que a caracterizam


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As relações marcadas pela dependência emocional e as pessoas excessivamente dependentes apresentam algumas das seguintes características:

1 – A sua autoestima depende da avaliação e da aprovação das outras pessoas;

2 – A sua autoestima e o seu bem-estar são muito frágeis e vulneráveis, o que faz com que sejam pessoas altamente sensíveis e reativas às outras pessoas;

3 – Pobre capacidade para afirmar as suas necessidades no contexto de um relacionamento: é provável que quando se afirmam sintam sentimentos de culpa;

4 – Pessoas mais centradas nos sentimentos, necessidades e desejos do outro do que nos próprios;

5 – Medo intenso de ficar sozinho, sentir-se abandonado ou rejeitado: sentem-se ansiosos e angustiados sempre que têm que ficar sozinhos ou quando pensam nessa possibilidade; estar sozinho significa estar desprotegido e vulnerável;

6 – Excessiva lealdade para com os outros;

7 – Numa situação de conflito com terceiros, pessoas emocionalmente dependentes tendem a deixar para segundo plano os seus valores pessoais e as suas convicções;

8 – Dificuldade em tomar decisões do quotidiano sem o aconselhamento de terceiros: hesita e tem medo de errar;

9 – Precisam que outras pessoas assumam a responsabilidade por muitas áreas importantes da sua vida: desistem facilmente do controlo das principais áreas da sua vida por medo;

10 – Têm dificuldades em iniciar projetos ou fazer coisas por conta própria: temem o fracasso e a exposição pública; evitam tomar a iniciativa; acreditam que estão condenados a falhar em determinadas tarefas;

11 – Sentem como sua responsabilidade a satisfação das necessidades das outras pessoas: adotam as expectativas dos outros como suas;

12 – Adotam uma postura extremamente prestável, criando a falsa sensação de controlo nos seus relacionamentos.

Em conclusão…


À semelhança de todos os outros tipos de dependências e adições, também o tratamento da dependência emocional se apresenta como um grande e complexo desafio, visto que é mais fácil continuar a procurar a felicidade em fatores externos do que construir recursos internos que preencham o vazio sentido.

Pedir ajuda e partilhar com as outras pessoas as dificuldades sentidas vai ajudar a alcançar uma maior independência, autoconfiança, autoestima e bem-estar. Se este é o seu caso comece por aceitar e consciência desta situação de dependência emocional, esforce-se por aumentar a sua autoestima, reconheça o seu valor e as suas necessidades pessoais e treine não programar o seu dia-a-dia em função de outra pessoa.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!

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