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Células estaminais do sangue do cordão umbilical: vantagens e desvantagens da criopreservação

A criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical apresenta vantagens para a saúde do seu filho, mas também algumas desvantagens.

Células estaminais do sangue do cordão umbilical: vantagens e desvantagens da criopreservação
A preservação das células estaminais tem como finalidade garantir a saúde a longo prazo da criança

O sangue do cordão umbilical é rico em células estaminais, células com capacidade de se diferenciarem em todos os tecidos do organismo.

Devido às propriedades proliferativas e ao grau indiferenciado destas células, são vistas como uma potencial terapêutica para inúmeras doenças, em particular doenças hematológicas, metabólicas e alguns tipos de cancro, através de transplante.

Para além de poderem ser utilizadas no próprio (transplante autólogo), estas células permitem que um irmão ou outro familiar mais próximo (transplante alogénico) possa usar a amostra criopreservada em caso de doença.

Além do sangue do cordão umbilical, as células estaminais estão também presentes na medula óssea, porém, existem em menor quantidade e são de mais difícil acesso.

COMO É FEITA A CRIOPRESERVAÇÃO?


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O processo de adesão a soluções de criopreservação deve ocorrer até dois meses antes do parto. Nessa altura, os pais devem adquirir um kit de colheita de sangue e de tecido de cordão umbilical junto da empresa que escolheram para efetuar a criopreservação das células estaminais do bebé.

O procedimento de colheita das células fica a cargo do médico obstetra, que deve ser informado pelos pais com a devida antecedência, sendo totalmente seguro e indolor quer para a mãe, quer para o recém-nascido.

Depois da colheita, o banco escolhido pelos pais é informado para efetuar o transporte em tempo útil até ao laboratório, onde se procede à análise e criopreservação das células em azoto líquido a 196º negativos, durante, pelo menos, 20 anos.

Fique a conhecer as vantagens e desvantagens de preservar as células estaminais do cordão umbilical do seu filho.

CÉLULAS ESTAMINAIS DO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL – VANTAGENS


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A principais vantagens terapêuticas das células estaminais do cordão umbilical são:

1. Estas células são 100% compatíveis com o bebé, havendo menor risco de rejeição pelo organismo aquando do transplante. Além disso, há 25% de probabilidade que sejam compatíveis com um irmão.

2. Menor risco de serem rejeitadas pelo hospedeiro, uma das principais causa de morte nos transplantes alogénicos. As células da medula óssea transplantada identificam as células do recetor como estranhas e atacam as células e o tecido.

3. A probabilidade de sobrevivência é superior quando se trata de um transplante do que quando se trata de um dador anónimo.

4. As células estaminais estão rapidamente disponíveis e podem ser usadas em qualquer altura. Não é necessário procurar um dador, fazer testes ou autorizações, o que pode demorar, pelo menos, 50 dias.

5. A percentagem de células estaminais de qualidade, é superior no sangue do cordão umbilical. Como são recolhidas numa fase em que as células estaminais são ainda imaturas, isso permite-lhes uma maior capacidade de diferenciação e multiplicação.

6. A recolha do sangue do cordão umbilical é um processo rápido, indolor e livre de riscos para a mãe e para o bebé, pois é feito após o corte do cordão.

7. A proteção da placenta garante que as células estaminais do cordão umbilical, estão livres de vírus, de doenças e têm um menor risco de transmissão de infeções ou vírus.

8. O tratamento com células estaminais é eficaz no tratamento de algumas leucemias, anemias, linfomas, neoplasias ou vários síndromes.

CÉLULAS ESTAMINAIS DO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL – DESVANTAGENS


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Relativamente às principais desvantagens que o devem levar a ponderar o investimento são:

1. O número de células necessárias para um transplante eficaz é de 5 a 10 vezes inferior em relação à medula óssea. Tendo em conta a idade e o peso do doente, assim como a doença, isto pode ser uma limitação.

2. O tempo de recuperação hematológica é mais longo do que no caso de transplante de medula óssea ou o sangue periférico.

3. As células só podem ser colhidas uma vez e não permite múltiplas recolhas. Se precisar de mais células, provavelmente, não terá reservas suficientes.

4. A quantidade de células recolhidas depende da espessura e do tamanho do cordão umbilical o que pode limitar o número de células extraídas. Quando o número de células é baixo, apenas permite tratar patologias em crianças até 30kg, o que limita a sua aplicabilidade em fases mais avançadas da vida.

5. Algumas leucemias e doenças congénitas devidas a alterações cromossómicas não permitem a utilização de células estaminais do próprio, porque se estaria a reintroduzir a doença a eliminar.
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6. É um processo dispendioso, sendo que as doenças que podem ser tratadas através do transplante destas células são de prevalência rara.

7. Não há garantias que uma amostra de sangue de cordão umbilical tenha boa qualidade passados 20-25 anos de armazenamento.

8. Em bancos privados é o facto de o material genético apenas poder ser utilizado pelo próprio ou pela sua família, o que para a maioria das doenças em questão não é solução.

Em suma, apesar de ser uma terapêutica com potencialidades interessantes, uma grande parte dos especialistas não considera relevante fazer um investimento tão elevado, pois não representa um “seguro de saúde” efetivo.

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Nutricionista Rita Lima Nutricionista Rita Lima

Rita Lima é nutricionista e trabalha, atualmente, nos ginásios Urban Fit de Ermesinde, Antas Prime Fitness e CulturaFit Club no Porto. Durante 2 anos colaborou no projeto Dragon Force do Futebol Clube do Porto e com o Boavista Futebol Clube. É licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade.

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