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Criopreservação de células estaminais: banco público ou privado?

Células estaminais: banco público ou privado? Conheça as vantagens e inconvenientes de cada um dos sistemas e faça uma escolha mais informada.

 
Criopreservação de células estaminais: banco público ou privado?
O valor do investimento e a qualidade das amostras são os principais fatores que deverá ter em consideração.

criopreservação de células estaminais é um tema bastante atual e cada vez mais pertinente na sociedade contemporânea, devido ao potencial terapêutico que estas células possuem.

No entanto, a questão que se levanta é: células estaminais: banco público ou privado?

Com efeito, as células estaminais que estão presentes no cordão umbilical e na medula óssea podem ser usadas como terapêutica de algumas doenças, como linfomas, leucemias, doenças genéticas, do sistema imunitário e outras doenças raras.

Neste contexto, as células do sangue do cordão umbilical são mais utilizadas do que as da medula óssea pois têm menor probabilidade de causar doença no recetor e, dessa forma, os transplantes apresentam maior taxa de sucesso e menor taxa de mortalidade.

COMO É FEITA A CRIOPRESERVAÇÃO DE CÉLULAS ESTAMINAIS?


criopreservacao de celulas estaminais: banco publico ou privado

O processo de adesão a soluções de criopreservação deve ocorrer até dois meses antes do parto.

O procedimento de colheita das células fica a cargo do médico obstetra, que deve ser informado pelos pais com a devida antecedência, sendo totalmente seguro e indolor quer para a mãe, quer para o recém-nascido.

Depois da colheita, o banco escolhido pelos pais é informado para efetuar o transporte até ao laboratório, onde se procede à análise e preservação das células em azoto líquido a 196º negativos, durante cerca de 20 anos.

Vejamos, então, se deve optar por bancos privados ou pelo banco público.

CÉLULAS ESTAMINAIS: BANCO PÚBLICO OU PRIVADO?


celulas estaminais banco publico ou privado amostra de celulas estaminais

Em muitos países, os bancos públicos e privados de preservação de células estaminais apresentam características diferentes, podendo, inclusive, complementar-se.

No caso de Portugal especificamente, já existem diversos bancos privados e um banco público, o Lusocord, em funcionamento no Centro de Histocompatibilidade do Norte, no Porto, que possibilitam a criopreservação de células estaminais do cordão umbilical.

Para perceber melhor as diferenças entre os bancos públicos e privados, indicamos de seguida as principais diferenças:

1. Nos bancos privados são armazenadas amostras de sangue do cordão umbilical (SCU) para utilização autóloga (no próprio) ou alogénica relacionada (em familiares). Nos bancos públicos, as amostras de SCU são doadas para serem usadas em transplantes alogénicos, ou seja, por uma pessoa diferente do dador.

2. Assim, no banco público, as células estaminais não ficam apenas guardadas para o dador. Podem ser usadas por qualquer pessoa, inclusive outros doentes compatíveis, em Portugal ou na Europa, ou mesmo para investigação científica. Nos bancos privados, as células só podem ser usados pelo dador ou familiar.

3. Pelo facto de ter as amostras guardadas num banco privado, não quer dizer que não possa usar a células estaminais preservadas pelo banco público, se forem compatíveis.

4. A probabilidade de encontrar um dador compatível fora da família é de 0,01%, contudo, a probabilidade de um irmão ser compatível é de 25%. Nos casos de compatibilidade, há sempre a possibilidade de um transplante de medula entre irmãos, por exemplo.

5. O tipo de transplante (alogénico ou autólogo) depende da doença a tratar. Isto porque, apesar do transplante autólogo apresentar mais vantagens e segurança, há determinadas doenças que, por serem genéticas, não podem ser tratadas com um transplante autólogo, pois estar-se-ia a reintroduzir a doença no dador.

6. As amostras de células estaminais no banco público passam por uma seleção mais apertada pelo que, segundo o CNECV (Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida), são de qualidade superior. Isto pode estar relacionado com o facto de os bancos públicos guardarem, apenas, um número limitado de amostras, optando pelas melhores.

7. Ainda não há estudos suficientes que garantam a boa conservação das células estaminais ao fim de mais de vinte anos de preservação, altura em que poderia haver mais necessidade de serem usadas.

8. Até ao momento, as doenças da infância que podem ser tratadas são raras e, mesmo nestas, o recurso às células estaminais é sempre o último recurso.

9. A conservação de células estaminais, no banco público, é gratuita. Nos bancos privados, envolve custos que vão dos 895€ aos 2400€, dependendo do pacote escolhido.

10. De acordo com informação do Centro de Histocompatibilidade do Norte, o banco público apenas tem parceria com o Hospital de São João, a Maternidade Júlio Dinis e o Hospital Pedro Hispano, todos no Porto. É necessário que a grávida seja acompanhada, pelo menos numa consulta, nestes hospitais, assim como o parto terá que ser num deles.

Em conclusão…


É possível dizer que investir no armazenamento de células do cordão umbilical num banco privado poderá ser vantajoso no futuro, quando o avançar da ciência já conseguir resolver as questões limitantes do processo, mas, para já, não serve de muito, principalmente porque a utilização é limitada apenas ao dador e à sua família e a qualidade do produto fica muito aquém da qualidade do produto nos bancos públicos.

Os bancos públicos são uma melhor opção tanto para quem não tem meios financeiros como para haver mais garantias de sucesso nos transplantes, pois já alargam as possibilidades a um maior número de pessoas.

No entanto, e antes de tomar uma decisão, informe-se junto de fontes credíveis, fale com o seu médico de família, o seu ginecologista, procure casos reais e tente saber o mais possível sobre as células estaminais, a sua aplicação e eficácia.

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Nutricionista Rita Lima Nutricionista Rita Lima

Rita Lima é nutricionista, licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto em 2016 e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade. É membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas.

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