Publicidade:

Castigos: uma solução para estabelecer regras?

Colocar os filhos de castigo ou não? Esta é uma das grandes dúvidas dos pais. Hoje em dia, existem várias teorias que oferecem alternativas aos castigos convencionais.

 
Castigos: uma solução para estabelecer regras?
Os castigos convencionais não trazem benefícios para a criança.

Uma das grandes dúvidas que os pais têm é saber em que medida devem ser usados, ou não, os castigos como estratégia para educar os seus filhos, principalmente os mais pequenos.

O objetivo do castigo é o mesmo que o de punição. Tem como objetivo provocar sofrimento e não implica formar, construir ou corrigir.

Por o seu filho pequeno de castigo a pensar no que fez é completamente contra as teorias de desenvolvimento. As crianças pequenas não têm a capacidade de pensar ou refletir sobre o que deve ou não ser feito. Castigar o seu filho não é a solução. No entanto, devem ser impostos limites.

A educação positiva defende que a disciplina dos filhos não se faz através de bater, gritar ou humilhar. Para educar com respeito é necessária muita conversa interna e autoavaliação constante, para os pais perceberem se estão a agir corretamente.

Existem várias alternativas à disciplina convencional que impõe castigos às crianças.

12 alternativas aos castigos


alternativas aos castigos

Existem muitas teorias sobre a educação positiva, mas se ainda não sabe como por isto em prática, deixamos 12 formas de disciplinar os seus filhos sem recorrer aos castigos.

1. Façam uma pausa

Faça uma pausa com o seu filho antes que as coisas se descontrolem. Se o seu filho está a ter um dia difícil ou se está a fazer escolhas inseguras, arranje uma pausa, para que consiga falar com ele e perceber o que está a sentir. Esta pausa também serve para discutir sobre as opções mais apropriadas para cada situação.

Este método, ao invés de provocar um afastamento como os castigos tradicionais, faz com que os pais fiquem mais próximos dos seus filhos.

2. Dê uma segunda oportunidade

Muitas vezes já cometemos erros e ficamos aliviados por ter tido uma segunda oportunidade para fazer tudo correto. Com as crianças funciona de igual forma. Se o seu filho está a fazer alguma coisa de errado, dê-lhe uma segunda oportunidade para resolver o problema ou mudar o seu comportamento.

3. Arranjem uma solução juntos

Se o seu filho tem um problema e está a ter um comportamento desadequado provocado por frustração, dê-lhe a oportunidade de se abrir, dizer o que sente e ouça a solução que ele propõe. Discutam a melhor solução para o problema em conjunto.

4. Pergunte primeiro

Muitas vezes, os filhos fazem coisas que os pais não entendem muito bem. Os pais podem supor que os seus filhos estão a fazer alguma coisa de errado, no entanto, os filhos estão apenas a tentar perceber o funcionamento de alguma coisa.

No caso de dúvida, pergunte o que o seu filho está a fazer e tente entender a sua perspetiva.

5. Leiam uma história

Outra maneira de fazer o seu filho perceber como fazer escolhas mais adequadas é através da leitura de histórias. Livros com personagens que cometem erros ou que necessitem de apoio para fazer melhores escolhas servem de exemplo para que os pequenos entendam melhor o certo e o errado.

6. Puxe pela imaginação

As crianças têm uma imaginação muito fértil. Pode utilizar o seu boneco preferido como fantoche para ensinar lições positivas. Por exemplo: “Olá, parece que escreveste no chão. Vamos buscar uma esponja para limpar o chão em conjunto”. Depois de limparem o chão juntos pode dizer o seguinte: “Vamos buscar uma folha de papel para fazermos um desenho. Os lápis de cor são para desenhar no papel”.

7. Dê alternativas

Se o seu filho está prestes a fazer uma escolha pouco correta, ofereça-lhe duas alternativas respeitosas e aceitáveis. Deixe que ele sinta que tem algum controlo sobre as suas decisões e que escolha o que vai fazer a partir desse momento.

8. Aliviem a tensão

Muitas vezes, as crianças só precisam de uma pausa divertida para aliviar a tensão e para que possam fazer melhores escolhas. Até os pais ficam mais relaxados e aliviam o stress. Ouçam uma música ou dancem um pouco.

9. Mudem de ambiente

Muitas vezes, mudar o ambiente dá a possibilidade de fazer com que alguns comportamentos que não são aceitáveis num sítio, o sejam noutro.

Por exemplo, pode dizer ao seu filho que não cortar a roupa com uma tesoura. mas, se forem para o jardim, ele pode cortar a relva.

10. Respirem fundo

Respirar profunda e calmamente pode ajudar pais e filhos a relaxar e ver as coisas segundo uma nova perspetiva. Se está a acontecer algo que parece inaceitável, respire fundo e olhe outra vez.

11. Faça um desenho

Uma boa maneira de conversar com o seu filho sobre como fazer melhores escolhas é pedir-lhe que faça um desenho. Peça-lhe para desenhar algo que acham que fizeram menos bem ou que poderiam ter feito de outra maneira.

12. Sítio para “pensar”

O sítio para pensar funciona mais como um espaço de relaxamento. É uma área em que o seu filho pode ir sentar-se e pensar um bocado, brincar com alguns brinquedos mais relaxantes e ter algum espaço sozinho. Deve permanecer neste espaço até que se sinta preparado para falar ou para voltar para junto das outras pessoas. Este espaço não deve ser dado como uma ordem, mas sim como uma opção.

Veja também:

Enfª Isabel Silva Enfª Isabel Silva

Isabel Silva é enfermeira por paixão, licenciada pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Sempre quis seguir a área da saúde e acredita que a informação é uma ferramenta essencial para a saúde da população, e que cabe aos profissionais de saúde transmiti-la de forma relevante e fidedigna para que cada indivíduo seja capaz de tomar decisões importantes relativamente à sua saúde e ao seu bem-estar.

O Vida Ativa disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento nutricional, de saúde ou de treino. O Vida Ativa não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões. A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui nem dispensa a assistência profissional qualificada e individualizada. Caso pretenda sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].