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Hipertensão: tudo o que precisa de saber sobre este problema

A hipertensão afeta milhões de pessoas e é uma das principais causas das doenças cardiovasculares. Conheça mais sobre esta doença silenciosa e previna-se.

Hipertensão: tudo o que precisa de saber sobre este problema
Saiba como prevenir esta doença.

hipertensão arterial carateriza-se, tal como a palavra indica, por um aumento da pressão arterial, verificando-se valores acima dos valores considerados normais.

Esta pressão exercida sobre as paredes das artérias é essencial para a circulação do sangue e para que este chegue a todos as células, tecidos e órgãos do nosso organismo.

No entanto, esta pressão é influenciada por diversos fatores – que podem ser genéticos ou ambientais – que fazem com que estes valores possam oscilar. Quando esta oscilação é recorrente e excessiva, consideramos que estamos perante um cenário de hipertensão.

Esta patologia, também designada como o “assassino silencioso”, tem este nome devido ao facto dos sintomas poderem demorar anos até finalmente se manifestarem e afetar um órgão vital – o coração. Por isso mesmo, a hipertensão arterial é uma das principais causas das doenças cardiovasculares.

Um facto perturbador é olhar para os números, uma vez que se estima que em Portugal existam cerca de dois milhões de pessoas que sofrem desta patologia e que apenas metade está ciente da sua condição, apenas um quarto se encontra medicado e só 16% dos doentes estão controlados.

Hipertensão arterial: como classificar a doença


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A hipertensão arterial é avaliada tendo como base dois parâmetros: a pressão sistólica e a pressão diastólica.

Representa-se então por dois algarismos, sendo que o primeiro, e mais elevado, corresponde à pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias aquando do bombeamento de sangue pelo coração, chamando-se de pressão arterial sistólica (ou “máxima”).

O segundo algarismo, indica-nos a pressão do sangue nas artérias quando o coração está relaxado, e tem o nome de pressão arterial diastólica (ou “mínima”).

Assim, a pressão arterial deve ter valores inferiores a 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio). Como regra, consideramos estar na presença de uma hipertensão sempre que a pressão máxima seja superior a 160 mmHg e/ou a pressão mínima seja superior a 95 mmHg.

Máxima Mínima Classificação
Até 120 Até 80 Normal
120-139 80-89 Pré-Hipertensão
140-159 90-99 Hipertensão Arterial Tipo 1
>160 >100 Hipertensão Arterial Tipo 2

Como diagnosticar hipertensão arterial


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É importante não esquecer que a hipertensão arterial é uma doença silenciosa e, por isso, “esta não se sente, mede-se”.

Por isso mesmo, devem ser feitas medições por rotina para controlar os valores da pressão arterial. Hoje em dia, além de se poder dirigir a uma farmácia para que um profissional de saúde lhe faça uma medição da pressão arterial, existem já diversos equipamentos capazes de o fazer, mais ou menos automáticos. Para que estes valores sejam os mais corretos, é importante seguir os seguintes passos:

  • Escolher um local tranquilo;
  • Evitar substâncias estimulantes, como por exemplo café, álcool ou tabaco, até 30 minutos antes;
  • Repousar 10 minutos antes da medição;
  • Apoiar o braço, onde será feita a medição, à altura do coração;
  • Fazer 2 ou 3 medições e calcular o valor médio;
  • Anotar o dia, hora e valor obtidos.

Para se poder confirmar o diagnóstico de hipertensão arterial é preciso que a medição desta seja elevada em três ocasiões diferentes ao longo de um período de uma ou mais semanas.

Assim, e uma vez confirmada a existência de hipertensão, deverão ser realizados outros exames que ajudem a entender a sua origem e/ou as complicações a ela associadas, sempre sob indicação de um profissional de saúde.

6 principais causas de hipertensão arterial


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Em boa verdade, na grande maioria dos casos (cerca de 90 a 95% deles) não são detetadas causas para a hipertensão arterial. No entanto, há situações em que a hipertensão arterial pode estar associada a outras doenças (como por exemplo a apneia do sono, doença renal crónica, hiperaldosteronismo ou síndrome de Cushing, entre outras).

Além disso, pensa-se também que esta patologia pode dever-se a fatores hereditários, fatores ambientais ou, por exemplo, estilos de vida pouco saudáveis. Aliás, entre os principais fatores de risco destacam-se:

  1. Consumo excessivo de álcool;
  2. Excesso de peso (obesidade);
  3. Sedentarismo;
  4. Alimentação desequilibrada com excesso de sal;
  5. Stress;
  6. Tabagismo.

Quanto aos fatores hereditários não nada há a fazer uma vez que estes não são alteráveis, mas o mesmo não se pode dizer do estilo de vida.

Sabendo quais são os fatores de risco, está nas suas mãos corrigi-los e prevenir ou combater esta doença.

Hipertensão arterial: principais sintomas a ter em atenção


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Como já foi dito anteriormente, a hipertensão é uma doença silenciosa, e por isso é raramente acompanhada de outros sinais ou sintomas.

Mas uma parte significativa dos hipertensos reporta sofrer de dores de cabeça, maioritariamente durante a manhã, bem como tonturas e sensação de fraqueza, zumbidos nos ouvidos, distúrbios na visão, hemorragias nasais e/ou mesmo episódios de desmaio.

Como prevenir ou controlar a hipertensão arterial


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O segredo para prevenir esta doença passa em muito pela adoção de um estilo de vida saudável. É também fundamental que a deteção e o acompanhamento seja feito numa fase inicial do problema para que, se possam reduzir os riscos de doenças cardiovasculares. Esta deteção pode facilmente acontecer se tiver um cuidado tão simples como medir a sua tensão arterial com frequência. É rápido, indolor e pode evitar-lhe muitos problemas.

Mas sabendo que cerca de 90% dos casos de hipertensão estão relacionados com os hábitos e estilo de vida, é indispensável começar por mudar estes. Assim, deve:

  • Restringir o sal;
  • Comer frutas, legumes e saladas;
  • Praticar exercício físico;
  • Evitar álcool;
  • Reduzir o stress;
  • Perder peso (em caso de obesidade).

No entanto, em casos mais graves de hipertensão arterial, o tratamento sem fármacos não é suficiente e deve então recorrer a estes. Devem ser prescritos pelo médico, segundo as características de cada paciente, de forma a controlar os valores, melhorar a qualidade de vida e evitar problemas futuros derivados da pressão arterial.

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