Mónica Carvalho
Mónica Carvalho
11 Mar, 2020 - 12:51

OMS destaca Portugal como referência na prevenção da obesidade infantil

Mónica Carvalho

Três anos depois da implementação do imposto sobre bebidas açucaradas, Portugal mostra resultados positivos no combate à obesidade infantil.

menina a comer cereais de chocolate

A taxa de crianças com excesso de peso baixou em 7,9% e o número de crianças obesas em Portugal diminui 3,6%. Estes resultados demonstram bem o esforço implementando para ter crianças mais saudáveis e melhorar a qualidade de vida, naquele que é um combate direto à obesidade infantil. E este esforço não passou despercebido aos olhos da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os dados foram revelados no âmbito da Iniciativa de Vigilância da Obesidade Infantil da União Europeia e OMS. Cosi, confirmou que a evolução em Portugal nesta área tem sido positiva e tem decorrido de forma lenta e segura.

Apesar dos bons resultados, ainda há um longo caminho a percorrer, na medida em que o país continua a ter um dos mais elevados índices de obesidade infantil da Europa.

A obesidade é um dos principais fatores de risco para o aparecimento de várias doenças como diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e várias formas de cancro. A somar, a combinação de uma alimentação pouco saudável com o aumento do sedentarismo é algo que deve exigir grande atenção dos serviços de saúde pública para a obesidade infantil.

O que tem sido feito em Portugal para combater a obesidade infantil

menino a beber refrigerante com açúcar num copo de vidro

O programa Cosi avalia indicadores como prevalência de estilos de vida saudáveis, incluindo dietas e a prática de atividade física das crianças. Como tal, rapidamente se percebeu que, no caso português, o consumo frequente de refrigerantes influenciou de forma significativa o aumento de peso ao longo do tempo, daí o imposto sobre as bebidas açucaradas, implementado em 2017.

Para este ano, o Governo prevê o aumento desse mesmo imposto, o que vai permitir um encaixe financeiro de mais de 26,5 milhões de euros.

A OMS aponta, assim, as medidas implementadas por Portugal como uma referência de boas práticas para conter a epidemia de obesidade infantil.