Mariana Falcão de Castro
Mariana Falcão de Castro
09 Jul, 2017 - 21:45

Dia 3 NOS Alive: tudo o que é bom acaba depressa

Mariana Falcão de Castro

Ao longo dos 3 dias do NOS Alive, a equipa do Vida Ativa andou à procura dos looks mais cool do festival. Aqui, os festivaleiros aproveitaram para dar asas à imaginação.

Dia 3 NOS Alive: tudo o que é bom acaba depressa
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A caminho do Palco Coreto para ouvir os acordes melodiosos e compenetráveis de Filho da Mãe, demos de caras com os voluntários da Refood, uma iniciativa nobre na zona de Lisboa que procura acabar com o desperdício de alimentos preparados, reforçando os laços comunitários locais.

No NOS Alive, o trabalho da Refood consistiu na recolha de alimentos não vendidos na zona da restauração ao final da noite para entrega a famílias carenciadas. “Todos os stands contribuíram e recolhemos, sobretudo, pães de hambúrguer mas também refeições completas e preparadas que não foram vendidas. Já ajudámos dezenas de famílias!” revelou um dos voluntários do Núcleo de Nossa Sra. de Fátima.

Concertos, os últimos cartuxos

No rescaldo do festival, se tivéssemos que fazer um top 5 dos melhores concertos, 3 deles pertenceriam ao dia 08 de julho: 1.º Foo Fighters, 2.º The XX, 3.º Peaches, 4.º Spoon, 5.º The Discotexas Band.

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Spoon fecham a tour de forma brilhante

Da primeira à última música, Spoon, os criativos do indie rock, conseguiram a habilidade de por a audiência cantar e dançar ao som de temas ritmados e textura eletrónica do novo álbum “Hot Thoughts” e dos anteriores, como “Inside Out”, “Don’t you Evah”, “The Underdog” e “Don’t Make Me a Target”.

“This is my favourite festival we played in the whole tour!” atirou Britt Daniel, vocalista e guitarrista dos Spoon na reta final do concerto, que também põe um ponto final na tour. E nós acreditámos. Não é à toa que a Rolling Stone os apelidou de “perfeitos”.

Se, como nós, ficou com vontade de os voltar a ver, Britt Daniel relembrou que, em novembro, os Spoon voltarão para dois concertos em nome próprio, no Porto e em Lisboa.

Depeche Mode

Banda de referência com 37 anos de casa, Depeche Mode conseguiu unir gerações no NOS Alive e provar que a sua música continua atual. Todavia, o concerto não foi uma constante, contando com momentos altos e baixos.

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Repetentes no Alive (visitaram Lisboa em 2013), Depeche Mode apostaram mais no novo e contestatário álbum “Spirit” (com temas como “Going backwards” e “Where’s the revolution” a obterem um feedback mais efusivo), para desassossego de quem achava que iria ouvir apenas os greatest hits.

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Durante quase 2h, o vocalista Dave Gahan serpenteou-se pelo palco, revelando todo o sexappeal que mantém há anos e que ainda arranca berros de muitas fãs. Foi com agrado que vimos filhos, às cavalitas dos pais, a curtirem ao som das mais conhecidas “Enjoy The Silence” e “Personal Jesus”, com que Depeche Mode encerraram o concerto.

Discotexas, um assunto de família

Atirando ananases para um público em êxtase, Da Chick, Xinobi e Moullinex sabem como se dá espetáculo, na celebração dos 10 anos da Discotexas, trazendo-nos muito funk e soul. Passaram por temas de todos os artistas que integram a famílias Discotexas e respetivos projetos, como “Call Me Foxy” e “Take My Pain Away”.

Antes da última música e única original de The Discotexas Band – “Family Affair” –, Da Chick avisou-nos “Esta é a última oportunidade para abanar esse rabo! A seguir, há Peaches!”, uma óbvia influência da artista. Para quem ficou fã, Discotexas tem um show semanal (todos os sábados às 22h) na rádio Vodafone FM chamado “Forbidden Cuts”. Aqui, Mr Mitsuhirato, Xinobi e Moullinex compilam os temas mais frescos que fazem mexer as pistas de dança. Ouça: http://www.vodafone.fm/discotexas-forbidden-cuts

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Peaches fechou o NOS Alive… e de que me maneira

A equipa do Vida Ativa teve a oportunidade de assistir ao marcante concerto de Peaches no Festival Paredes de Coura em 2009, mas nada faria antever a parafernália do concerto de ontem à noite. Provocante, como sempre, Peaches conseguiu surpreender e chocar os mais sensíveis, que abandonaram o Palco Heineken. Mas, sinceramente, quase não se notou, tanto era o histerismo do público. Todo o seu concerto foi uma ode ao feminismo e ao corpo feminino, com bailarinas (e a própria Peaches) seminuas.

A rasgar com o explícito tema “Rub”, Peaches trouxe-nos “Talk To Me”, “Sick In The Head”, “How You Like My Cut”, “Boys Wanna Be Her” e, com os resistentes festivaleiros em delírio, “Fuck The Pain Away”. Que brilhante maneira de sair em grande do festival NOS Alive 2017.

Entretanto, as datas da próxima edição do festival já foram reveladas pela organização, por isso, marque na sua agenda: 12, 13 e 14 de julho no Passeio Marítimo de Algés. Vemo-nos para o ano, de certeza!