Drª Rita Campilho | Médica Veterinária
Drª Rita Campilho | Médica Veterinária
17 Abr, 2018 - 12:00

Aumentar o tempo de vida do cão: o que pode fazer para que o seu cão viva mais e melhor

Drª Rita Campilho | Médica Veterinária

Aumentar o tempo de vida do cão para que este o possa acompanhar por mais anos é uma vontade comum a todos os donos que apreciam a companhia do seu animal. Tal pode ser conseguido através de algumas regras simples como uma alimentação saudável, cuidados regulares de saúde, realização de exercício e mantendo-o sempre seguro.

Aumentar o tempo de vida do cão: o que pode fazer para que o seu cão viva mais e melhor
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Aumentar o tempo de vida do cão de forma saudável é o desejo de qualquer dono que aprecie a companhia do seu animal. Não existem milagres, e a esperança média de vida de um cão é invariavelmente mais curta do que a de um humano, no entanto há certos cuidados que podem fazê-lo viver mais e melhor.

Fatores que afetam a longevidade do cão

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Porte e raça

Ao contrário do que se passa na maioria das espécies do Reino Animal, nos cães, quanto maiores estes forem, menor é a sua esperança média de vida. Raças de porte grande e pesadas terão uma longevidade de cerca de 8 anos, pois estes envelhecem a um ritmo mais acelerado do que as raças mais pequenas.

Doenças

Há certas doenças que irão naturalmente influenciar e trazer complicações ao longo da vida do cão, como por exemplo a diabetes mellitus ou a leishmaniose. Há também algumas raças que são mais predispostas a certas patologias e neoplasias.

Ações que podem aumentar o tempo de vida do cão

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1. Alimentação de qualidade

Fornecer uma alimentação de qualidade e adequada a cada fase da vida do cão é já meio caminho andado para uma vida longa. Seja qual for a opção escolhida, desde ração comercial a alimentação caseira (não confundir com restos da nossa comida), o importante é que contenha bons ingredientes e forneça os nutrientes necessários.

A excessiva alimentação enquanto cachorro aumenta a taxa de crescimento, não é desejável pois é incompatível com o desenvolvimento adequado do esqueleto e contribui para a obesidade mais tarde na vida.

Já em animais geriátricos, a sua eficiência em metabolizar certos nutrientes não é tão alta, pelo que as rações vêm formuladas para suplementar essas perdas.

O excesso de comida também não faz aumentar o tempo de vida do cão uma vez que a obesidade está relacionada com uma diminuição da qualidade de vida, problemas cardiovasculares, artrites, intolerância ao exercício, entre outras.

2. Profilaxia

A prevenção de doenças através da ida frequente ao médico veterinário está na base de uma vida longa.

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Os cães adultos deveriam realizar um exame veterinário completo pelo menos uma vez por ano. Já os cachorros necessitam de visitas veterinárias mensais até aos 4 meses de idade. Os geriátricos (acima dos 7-8 anos) devem consultar o veterinário duas vezes por ano, pois sendo mais provável surgirem doenças em animais mais velhos, estas seriam detetadas mais cedo, quando por vezes o prognóstico ainda é favorável.

Respeitar o protocolo estabelecido pelo médico veterinário em relação às vacinas e desparasitações é também essencial pois previne o surgimento de uma vasta variedade de doenças.

3. Saúde oral

A manutenção de uma boa saúde oral através da escovagem regular dos dentes (com pasta dentífrica própria para cães), sticks anti-tártaro e, caso necessário, destartarização no médico veterinário, ajuda na manutenção de uma vida saudável. Tal deve-se ao facto de dentes malcuidados dificultarem a ingestão e trituração dos alimentos, causarem mau estar e predisporem a doenças por disseminação bacteriana, nomeadamente no coração.

4. Esterilização

A recomendação clínica é a de que todos os cães que não forem para ser utilizados como reprodutores sejam esterilizados. Para além de prevenir ninhadas indesejadas e comportamentos de risco (principalmente nos machos), evita futuros problemas médicos sérios como doença prostática nos machos e infeção uterina e neoplasias mamárias nas fêmeas.

5. Exercício físico e estimulação mental

O exercício físico é importante para aumentar o tempo de vida do cão pois ajuda a manter saudável o sistema musculosquelético e evita a obesidade. Além disso, o exercício e o estímulo mental contribuem para uma diminuição do stress e para uma melhor qualidade de vida, fugindo a certas doenças e desvios comportamentais associados ao acúmulo de energia.

Passeios, corridas, treino, jogos e sociabilização com outros animais são boas opções.

6. Prevenir acidentes

Apesar de parecer óbvio, este ponto é muitas vezes negligenciado. É importante manter a segurança do cão (e a dos que o rodeiam) através de passeios controlados, do estabelecimento de um espaço resguardado com um perímetro de segurança em relação à estrada ou de uma boa contenção aquando o seu transporte em carros.

Infelizmente, a taxa de morte ou de lesão por atropelamento, acidente de viação ou por comerem algo tóxico ou venenoso ainda é bastante elevada, e pode facilmente ser controlada com algumas regras de segurança básicas.

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