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Dirofilaria immitis: conhece este parasita?

A dirofilaria é um parasita que habitualmente atinge o coração e pulmões de cães, gatos e podem mesmo afetar humanos. Saiba tudo sobre este parasita.

Dirofilaria immitis: conhece este parasita?
A dirofilariose transmite-se através da picada de um mosquito

A dirofilariose é uma doença também conhecida por “doença do verme do coração”. É causada por um parasita denominado de Dirofilaria immitis e pode levar à morte se não tratada numa fase inicial.

Em zonas endémicas, ou seja, em que existem muitos casos desta doença, é aconselhável optar pela prevenção.

O que é a Dirofilaria immitis?


A diofilaria é um pequeno parasita semelhante a uma lombriga causador da doença do verme do coração. Esta doença é considerada uma zoonose, uma vez que é transmissível ao homem e aos animais.

A transmissão nunca ocorre diretamente, sendo necessário haver um vetor, neste caso um mosquito culicóide, uma espécie especifica. Não havendo vetor a transmissão não ocorre por contacto direto entre indivíduos.

Quando o mosquito culicóide pica um animal infetado, ingere as larvas de dirofilaria, denominadas nesta fase por microfilárias.
No interior do mosquito estas microfilárias desenvolvem-se durante aproximadamente duas semanas, e quando o mosquito volta a picar novamente outro hospedeiro saudável, transmite-lhe a doença.

Entrando na corrente sanguínea do animal infetado, estas larvas migram para o músculo e subcutânea, tornando-se jovens adultas em 3 a 4 dias. Posteriormente, seguem para o coração.

Esta doença é conhecida por doença do verme do coração porque na sua fase adulta, a dirofilaria aloja-se no coração do hospedeiro, mais propriamente no ventrículo e artéria pulmonar. É nesta fase que causam sinais clínicos no animal.

Já no coração as formas adultas reproduzem-se libertando novas larvas, microfilárias, na corrente sanguínea. Caso um mosquito volte a picar este hospedeiro, irá ocorrer um novo ciclo.

Sintomas de Dirofilaria immitis


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Os sintomas começam a surgir apenas quando as formas adultas da dirofilaria parasitam o coração. Nessa altura o animal irá apresentar sinais compatíveis com insuficiência cardíaca.

Durante muito tempo o animal pode-se apresentar assintomático, ou seja, não apresenta sintomas. Este período pode durar entre 3 a 6 meses desde o momento em que o animal é picado pelo mosquito, pois é o tempo que a dirofilaria demora a chegar a coração.

A gravidade da doença está também diretamente relacionada com a quantidade de parasitas no coração.

Os sinais mais comuns são:

  • Perda de peso;
  • Tosse crónica que pode ser com ou sem a presença de sangue (hemoptise);
  • Agitação;
  • Apatia;
  • Intolerância ao exercício;
  • Ascite;
  • Edema dos membros;
  • Síncope;
  • Mucosas pálidas ou arroxeadas;
  • Dispneia, dificuldade respiratória.

Estes são apenas alguns sinais comuns a doenças cardíacas, por isso não são sintomas específicos da doença. Para distinguir a causa do aparecimento destes sintomas é necessário que haja uma avaliação do médico veterinário, que irá posteriormente realizar algumas provas de diagnóstico.

Diagnóstico da Dirofilaria immitis


Se observa alguns dos sintomas referidos acima, é importante que leve o seu animal ao médico veterinário para ser avaliado e tratado.

Se se tratar de um animal jovem e estiver ou tiver viajado para uma zona endémica, o médico veterinário irá suspeitar de imediato de dirofilariose. No entanto são necessários exames complementares para descartar a hipótese de se tratar de qualquer outro problema cardíaco.

Exames ao sangue como hemograma e alguns parâmetros bioquímicos podem ser solicitados pelo médico veterinário, não para fins de diagnóstico mas para perceber os danos causados pela dirofilaria.

Análises ao sangue

Existem testes rápidos de deteção de microfilárias no sangue. No entanto, em determinadas alturas o animal pode ter a doença e não ter microfilárias no sangue. É um teste fácil de realizar com apenas uma amostra de sangue e permite ter um resultado rápido na hora.

Também através do sangue é possível observar ao microscópio a presença de microfilárias.

Radiografia

É possível perceber alterações especificas da doença ao nível do coração na radiografia.

Ecocardiografia

Este exame permite visualizar alterações em determinados parâmetros cardíacos que, em conjunto com outros exames, confirmam o diagnóstico de dirofilaria.

Tratamento de Dirofilaria immitis


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O objetivo do tratamento é matar as formas adultas e larvares, as microfilárias. Uma vez que as formas adultas se localizam no coração, com o tratamento, ao morrerem, podem causar a morte do animal.

Assim, o tratamento para as formas adultas requer sempre o acompanhamento e vigilância do seu médico veterinário. O animal deve manter-se em repouso durante o período de tempo em que é submetido ao tratamento para não haver esforços cardio-respiratórios.

O risco é tanto maior quanto a carga parasitária, pois se existem muitas dirofilarias adultas no coração o risco de ao morrerem causarem uma falha cardíaca no animal é maior.

Prevenção da Dirofilaria immitis


É possível fazer uma profilaxia, prevenção, contra a dirofilariose. Se vive num local de risco deve consultar o seu médico veterinário acerca do plano de prevenção de dirofilariose.

A prevenção pode ser realizada através de medicamento específicos sob prescrição do seu médico veterinário. Também pode utilizar produtos repelentes contra a picada de mosquitos, uma vez que a doença é apenas transmissível desta forma. Os repelentes podem ser encontrados sob a forma de pipetas spot on e coleiras.

Fonte

1. Currrent Canine Guidelines for the Prevention, Diagnosis, and Management of Heartworm Infetion in Dogs, 2018. Disponível em:
https://heartwormsociety.org/images/pdf/2018-AHS-Canine-Guidelines.pdf

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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