Será que existem mesmo diferentes tipos de orgasmo feminino?

Atingir o orgasmo é o principal objetivo numa relação sexual. Mas será que a mulher é capaz de experienciar diferentes tipos de orgasmo? Descubra tudo.

Será que existem mesmo diferentes tipos de orgasmo feminino?
A mulher precisa de estimulação adequada e suficiente.

A atividade sexual não se cinge ao orgasmo, dado que a relação sexual passa por diversas fases, desde o desejo inicial até ao momento de maior prazer, o orgasmo. O orgasmo feminino foi desde sempre dividido entre vaginal e clitoriano, mas será que existem mesmo diferentes tipos de orgasmo? Vamos descobrir!

Sexualidade feminina e autoestima


diferentes tipos de orgasmo e sexualidade feminina

No que à sexualidade feminina diz respeito, os estudos são consensuais quando referem que não é possível aprofundar o conhecimento acerca desta temática feminina sem considerar o papel de variáveis como o bem-estar, como a apreciação que as mulheres fazem acerca de si mesmas e de si enquanto parceiras sexuais, apreciação do seu corpo e da sua vida em geral.

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De forma consistente, as investigações têm demonstrado que níveis mais elevados de bem-estar estão geralmente associados a melhores índices de funcionamento e satisfação sexual. Mais ainda, as experiências sexuais das mulheres, positivas ou negativas, podem ter repercussões ao nível da sua autoestima e da estima sexual, da satisfação corporal e da satisfação com a vida em geral.

Orgasmo vaginal vs. clitoriano


orgasmos tipos

Existem várias vias para atingir o orgasmo. Nas mulheres, os orgasmos podem ser causados pela excitação de diferentes zonas erógenas, o que produz sensações diferentes. Uma coisa é consensual, os orgasmos são bons. Mas quais serão as principais diferenças entre estes diferentes tipos de orgasmos? Será que um é melhor que o outro? Vamos descobrir!

A genitália externa feminina é chamada de vulva e a vagina é um canal interno derivado a partir da vulva. Por sua vez, o clítoris é um pequeno órgão acima da abertura vaginal. O clítoris, órgão extremamente sensível, é apenas um ponto externo de todo um sistema nervoso e muscular interno, chamado clitorourethrovaginal complex (CUV). Tendo em conta que existe uma porção interna e externa do CUV, existem duas importantes vias para atingir o orgasmo feminino:

a) Orgasmo vaginal:

  • Intenso e prolongado, normalmente é obtido através da estimulação das paredes vaginais;
  • É mais raro e mais difícil de experienciar do que o orgasmo clitoriano;
  • Pode ser estimulado manualmente ou através de penetração.

b) Orgasmo clitoriano:

  • A maioria das mulheres atinge o orgasmo mais rapidamente através da estimulação do clítoris, já que este tem mais terminações nervosas do que qualquer outra parte do corpo humano;
  • O clitóris fica rígido ao ser estimulado e excitado pelo toque, fazendo com que o útero e o canal vaginal se expandam e elevem, favorecendo a eventual penetração.

Existem mesmo diferentes tipos de orgasmo?


Se até há pouco tempo se acreditava que existiam dois tipos de orgasmo feminino bem distintos, atualmente acredita-se que a intimidade sexual é muito mais vasta e interessante. O orgasmo feminino pode ser desencadeado de muitas outras formas, nomeadamente através da masturbação ou do sexo oral.

Também os seios são uma das partes do corpo feminino mais sensíveis ao toque. Um grande indicador da sua sensibilidade é o facto de dilatarem quando excitados. Assim, a sua estimulação pode conduzir ao orgasmo, apesar de a sua ocorrência ser mais rara.

Não existem propriamente diferentes tipos de orgasmo. O orgasmo, fisiologicamente term sempre a mesma expressão, pode é ser provocado por vários tipos de estimulação. Independentemente do tipo de estimulação, todos os orgasmos têm o mesmo efeito no corpo e no cérebro: relaxam os músculos excitados e o cérebro dispara uma série de hormonas do bem-estar, que têm uma influência direta na nossa saúde.

Apesar de haver várias formas de atingir o orgasmo, o que a maior parte dos estudos mostra é que para a maioria das mulheres, os aspetos não genitais do encontro sexual (intimidade, proximidade, ternura e sensualidade) são os fatores mais determinantes do orgasmo.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!