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Diagnóstico de distúrbios da pele: as técnicas usadas na dermatologia

O diagnóstico de distúrbios da pele inclui não só análises de observação e biopsia cutânea, mas também testes de alergia, exames micológicos e a dermatoscopia.

 
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Diagnóstico de distúrbios da pele: as técnicas usadas na dermatologia
Tal diagnóstico pode revelar alergias e doenças dermatológicas

O diagnóstico de distúrbios da pele é feito através de um conjunto de análises, que envolvem observação da pele a olho nu, observação com o auxílo de microscópio, biopsia, testes de exposição luminosa e testes de alergia. São fundamentais para caracterizar o tipo de alteração da pele, definir se o doente tem alguma alergia e até cancro da pele.

Diagnóstico de distúrbios da pele


Algumas doenças da pele resolvem-se sozinhas  e não necessitam de qualquer intervenção terapêutica, mas o diagnóstico de distúrbios da pele dermatologista pode ser decisivo para o paciente.

Algumas doenças resumem-se a um defeito estético que pode ser corrigido por técnicas de dermocosmética. Outras são crónicas e têm grande impacto na qualidade de vida do paciente. Mesmo que não tenham cura definitiva, o tratamento dermatológico pode aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, como é o caso, por exemplo, da psoríase.

Tenha em mente que certas doenças cutâneas podem ser fatais se não for feito um diagnóstico dermatológico atempado (caso do melanoma e fasceíte necrosante). Outras lesões cutâneas podem ser importantes, não por si próprias, mas porque são reveladoras de doença interna grave (Eritema facial em asa de borboleta do Lúpus eritematoso) (1).

O diagnóstico das doenças dermatológicas pode ser dado por um ou pelo conjunto de alguns destes testes. Listamos alguns (12).

1. Observação da pele

Diagnóstico de distúrbios da pele

Pode ser feita a olho nu, ou com lupas de aumento e com iluminação especial. O dermatologista vai analisar a lesão e decidir se são necessários exames adicionais.

2. Biópsias Cutâneas

Consiste na remoção de uma pequena porção de pele sob anestesia local para diagnóstico anatomopatológico. É um diagnóstico de distúrbios da pele bastante utilizado na dermatologia.

Para esse procedimento simples, o médico geralmente adormece uma pequena área da pele com anestésico local e, com um pequeno bisturi, tesouras, lâmina (chamado biópsia por saucerização) ou um cortador redondo (chamado biópsia por punção), remove uma parte da pele, cujo tamanho depende do tipo de lesão, de sua localização e do tipo de testes que serão realizados.

Às vezes o médico pode diagnosticar e já tratar um tumor pequeno extraindo o tumor inteiro juntamente com uma pequena borda de pele normal ao seu redor. O tumor é enviado a um laboratório para exame microscópico e citológico, onde é revelado o diagnóstico de distúrbios da pele.

3. Provas de Contacto / Testes de Alergia

diagnóstico de distúrbios da pele

Utilizam-se para estudo das dermatites de contacto e consistem na aplicação no dorso do tronco, durante 2 dias, de adesivos com alergénios. Faz-se uma leitura da pele ao fim desse tempo para verificar quais os alergénios que provocaram reação cutânea.

Os testes de pele, incluindo teste de “uso”, teste com adesivo (patch test), teste por escoriação (punctura) da pele e teste intradérmico, podem ser realizados se o médico suspeitar que a causa de uma erupção cutânea é uma reação alérgica.

O teste de uso, no qual uma substância suspeita é aplicada longe da área original em que a erupção cutânea ocorreu (geralmente no antebraço), é útil quando perfumes, shampoos ou outras substâncias encontradas em casa puderem ser a causa.

No teste com adesivo, várias amostras pequenas de substâncias causadoras de reações comuns e suspeitas, conhecidas como alérgenos, são aplicadas na pele (geralmente na parte superior das costas) sob uma fita adesiva e deixadas no local.

A pele sob os adesivos é avaliada 48 horas mais tarde, depois que os adesivos forem retirados e novamente após 96 horas. Normalmente, a pele leva alguns dias para produzir uma reação visível. Se uma substância produzir uma erupção vermelha característica, que geralmente coça, a pessoa provavelmente é alérgica a ela.

No teste por escoriação da pele, uma gota de um extrato da substância suspeita é colocada na pele. Depois, a pele é furada com uma agulha para inserir uma quantidade bem pequena da substância na pele. A pele é então observada quanto à presença de vermelhidão, urticária, ou ambos, que ocorre em 30 minutos.

No teste intradérmico, são injetadas quantidades diminutas de uma substância sob a pele. Posteriormente, a área da pele é observada para verificar se há vermelhidão e inflamação, as quais indicam uma reação alérgica.

Embora raros, os testes intradérmicos e por escoriação podem provocar uma reação alérgica grave, conhecida como anafilaxia, que pode ser fatal. Portanto, esses tipos de testes devem ser realizados apenas por um dermatologista.

4. Exames Micológicos e Bacteriológicos

Consiste na colheita de material da pele, cabelos ou unhas para pesquisa de microrganismos (fungos, bactérias). Durante este teste, o médico faz uma raspagem para retirar algum material da pele, como escamas, e examina-as ao microscópio. Às vezes, são aplicados produtos químicos ou corantes especiais ao material.

Nos testes bacteriológicos, a amostra é colocada num meio de cultura (uma substância que possibilita o crescimento dos micro-organismos). Se a amostra contiver bactérias ou fungos eles crescem na cultura e podem ser identificados.

5. Dermatoscopia

Diagnóstico de distúrbios da pele

Utiliza-se sobretudo para caracterizar os sinais da pele e consiste na observação das camadas mais profundas da pele com lupa e iluminação especial. Pode efetuar-se com dermatoscópio manual ou digital; este permite registar as características das lesões e efetuar a sua comparação ao longo do tempo.

6. Testes de Sensibilidade à Luz Solar (Fototestes e Testes Fotoepicutâneos)

Exposição da pele a vários tipos de luz (ultravioleta, visível ou infravermelhos) e avaliação da reação da pele no imediato e ao fim de 1 ou 2 dias, dessa forma é dado o diagnóstico de distúrbios da pele.

Quando deve procurar o médico?


O médico deve ser consultado sempre que for observada alguma alteração na pele, unhas ou cabelos. O dermatologista é o profissional de saúde especializado em todos os assuntos relacionados com a pele: desde o diagnóstico de distúrbios da pele, ao aconselhamento e tratamento dermatológico, incluindo as situações relacionadas com cabelo e unhas.

A Dermatologia é uma especialidade médico-cirúrgica, o que significa que o dermatologista é ainda a pessoa mais indicada para o aconselhar relativamente a todas as decisões que impliquem a intervenção cirúrgica na pele.

A BodyScience, que tem clínicas abertas em Lisboa, Porto, Braga, Guimarães ou Póvoa de Varzim, tem uma equipa de profissionais que podem ajudá-lo no diagnóstico de distúrbios de pele. Além disso,  a primeira consulta é totalmente gratuita.

Recorde-se que, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Dermatologia, estas são 20 boas razões para consultar o dermatologista e obter um diagnóstico de distúrbios da pele (1):

  1. Um sinal que se modifica ou aparece de novo.
  2. “Caroços” ou tumores que surgem na pele.
  3. Uma ferida que não cicatriza.
  4. Acne ou rosácea.
  5. Psoríase.
  6. Eczemas e urticárias (alergias na pele).
  7. Intolerância a cosméticos ou a produtos do ambiente profissional.
  8. Intolerância ao Sol.
  9. Pé de atleta e outras micoses..
  10. Problemas de pele do seu bebé.
  11. Queda de cabelo, localizada ou mais difusa.
  12. Excesso de pelos.
  13. Alterações das unhas (na cor, espessura ou “consistência”).
  14. Comichão na pele, com ou sem manchas visíveis.
  15. Herpes recidivante.
  16. Verrugas e condilomas.
  17. Lesão genitais (pénis ou vulva).
  18. Manchas castanhas, vermelhas ou brancas na pele.
  19. Sinais de envelhecimento da pele.
  20. Pele muito seca ou muito oleosa.

 

Veja também:

Fontes

1. Sociedade Portuguesa de Dermatologia. Disponível em https://www.spdv.pt/
2. PEDRO, F. (2014). Dermatologia em medicina familiar. Faculdade de Medicina de Coimbra .Disponível em: https://eg.uc.pt/bitstream/10316/37467/1/Dermatologia%20em%20medicina%20familiar.pdf

Danielle Paiva Danielle Paiva

Licenciada em Medicina e Farmácia & Bioquímica pelo Centro Universitário de Nilton Lins, Danielle também é Mestre em Engenharia Industrial e Qualidade pela Universidade do Minho. Atualmente é voluntária na Cruz Vermelha onde desenvolve diversas ações de saúde.

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Danielle Paiva Danielle Paiva

Licenciada em Medicina e Farmácia & Bioquímica pelo Centro Universitário de Nilton Lins, Danielle também é Mestre em Engenharia Industrial e Qualidade pela Universidade do Minho. Atualmente é voluntária na Cruz Vermelha onde desenvolve diversas ações de saúde.