Burmês: tudo o que precisa de saber sobre esta raça

Vindo do Sudeste Asiático, o Burmês também terá sido adorado em templos e descendido de Siameses, tal como o seu primo birmanês. Menos dependente que este ancestral, é, contudo, uma raça exuberante, que precisa da companhia humana e de doses diárias de brincadeira e atenção, sobretudo as fêmeas, que são mais enérgicas.

Burmês: tudo o que precisa de saber sobre esta raça
É considerado o gato ideal para famílias dinâmicas.

O Burmês, também conhecido por Birmanês, é originário do mesmo país que o Sagrado da Birmânia e, apesar do nome parecido, as duas raças não devam ser confundidas, até porque esta última possui o pelo comprido com a típica coloração de pontas escuras do Siamês.

Amplamente utilizado para o desenvolvimento de outras raças de gatos domésticos, como o Bombaim, o Burmilla e o Tonquinês, o Burmês apresenta-se em duas variedades distintas: a norte-americana e a europeia, sendo que concorrem em categorias separadas. As diferenças estão sobretudo no tipo de corpo, que é mais arredondado na primeira, e cada país reconhece determinadas cores.

Características gerais do Burmês


Grupo: Gatos de pelo curto

País de Origem: Birmânia (atual Myanmar)

Porte: médio

Peso ideal: de 3,5kg a 6,5kg

Cor: Apresenta-se em cores sólidas ou em tartaruga. A cor mais vulgar é o sable (castanho), mas também há em azul, canela, lilás, chocolate, creme, vermelho e champanhe.

Esperança Média de Vida: de 12 a 18 anos

Preço médio: de 570€ a 800€

 

Características específicas do Burmês


O Burmês gosta de participar em todos os momentos familiares e, devido ao seu olhar atento e à sua perspicácia, não é incomum vê-lo a imitar algum gesto dos donos, o que pode explicar por que razão é mestre em abrir portas ou esconder objetos, sobretudo brilhantes, como uns brincos ou as chaves do carro. Também são bons com truques e jogos de atirar e buscar.

As fêmeas e machos desta raça apresentam algumas diferenças de temperamento: elas são mais curiosas, ativas e teimosas; eles tendem a ser mais calmos e descontraídos, preferindo observar as atividades domésticas a partir do sofá ou de um colo em vez de assumir o controlo. As fêmeas também atingem a puberdade precocemente (por volta dos 9 meses) e a sua fecundidade encontra-se acima da média da espécie.

É comunicativo e tem um miado forte, mas não tão insistente quanto o Siamês e a sua voz também é menos rouca.

Energia
Inteligência
Tolerância ao frio
Tolerância ao calor
Cuidados de higiene
Queda de pelo
Tendência para problemas de saúde
Facilidade de aprendizagem
Socialização com crianças
Socialização com estranhos
Socialização com cães
Socialização com gatos

Fases da vida do Burmês


Bebé

0 – 12 meses

Adulto

12 meses – 12 anos

Idoso

12 – 18 anos

 

Físico do Burmês


Burmes

O Burmês é um gato compacto com estrutura óssea sólida e músculos bem desenvolvidos. O peito é largo e comprido e as pernas esguias, sendo as posteriores mais elevadas. Existem algumas diferenças físicas entre as linhagens americana e europeia. O corpo deste último é mais anguloso e elegante e tem uma cabeça parecida com a do oriental, apresentando um rosto de formato mais triangular.

Já os americanos têm uma aparência mais atarracada e optaram por uma cabeça mais arredondada com maçãs do rosto altas e cheias, focinho curto, olhos redondos e uma depressão nasal frontal acentuada. Em ambas as variantes, as orelhas são de tamanho médio e levemente inclinadas para a frente.

Temperamento do Burmês


É uma raça particularmente extrovertida e apegada aos donos, dando uma grande vitalidade e alegria ao ambiente onde se encontra. Adora companhia e é um brincalhão incansável, tanto junto das crianças, com quem é bastante tolerante, como dos restantes animais da casa, embora seja um pouco dominante com outros gatos.

Com uma personalidade forte, é destemido e raramente tem medo, pelo que deve ser supervisionado, sobretudo fora de casa, para que não corra riscos. Contudo, e apesar de se adaptar bem à vida num apartamento, gosta de desfrutar de um jardim (cercado), onde se mostra muito enérgico e um excelente caçador.

Problemas de Saúde do Burmês


Ossos

  • Malformação craniofacial.

Coração

  • Cardiomiopatia hipertrófica.
  • Fibroelastose endocárdica.

Rins

  • Cálculos renais.

Olhos

  • Olho de Cereja (provoca inchaço na glândula da terceira pálpebra).
  • Dermóide ocular (presença de pele ou pelo na superfície da córnea).

Sangue

  • Diabetes.

Sistema nervoso

  • Síndrome da dor orofacial felina.

 

Cuidados a ter com o Burmês


Dentes

  • Escove os seus dentes uma a duas vezes por semana para evitar doenças peridontais.

Pelo

  • Basta escová-lo uma vez por semana e com maior frequência durante a época da muda.

Outros

  • Certifique-se que a caixa de areia está sempre limpa ou o Burmês irá procurar outros locais para fazer as suas necessidades.

 

Origem do Burmês


Acredita-se que no século XVI havia gatos castanhos semelhantes ao Burmês nos templos budistas da antiga Birmânia, sendo conhecidos como Rajás. Mas foi apenas em 1930 que a raça se começou a desenvolver, quando um marinheiro trouxe do Oriente uma gata chamada Wong Mau e ofereceu-a ao médico militar Joseph G. Thompson de São Francisco, Estados Unidos da América.

Alguns criadores achavam que ela era um Siamês escuro mas o Dr. Thompson considerava-a diferente e estabeleceu um programa para isolar e reproduzir os seus traços. A gata foi então cruzada com um Siamês de pontas castanhas e a cria com a pelagem mais escura foi cruzada de volta com a mãe, dando origem aos primeiros exemplares do atual Burmês.

Perto dos anos 50, a raça obteve um grande reconhecimento, chegando a Inglaterra, onde, poucos anos depois, nasceu o primeiro Burmês de cor azul. A CFA (Cat Fanciers’ Association) reconheceu-a oficialmente em 1936 e a TICA (Associação Internacional de Gatos) em 1979.

Curiosidades sobre o Burmês


Por trás da aparência elegante e do pelo suave e brilhante do Burmês, está um gato musculoso com ossos bastante pesados, surpreendendo quem pega nele. Devido à combinação destas características, é muitas vezes referido como um “tijolo embrulhado em seda”.


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