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12 Dicas para deixar o seu animal sozinho em casa e em segurança

Deixar o animal sozinho em casa nem sempre é tarefa fácil. Saiba como garantir que o seu animal fica confortável e em segurança enquanto não está em casa.

12 Dicas para deixar o seu animal sozinho em casa e em segurança
Os animais podem desenvolver ansiedade por separação quando estão sozinhos.

Quando ficam sozinhos, os animais não se sentem confortáveis e têm saudades do seu tutor, podendo inclusive desenvolver distúrbios obsessivos. No entanto, existem algumas dicas para proporcionar momentos mais agradáveis ao seu animal e garantir que está em segurança quando deixa o animal sozinho em casa.

Dependendo da idade do animal, porte e espécie, por exemplo sendo cão ou gato, as precauções a tomar podem ter algumas variações.

Dicas para deixar o animal sozinho em casa: cães


animal sozinho em casa cao a brincar

Os cães, regra geral, são animais muito dependentes do seu tutor. Caso a ligação ao tutor seja muito forte e o cão não seja ensinado a ficar em casa tranquilamente sozinho, pode chegar a desenvolver ansiedade por separação e comportamentos destrutivos.

1. Habitue o cão de uma forma gradual

O ideal é ensinar o cão a ficar sozinho logo desde cedo. De uma forma gradual comece a ensinar o seu cão a desfrutar do tempo que passa sozinho sem ficar triste por estar longe dos tutores.

Pode começar por o deixar sozinho durante alguns minutos numa fase inicial e recompensa-lo caso se porte bem quando chega a casa. O importante é chegar sempre perto do animal antes de começar a demonstrar sinais de ansiedade como choro.

Depois, vai aumentando os períodos em que deixa o cão sozinho de uma forma progressiva e gradual até que se habitue a ficar sozinho durante algumas horas.

2. Associe o isolamento a coisas boas

Quando o cão fica sozinho associa o isolamento a solidão e coisas negativas. Ensine o seu cão a associar o “ficar sozinho” a bons momentos através de brinquedos que goste e a sensações boas.

3. Proporcione-lhe um local onde se sinta confortável e seguro

Em qualquer altura o animal deve ter um local onde se sinta seguro, mas especialmente em momentos em que não se sinta confortável, como quando está sozinho em casa, este local irá ser responsável por lhe proporcionar segurança, calma e tranquilidade, levando o cão a ficar mais relaxado e sem ansiedade.

Pode ser um ninho, um cesto, uma cama, uma transportadora. O importante é que seja um local em que o cão se sinta bem e esteja habituado desde sempre.

4. Exercite o cão

Uma boa caminhada pode fazer com que o cão desgaste a sua energia e fique mais calmo quando fica sozinho, aproveitando para descansar e dormir.

5. Enriquecimento ambiental

Existem canais na televisão específicos para cães com sons e luzes que ajudam o cão a relaxar na ausência do dono. Um rádio com musica ambiente pode também ser uma boa solução.

Brinquedos interativos e comida escondida para estimular o cão podem ser maneiras de entreter o cão na sua ausência.

6. Deixe um pouco do seu cheiro

A ansiedade do cão diminui se tiver junto de si o cheiro do tutor. Pode ser uma peça de roupa ou um brinquedo com o seu cheiro que deixa à disposição do cão apenas quando está sozinho.

Dicas para deixar o animal sozinho em casa: gatos


animal sozinho em casa gato dentro da caixa a brincar

Os gatos são animais mais independentes no entanto não significa que por isso não sintam a falta do seu tutor, à sua maneira. Ainda para mais, os gatos sozinhos podem arranjar maneiras de se entreter pouco agradáveis podendo fazer grandes estragos na decoração.

Gatos pouco estimulados, que passam muito tempo sozinhos em casa sem companhia, podem desenvolver problemas de agressividade.

1. Mantenha as rotinas

Os gatos são animais de rotinas. Qualquer alteração no seu dia-a-dia podem ser uma fonte de stress. A comida deve ser dada no mesmo local e aproximadamente Às mesmas horas, a caixa de areia deve estar sempre acessível e no mesmo local, por exemplo.

Mesmo saindo de casa, tente que a rotina do gato se altere o mínimo possível para não lhe criar ansiedade.

2. Companhia de 4 patas

Também pode ser um fator a ter em consideração em cães, no entanto nos gatos acaba por ser mais relevante.

Os cães são animais que interagem mais com os seus tutores, portanto têm maior facilidade de relacionamento entre diferentes espécies e conseguem passar horas a brincar com os humanos.

Os gatos são animais que apreciam mais a companhia felina do que a humana, apesar de gostarem também de companhia dos seus tutores.

De qualquer maneira, ter um novo animal é uma decisão que requer sempre uma reflexão. Também a apresentação do novo animal deve ser feita com cuidado. Caso pense em adoptar outro animal para fazer companhia ao seu informe-se primeiro com o seu médico veterinário.

3. Passe tempo de qualidade com o gato

Mesmo passando longos períodos fora de casa, quando estiver em casa não se esqueça de dar atenção ao seu gato. Seja fazendo festas, se este permitir e gostar, escovando-o ou brincando com ele.

Dicas para deixar o animal sozinho em casa: cães e gatos


animal sozinho em casa cao e gato a brincar

Apesar de haver diferenças entre espécies, determinadas coisas a fazer podem ser transversais.

1. Desvalorize a ida e a chegada do tutor

Quando deixa o animal sozinho em casa, evite fazer da saída e do regresso um acontecimento. Tente desvalorizar estas situações e fazer com que pareçam normais e naturais.

Quando sai de casa não se despeça do animal e quando chegar não faça demasiada “festa”. O ideal é até ignorar o seu cão ou gato quando sai de casa e entra, apesar de ser difícil.

2. Restrinja o espaço

Para garantir que o animal quando fica sozinho não se magoa pode restringir-lhe o espaço onde fica. Há animais que ingerem objetos que pode ser prejudiciais à saúde e caso não tenha hipótese de o controlar o melhor é restringir o espaço.

3. Utilize câmaras de monitorização

Deixar câmaras quando o seu animal fica sozinho pode ajudar a perceber alguns comportamentos e também a garantir a sua segurança.

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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