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Angorá: tudo o que precisa de saber sobre esta raça

Considerado tesouro nacional na Turquia, o Angorá é um dos gatos mais antigos de que há registo, dando origem a muitas das raças felinas atuais. Ao seu manto comprido e porte aristocrático, junta-se um caráter equilibrado e uma inteligência sem igual, fazendo qualquer dono sentir-se orgulhoso por ter um gato tão único.

 
Angorá: tudo o que precisa de saber sobre esta raça
Para este gato, nenhuma estante é alta demais.

O Angorá todo branco, com olhos azuis ou de cores diferentes, tem sido o preferido durante muitos anos, sobretudo no seu país de origem, onde é considerado símbolo de pureza e boa sorte. O próprio termo Angorá deriva do antigo nome da capital da Turquia, que hoje é conhecida por Ancara.

Em tempos muito popular e valorizado, foi ultrapassado pelos Persas, para cujo programa de criação até contribuiu, com o objetivo de adicionar comprimento ao pelo e uma textura mais sedosa.

Características gerais do Angorá


Grupo: Gatos de pelo semi-longo

País de Origem: Turquia

Porte: médio

Peso ideal: de 3kg a 5kg

Cor: Todas as cores são reconhecidas com qualquer proporção de branco, exceto chocolate, lilás, canela, fawn (cor de veado) e padrão colorpoint (do Siamês), sendo o branco total a cor mais apreciada

Esperança Média de Vida: de 12 a 18 anos

Preço médio: de 330€ a 830€

 

Características específicas do Angorá


O Angorá costuma procurar um lugar alto em casa, de onde pode observar todos os movimentos dos seus donos. Se lhe for dada oportunidade, além de subir para cima dos móveis, também vai escalar muros e árvores.

Embora se adapte bem à vida num apartamento, é bastante enérgico e gosta de brincar, explorar e exercitar-se, uma característica que deve ser controlada para que não se torne num gato malicioso ou travesso.

Devido à sua enorme inteligência e curiosidade, a raça pode demonstrar habilidades básicas de resolução de problemas através de um treino paciente, intercalado com brincadeiras. É, por isso, possível ensinar-lhe algumas ordens, que também ajudam a que se sinta útil, mantendo-o longe de problemas.

Energia
Inteligência
Tolerância ao frio
Tolerância ao calor
Cuidados de higiene
Queda de pelo
Tendência para problemas de saúde
Facilidade de aprendizagem
Socialização com crianças
Socialização com estranhos
Socialização com cães
Socialização com gatos

Fases da vida do Angorá


Bebé

0 – 18 meses

Adulto

18 meses – 12 anos

Idoso

12 – 18 anos

 

Físico do Angorá


Angora

De aspeto gracioso e ágil e movimentação fluida, o Angorá possui um corpo comprido, elegante e musculado, embora apresente uma estrutura óssea fina. O peito é estreito e os membros são longos, sendo as patas traseiras maiores em comprimento do que as dianteiras. A cabeça é pequena e cuneiforme, afinando até ao queixo, com orelhas grandes e pontiagudas, preferencialmente tufadas de pelo nas pontas.

Os olhos, amendoados e ligeiramente oblíquos, podem ser de qualquer cor ou até mesmo díspares. O manto é fino e de textura sedosa, mais comprido nas coxas, pescoço, ventre e cauda, mas com pouco sub-pelo.

Temperamento do Angorá


Ativo e brincalhão, este gato é, ao mesmo tempo, tranquilo, afetuoso e de uma sensibilidade extrema, demonstrando sempre muita vontade em ser acariciado. Prefere viver apenas com um ou dois donos, num lugar calmo e tranquilo, e nem sempre tolera a presença dos seus congéneres, mas se for habituado desde pequeno, pode ser habituado a conviver bem com outros animais e crianças que saibam lidar com gatos.

É frequentemente reconhecido como uma das raças mais inteligentes do mundo felino, mas isso também se traduz em alguma determinação e teimosia, pois costuma ter uma ideia clara do que quer fazer.

Problemas de Saúde do Angorá


Ouvidos

  • Surdez (mais comum nos exemplares brancos com olhos azuis).

Rins

  • Infeções do trato urinário.

Sangue

  • Diabetes.

Músculos

  • Ataxia (falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e de equilíbrio).

Estômago e intestinos

  • Tricobezoares.

 

Cuidados a ter com o Angorá


Alimentação

  • Oferecer-lhe uma ração de boa qualidade ajuda a evitar problemas de saúde como a diabetes e as infeções urinárias.

Pelo

  • O seu pelo lustroso não tem tendência a emaranhar-se, mas deve ser escovado semanalmente, evitando assim problemas com bolas de pelo no estômago. Os Angorá devem tomar banho de 15 em 15 dias, após o qual deve ser deixado secar ao sol, para a sua pele não ficar húmida.

 

Origem do Angorá


Os Angorá são conhecidos como os primeiros gatos de pelo longo da história, acreditando-se que tenham sido desenvolvidos, por um lado, a partir do gato selvagem africano, por outro, do pallas de pelos compridos, um gato asiático igualmente selvagem.

A mutação recessiva dos seus pelos longos foi perpetuada através da consanguinidade e da seleção natural, desenvolvida em regiões montanhosas da Turquia. Será, portanto, deste país que a raça provém, daí se chamar Angorá, nome por que era conhecida a atual capital, Ancara.

Pensa-se também que foi no século XVII que este gato veio parar à Europa, trazido pelo navegador Pietro Della Valle, chegando primeiro a Itália. No século seguinte, converteu-se num símbolo de status, marcando presença nos salões da nobreza francesa e, em particular, na corte de Luís XV.

Em 1700, chegou à América, mas subsequentes cruzamentos com gatos de pelo comprido fizeram com que a raça quase desaparecesse até 1900, altura em que o governo turco iniciou um programa de criação para preservar os exemplares brancos.

Curiosidades sobre o Angorá


O Angorá era a raça favorita entre a realeza e a aristocracia, sobretudo em França e na Grã-Bretanha. Sabe-se que Maria Antonieta (1755-1793) tinha uma predileção especial por estes gatos, possuindo seis exemplares. Uma história diz que ela os enviou num barco rumo à América, quando planeava a sua fuga, mas morreu antes de se poder juntar a eles.

Mingau, o gato de estimação da personagem Magali, da banda desenhada Turma da Mónica, é um Angorá branco.


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Mafalda Braga Mafalda Braga

Depois da licenciatura em Comunicação Social e Cultural e do mestrado em Media e Jornalismo, tirados na Universidade Católica Portuguesa, fez um estágio na extinta Rádio Clube Português e outro na Revista Máxima, onde ficou a trabalhar durante cinco anos e meio. Passou ainda pela Revista Must, suplemento do Jornal de Negócios, e atualmente é jornalista freelancer. Além desta área, tem uma grande paixão por cinema, viagens, animais e comida, de preferência com muito sol a acompanhar.

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