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4 tipos de ácaros em gatos: conheça os mais comuns

Os ácaros em gatos são um problema frequente que deve ser tratado. Conheça os tipos de ácaros que afetam os felinos e como se livrar deste problema.

4 tipos de ácaros em gatos: conheça os mais comuns
Existem diferentes tipos de sarnas em gatos

A sarna é uma doença de pele muito conhecida que também pode afetar os felinos. Esta doença pode ser causada por vários tipos de ácaros em gatos, e os vários tipos são responsáveis por formas diferentes de sarna.

Os ácaros são parasitas externos microscópicos e infeciosos, que são transmissíveis entre animais e pessoas, dependendo do tipo de ácaro em questão. Existem diferentes tipos de ácaros com diferentes caraterísticas e que causam diferentes formas de sarna.

4 tipos de ácaros em gatos


acaros em gatos veterinario a ver pelo de gato

Os quatro tipos de ácaros mais frequentes nos gatos são o Otodectes cynotis, Demodex cati, Notoedres cati e Cheyletiella.

1. Otodectes cynotis

Este é um dos tipos mais comuns de ácaros em gatos e afeta os seus ouvidos, sendo por isso também conhecida por “sarna das orelhas”. Afeta maioritariamente os felinos, no entanto pode acontecer também de parasitar os ouvidos dos cães, de forma mais rara.

Estes ácaros parasitam o ouvido externo do gato causando inflamação do ouvido, prurido (comichão), secreção escura e dor nos ouvidos. No entanto, apesar de caracteristicamente estar presente no conduto auditivo, é possível encontra-lo no resto do corpo dos felinos afetados, isto porque quando se coçam podem acabar por disseminar os ácaros.

O diagnóstico de sarna das orelhas nos gatos é realizado pelo médico veterinário através da observação da secreção do ouvido ao microscópio, sendo possível observar os ácaros.

O tratamento incide sobre a limpeza dos ouvidos e aplicação de pomadas ou gotas auriculares especificas para ácaros. O seu médico veterinário também pode achar recomendável a aplicação de pipetas spot-on no seu gato com um espectro contra estes parasitas.

2. Demodex cati

Os ácaros demodex são responsáveis pelo aparecimento de demodicose, apesar de ser raro em gatos. Estes ácaros podem estar presentes na pele do felino mas só se expressarem e causarem sinais de doença em situações de imunossupressão, ou seja, uma baixa das defesas, que pode estar relacionado a um aumento da população de ácaros em gatos. Não se tratando assim de uma doença contagiosa.

Os sinais clínicos de demodecose em gatos passam por alopécia (falhas de pelo), prurido (comichão), escoriações, caspa, sendo mais comum as lesões surgirem na zona da cabeça e pescoço.

O diagnóstico é realizado pelo médico veterinário através dos sinais clínicos e observação do ácaro em raspagens de pele observadas ao microscópio.

Quando um gato aparece com ácaros demodex, é importante fazer outros exames complementares, uma vez que, com o aparecimento desta doença de pele estão associadas outras doenças primárias mais graves como FIV (Vírus da Imunodeficiencia Felina), FeLV (Vírus da Leucemia Felima) e parasitas intestinais.

O tratamento realizado à base de avermectinas, que podem ser administradas sob a forma de pipetas spot-on.

3. Notoedres cati

Este é um dos ácaros em gatos menos frequentes e afeta apenas os felinos provocando a sarna notoédrica. É uma doença altamente contagiosa entre gatos disseminando-se por contacto direto entre os indivíduos, pelo que todos os felinos infetados devem ser isolados.

Esta doença de pele carateriza-se por um grande prurido, e as lesões mais caraterísticas que permitem identificar a doença são um grande espessamento cutâneo com uma camada de crostas de cor cinzenta. Estas crostas depois vão saindo gradualmente dando lugar a uma perda de pelo nesse local. Os locais mais afetados são as orelhas, focinho, pálpebras e pescoço.

Tal como o diagnóstico dos outros tipos de sarna, o diagnóstico de sarna notoédrica é confirmado através da observação do ácaro ao microscópio, apesar de pelo exame físico, sinais e lesões caraterísticas, sejam sugestivas da doença.

4. Cheyletiella

A cheyletiella é um tipo de ácaros em gatos que provoca uma doença denominada queiletielose ou “caspa andante. Esta doença tem esta denominação porque os ácaros podem ser confundidos com caspa por apresentarem uma forma semelhante, no entanto esta “caspa” move-se o que permite distinguir da verdadeira caspa.

Apesar de ser mais comum em gatos, também é possível que os cães apanhem esta infeção e mais raramente os humanos. A transmissão ocorre por contacto direto.

A queiletielose caracteriza-se por imenso prurido e caspa no corpo do animal, que não é verdadeiramente caspa. Os gatos podem também desenvolver crostas na pele e pequenas protuberâncias denominadas de dermatite miliar.

O diagnóstico pode ser realizado observando o animal de uma forma mais atenta, em que é possível identificar os ácaros a moverem-se no corpo do animal. Para confirmação, o médico veterinário pode colocar fita-adesiva no pelo do animal para recolher os ácaros e observá-los ao microscópio, confirmando assim o diagnóstico.

O tratamento pode durar entre 6 a 8 semanas com base em champôs, injetáveis, comprimidos, sprays e pipetas spot-on anti-parasitas, conforme recomendação do seu médico veterinário.

Veja também:

Fontes

1. Michael W. Dryden. (n.d.). Mite Infestation (Mange, Acariasis, Scabies) of Cats. Disponível em:
https://www.msdvetmanual.com/cat-owners/skin-disorders-of-cats/mite-infestation-mange,-acariasis,-scabies-of-cats?query=otodectes
2. Gallina, Tiago. et al. (2016). Demodiciose felina por Demodex cati. Disponível em:
https://pdfs.semanticscholar.org/4a5c/531fdbe294a00f6be4372320644d5f308768.pdf

Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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