Vírus do Papiloma Humano: o HPV tem cura?

O HPV tem cura? Há tratamento? Este é um vírus silencioso que afeta 300 milhões de mulheres mas os homens também estão em risco. Conheça melhor esta doença.

Vírus do Papiloma Humano: o HPV tem cura?
Conheça este vírus com mais de 200 estirpes.

O papilomavírus Humano, ou HPV, já apresenta mais de 200 tipos de estirpes diferentes. Este é responsável por um elevado número de infeções que, na maior parte dos casos, causa lesões benignas, mas que também pode causar, por exemplo, cancro do colo do útero. Mas será que o HPV tem cura?

Esta é, de facto, uma das infeções de transmissão sexual mais comuns a nível mundial. Cerca de 50 a 80% de indivíduos sexualmente ativos adquirem esta infeção em alguma altura da sua vida, apesar de apenas uma pequena percentagem evoluir para doenças mais graves.

Apesar de ser uma infeção muito prevalente, este vírus tem um período de latência muito grande o que faz com que por vezes se passem muitos anos até se descobrir a infeção. O HPV ocorre maioritariamente sob a forma de verrugas que se alojam na zona do útero da mulher aumentando de tamanho gradualmente.

Em Portugal aparecem cerca de 1000 novos casos por ano e por isso é preciso esclarecer este problema e todas as dúvidas que possam surgir, nomeadamente se o HPV tem cura ou não.

O HPV tem cura?


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Ainda não existe medicação antiviral com capacidade de eliminar o vírus HPV do organismo, pelo que apenas o sistema imunitário será capaz de o combater de forma expontânea. No entanto, nem sempre o vírus é eliminado de forma natural pelo que se torna fundamental a realização de rastreios anuais ao HPV para que seja possível atuar precocemente em caso de resultado positivo.

Na presença do vírus, existem tratamentos para os sintomas manifestados, mas que, à partida, não conseguem erradicar o problema. Assim, sempre que o vírus se manifestar (sob a forma de verrugas), é importante voltar a implementar o tratamento adequado.

 

Qual é o tratamento do HPV?


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Antes de mais é importante dizer que quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor.

O tratamento adequado deve ser iniciado de imediato e sempre com acompanhamento médico para conseguir combater o vírus de forma mais eficaz e evitar assim o desenvolvimento de um cancro.

O tratamento passa pela aplicação de pomadas nas zonas lesadas ou através de eletrocoagulação, laser, crioterapia ou mesmo cirurgia. O tratamento tem como objetivo reduzir ou eliminar as verrugas que se vão formando. No entanto, é importante não esquecer que apenas o nosso sistema imunológico tem a capacidade de eliminar definitivamente o vírus do organismo e por isso mesmo é tão difícil dizer que o tratamento é 100% eficaz.

Este tratamento pode ser dado como encerrado assim que novos exames médico indiquem que não há verrugas. Mas estas podem aparecer novamente e nesses casos o tratamento tem que ser realizado novamente até não surgirem mais verrugas.

Como se transmite o HPV?


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O HPV é uma infeção sexualmente transmissível que pode afetar tanto homens como mulheres em qualquer idade. No entanto, as mulheres infetadas têm 300 vezes mais hipóteses de vir a desenvolver cancro do colo do útero.

Normalmente as zonas genitais são as mais afetadas, mas também as vias respiratórias, boca, olhos, ânus entre outros, podem ser infetados. Inicialmente esta infeção surge quando a pele de uma pessoa infetada entra em contacto com uma pessoa não infetada.

Depois de o vírus se alojar no organismo de uma pessoa, pode manter-se como um “fantasma” durante muitos anos, sem nunca haver evolução para doença.

Quais as principais causas da infeção por HPV e como se manifesta?


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Existem mais de 200 estirpes de HPV, no entanto as mais graves e que mais recorrentemente evoluem para cancro são as estirpes 16 e 18 do vírus.

Outros fatores podem também ser prejudiciais para esta infeção, tais como um início precoce da vida sexual, a ausência de toma de vacinas contra o HPV (hoje em dia, já englobadas no plano nacional de vacinação em Portugal), múltiplos parceiros sexuais, múltiplas infeções de transmissão sexual como herpes Simplex tipo 2 ou Chlamydia trachomatis, entre outros.

A doença manifesta-se através de uma infeção silenciosa, que é o grande problema do HPV. Por vezes formam-se verrugas invisíveis e imperceptíveis e que apenas são detetadas com determinados exames. Não apresenta sintomas nem sinais que levem a uma desconfiança da parte da mulher/homem.

Quais as melhores medidas de prevenção do HPV?


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O método mais eficaz é a imunização através da administração de vacinas. No plano nacional de vacinação existem já duas vacinas contra as estirpes 16 e 18 do HPV, até 2019 apenas para mulheres. No entanto, os rapazes, que também podem ser portadores, estão já abrangidos mesmo que não possam desenvolver a doença mais preocupante associada ao vírus – cancro do colo do útero.

Essas duas estirpes são responsáveis por 70% dos casos e por isso esta é a medida mais importante.

Além dessa, é também crucial que as mulheres tenham consultas de rotina de ginecologia, sendo esta uma das medidas mais eficazes uma vez que quando o HPV é descoberto precocemente, as probabilidades de sucesso são muito maiores. Pelo que já foi dito antes, este vírus apenas é descoberto com exames específicos, como o Papanicolau em todas as mulheres que já iniciaram a sua vida sexual.

Também a vida sexual deve ser feita da forma mais segura possível, reduzindo o número de parceiros sexuais e com utilização de preservativo, em todas as circunstâncias, para assim ajudar a prevenir esta e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Se o HPV tem ou não cura deixa de ser importante se tomar as medidas de prevenção necessárias, de forma a proteger-se a si e ao próximo.

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