Linha de apoio aos cuidadores de idosos: um serviço útil!

A Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra junta-se à associação Alzheimer Portugal para providenciar mais uma linha de apoio aos cuidadores de idosos.

 
Linha de apoio aos cuidadores de idosos: um serviço útil!
Apoio a cuidadores à distância de uma chamada

Fixe bem estes números: 939 324 289 e 213 610 465! Estas são as duas linhas de apoio aos cuidadores de idosos em Portugal. Um serviço que já existia apenas como linha fixa e que pertencia à associação Alzheimer Portugal (só em 2017 foram recebidas mais de 2800 chamadas), vê assim mais uma entidade a disponibilizar um apoio fundamental para quem cuida de idosos, principalmente sendo os cuidadores os próprios familiares.

Joaquim Cerejeira é o diretor clínico da Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra e revelou a alguns meios de comunicação, aquando do lançamento recente desta nova valência do departamento, que “nos doentes idosos, em situações de défice cognitivo, surgem muitas vezes episódios agudos inesperados e os cuidadores ficam sem saber o que fazer.” Situação provocada dado que a maior parte dos cuidadores de idosos não são profissionais, mas trata-se sim de um papel assumido por algum familiar próximo, pelo que, em situação de desconhecimento ou urgência, “a resposta tradicional é levar a pessoa às urgências ou chamar o INEM. Nós pretendemos ajudar a resolver a situação evitando que o doente vá ao hospital”.

Desta forma, pretende-se minimizar a sensação de solidão e isolamento sentida pelos cuidadores, pois apenas à distância de uma chamada poderá ter as respostas para as suas dúvidas e evitar, assim, maior transtorno, quer para o idoso, quer para o próprio cuidador.

O que esperar da linha de apoio aos cuidadores de idosos?


assistente de linha de apoio

Se é um cuidador, saiba que ao contactar este serviço, terá à sua disposição profissionais de saúde habilitados, nomeadamente enfermeiros especializados em saúde mental, que poderão responder a dúvidas relacionadas com os efeitos secundários da medicação, duração de algum tipo de tratamento ou mesmo sobre como lidar com o doente nalguma situação específica.

O objetivo é proporcionar uma resposta direta, fácil e eficaz, para ajudar tanto o idoso como o cuidador.

Apoios do Estado para os cuidadores de idosos


Dado que os cuidadores de idosos se dedicam a esta tarefa 24 horas por dia, sete dias por semana, torna-se difícil encontrar uma fonte de rendimentos para sustentar a família, pelo que, para essas situações, o Estado disponibiliza dois tipos de apoio que poderão ser fundamentais:

1. Complemento por dependência

Trata-se de uma prestação em dinheiro atribuída aos cidadãos que se encontrem em situação de dependência e que precisam da ajuda de outra pessoa para satisfazer as necessidades básicas da vida quotidiana, nomeadamente, para a realização de serviços domésticos, apoio na alimentação, apoio à locomoção e apoio nos cuidados de higiene.

2. Subsídio por assistência de 3ª pessoa

Trata-se de uma prestação mensal em dinheiro que se destina a compensar as famílias que tenha a seu cargo crianças ou adultos com deficiência que necessitem de acompanhamento permanente de uma terceira pessoa.

Ser cuidador: um trabalho sem folgas


Linha de apoio aos cuidadores de idosos

À medida que aumenta a longevidade e a qualidade de vida, vai também aumentando o número de pessoas da terceira idade que precisam de algum cuidado especial, e é aqui que entram os cuidadores de idosos. A sua missão tem uma grande importância na sociedade e pode ser uma função desempenhada por alguém com ou sem vínculo familiar em relação ao idoso.

O importante é que seja alguém capacitada para o auxílio das necessidades e atividades da vida quotidiana, onde de incluem:

  • Fazer companhia;
  • Ser responsável por dar os remédios de acordo com a prescrição médica;
  • Auxiliar o idoso em tarefas domésticas;
  • Auxiliar o idoso durante a higiene pessoal;
  • Preparar e servir as refeições;
  • Oferecer apoio emocional;
  • Remover todos os perigos da casa, para evitar quedas e acidentes;
  • Reconhecer as perdas e mudanças de personalidade na pessoa idosa;
  • Saber identificar os pontos fortes do idoso e trabalhá-los de modo a incentivar a autonomia e a independência.

 

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