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5 Dicas para uma alimentação saudável do cão

A alimentação saudável do cão é cada vez mais uma preocupação dos tutores. Conheça algumas dicas acerca deste tema e cuido do sei melhor amigo.

5 Dicas para uma alimentação saudável do cão
A alimentação do seu cão deve ser adequada a cada fase da sua vida.

Ter um cão acarreta muitas responsabilidades, uma das quais a sua alimentação. A alimentação saudável do cão é um fator muito importante a ter em conta para garantir a sua saúde, bem-estar e um bom desenvolvimento em qualquer idade.

Alimentação saudável do cão: problemas associados à má nutrição


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É importante ter em conta a alimentação saudável do cão, pois tal como nas pessoas, a nutrição é a chave para evitar muitas doenças e problemas associados. Uma má nutrição pode levar o animal a desenvolver determinadas patologias.

1. Alergias

Há cães que desenvolvem alergias alimentares a certos ingredientes. Muitas vezes poderá não estar diretamente relacionado com a qualidade da ração, mas o tratamento passará por mudá-la.

Em casos das alergias, a alimentação a ser feita será especifica e hipoalergénica. Animais com este tipo de problemas terão que manter essa alimentação durante toda a sua vida, sob o risco de voltarem a ter reações alérgicas.

Alguns sintomas de alergia incluem:

  • Prurido (comichão);
  • Eritema (vermelhidão na pele);
  • Diarreia;
  • Vómitos;
  • Queda de pelo.

Se notar algum destes sintomas no seu cão, deve consultar o seu médico veterinário para que seja diagnosticado e tratado, começando por mudar o alimento logo que possível.

2. Diarreia

A diarreia pode ser um sinal de variadas doenças, por isso se o seu cão apresentar este sintoma deve ser avaliado para se perceber a causa.

No entanto, quando a diarreia é provocada por má alimentação, por normal está relacionada com excesso de proteína ou gordura. Também se o alimento for fraco ou de má qualidade o animal pode desenvolver diarreia.

Quando se fazem mudanças bruscas de alimentação o cão pode manifestar também diarreia ou introdução de novos alimentos.

De uma forma geral, caso seja causada por má nutrição, a alimentação deve ser mudada para uma mais adequada ao animal.

3. Obesidade

A obesidade está relacionada com sedentarismo, alimento em excesso ou alimento com muitos hidratos de carbono. Dessa forma, a ração deve ser adequada ao animal em questão, tendo em conta a sua idade, a sua atividade física e o seu metabolismo, de forma a que o animal não ingira demasiado alimento e tenha pouco atividade.

4. Problemas cardíacos

Os problemas cardíacos não serão uma consequência direta da má nutrição. No entanto, a obesidade devido à sobrealimentação ou alimento inapropriado pode ser causadora de distúrbios cardíacos.

5. Anemia

Uma alimentação inadequada, pobre em vitaminas e em nutrientes pode causar vários distúrbios no organismo devido a carência, como anemias.

6. Diabetes

A obesidade devido ao excesso alimentar pode predispor o animal ao aparecimento de doenças metabólicas como diabetes.

7. Inflamação do esófago

Pode acontecer devido a ingestão de ossos. Nunca deve permitir que o seu cão ingira ossos ou carne sem antes ter a certeza de que não tem osso.

Os ossos podem partir-se e ficar entalados no esófago causando sérias inflamações. Podem também ao partirem-se ficar afiados e causar lesões em todo o sistema digestivo.

8. Gastrite

A gastrite pode ser provocada por alimentos de má qualidade, alimentos inapropriados como lixo ou comida podre ou mal conservada.

5 Dicas para uma alimentação saudável do cão


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1. Garanta ao seu cão uma dieta equilibrada

A dieta mais equilibrada e adequada ao seu cão, não é propriamente a mais cara. Neste parâmetro deve pedir aconselhamento veterinário para decidir qual a alimentação que mais se adequa às necessidades do seu cão.

Existem atualmente no mercado muitas marcas e tipos de alimento, adequados a cada fase de vida do cão e adaptadas às suas necessidades nutricionais e metabólicas.

Quando se trata de escolher a alimentação deve ter-se em conta a idade do animal, peso, porte e necessidades específicas do animal, como por exemplo se tem algum problema renal ou alergias alimentares.

2. Evite oferecer “extras” à sua dieta normal

Se quer que o seu cão seja saudável, depois de lhe definir a alimentação, evite compensá-lo com extras como comida de pessoas ou restos.

Quando uma dieta é balanceada, rica nutricionalmente e adequada, não há qualquer necessidade de dar complementos ao animal. A comida de pessoas pode até ter alguns malefícios no cão como provocar alergias, diarreias e obesidade.

Também a utilização de suplementos mesmo em idade de crescimento, enquanto cachorro, não é aconselhável. Caso o animal esteja a fazer uma dieta adequada diariamente, a ingestão de suplementos como cálcio podem causar problemas ósseos.

Se o seu animal estiver habituado a ser recompensado com snacks próprios para cão, poderá dar-lhe sempre com moderação.

3. Respeite a dose recomendada

Consoante a ração, o peso e a idade do cão, a quantidade diária recomendada é variável. No verso de cada ração pode consultar essa quantidade, ou no caso de dúvida, pode sempre consultar o seu médico veterinário.

Não é aconselhável ultrapassar a dose recomendada para evitar problemas de saúde no seu cão.

4. Crie rotinas

Todos os cães devem ter rotinas e hábitos estabelecidos, incluindo o horário da alimentação. Comer sempre à mesma hora vai diminuir a ansiedade do cão. Também criar o hábito de alimentar o cão sempre no mesmo local e no mesmo recipiente pode ser benéfico.

5. Dar comida própria para cão

Os cães devem comer apenas comida apropriadas para a sua espécie pois, só estas garantem um suporte nutricional correto.

Comida de pessoas e comida de outras espécies como comida de gato, podem trazer sérios problemas de saúde ao seu melhor amigo.

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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