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5 tipos de ácaros nos cães mais perigosos

Os ácaros nos cães existem e podem causar doenças de pele que se denominam por sarnas. Saiba quais os tipos de ácaros que normalmente afetam os cães.

5 tipos de ácaros nos cães mais perigosos
Algumas doenças de pele nos animais são causadas por ácaros

Os cães podem ser parasitados por vários tipos de parasitas externos, como pulgas, carraças, mosquitos e ácaros. Os ácaros nos cães causam doenças de pele conhecidas por sarnas, sendo que existem vários tipos de ácaros e cada um é originário de um diferente tipo de sarna.

5 tipos de ácaros nos cães


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1. Sarcoptes scabiei

Este ácaro nos cães provoca a sarna sarcóptica, que é um tipo de sarna altamente contagioso por contacto direto objetos contaminados. Pode afetar cães, gatos e pessoas, sendo portanto considerada uma zoonose (doença transmissível entre pessoas e animais).

Os sinais clínicos podem surgir apenas entre 10 dias a 8 semanas, desde o momento do contágio, e o sinal mais característico deste tipo de sarna é o grande prurido (comichão).

Este prurido intenso é manifestado por mordidas do próprio animal, pode roçar o corpo contra o chão, paredes e objetos na tentativa de se coçar. O animal pode também coçar com as unhas e lamber a pele acabando por provocar feridas na própria pele.

O prurido é tão intenso que pode levar o animal a um estado de desespero e mal-estar. Existem também outros sinais como:

  • Erupções na pele;
  • Pequenos inchaços na pele;
  • Feridas;
  • Crostas;
  • Seborreia, caspa;
  • Espessamento da pele;
  • Anorexia, deixam de comer devido ao desconforto;
  • Emagrecimento;
  • Alopécia, falhas de pelo, geralmente na zona abdominal, tórax, orelhas, pernas e cotovelos, que numa fase mais avançada podem alastrar-se para todo o corpo, deixando o cão sem pelo.

O diagnóstico da sarna é realizado através de raspagens de pele e observação do ácaro ao microscópio. No entanto, por vezes é difícil conseguir observar ácaros nos cães, portanto o seu médico veterinário pode optar por medicar o seu cão para a sarna, mesmo que não consiga observar o ácaro, baseando-se na história do animal e sinais clínicos.

2. Demodex canis

Alguns ácaros nos cães podem viver em pequeno número na pele, sem causar qualquer tipo de doença, como é o caso de Demodex canis que vive nos folículos pilosos e glândulas sebáceas de todos os cães.

No entanto, por várias razoes, esse número pode aumentar causando um desequilíbrio, o que leva ao aparecimento de uma doença de pele denominada por demodecose, ou sarna demodécica.

As causas deste aumento de quantidade de ácaros nos cães não é ainda bem percebida, no entanto, sabe-se que existem componentes genéticas hereditárias que contribuem para essa situação, razão pela qual não é aconselhável fazer reprodução com cães com sarna demodécica.

Este tipo de sarna não é contagioso, uma vez que estes ácaros pertencem naturalmente à flora da pele de qualquer cão.

Existem dois tipos de sarna demodécica, sendo uma localizada, que os sinais clínicos se limitam a apenas uma área do corpo com entre 1 a 5 lesões, e a generalizada em que aparecem lesões dispersas por todo o corpo.

Ao contrário da sarna sarcóptica, a demodécica não apresenta prurido, a não ser que haja contaminação bacteriana. Os sinais mais comuns são:

  • Alopécia;
  • Pele vermelha;
  • Pele inflamada e inchada;
  • Aumento da pigmentação da pele (escurecimento);
  • Febre;
  • Letargia.

3. Otodectes cynotis

Este é um dos tipos de ácaros nos cães que afeta os ouvidos, e apesar de afetar cães é mais frequente em gatos.

O ácaro orotectes cynotis parasita o ouvido externo dos cães e dos gatos causando uma otite, inflamão e infeção do ouvido, que leva a dor na zona do ouvido, inchaço, e secreção de cor escuro com alteração de odor.

Cães com otite podem abanar a cabeça, coçar a zona da cabeça com as patas, por vezes até fazendo feridas, andar com a cabeça de lado.

Para identificar o agente causador de otite, neste caso o ácaro, é necessário retirar uma amostra de cerúmen do ouvido do animal e fazer uma observação ao microscópio, onde é possível observar o ácaro.

O tratamento de uma otite por otodectes cynotis consiste na limpeza e aplicação de produtos antiparasitários no ouvido, sempre sob a prescrição do seu médico veterinário.

4. Cheyletiella yasguri

Estes ácaros nos cães provocam uma doença conhecida por “caspa andante”, porque, como o próprio nome indica, observa-se no corpo do cão formas semelhantes a caspa, que no entanto são os próprios parasitas.

Para distinguir estes ácaros da simples caspa, é possível observar a olho nu com atenção, que a suposta “caspa” se movimenta. Para um diagnóstico preciso, o médico veterinário pode recolher uma amostra com uma fita adesiva do pelo do animal e observar ao microscópio a forma do ácaro.

5. Trombicula autumnalis

A trombiculose é uma doença de pele causada por um ácaro denominado de Trombicula autumnalis que provocam uma irritação na pele do animal causando sinais como:

  • Vermelhidão;
  • Inchaço na pele;
  • Alopécia;
  • Crostas;
  • Prurido intenso.

Este ácaro vive normalmente em plantas e no ambiente, infetando animais quando estes se deitam nesses locais. Quando estão já no animal agrupam-se em determinados locais formando zonas com aspeto de crostas alaranjadas.

O diagnóstico é realizado pelos sinais clínicos e observação da crosta alaranjada, no entanto para confirmação da presença do ácaro é necessária a realização de uma raspagem de pele e consequente observação ao microscópio.

Veja também:

Fonte

1. Dryden, M. W. (n.d.). Mange in Dogs and Cats. Disponível em:
https://www.msdvetmanual.com/integumentary-system/mange/mange-in-dogs-and-cats

Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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