Proteína do leite: tudo o que deve saber

Proteína do leite: tudo o que deve saber

Conheça melhor esta proteína.

Há diferentes tipos de proteína do leite, assim como vantagens e desvantagens no seu consumo. Conheça os factos para tomar as decisões certas.

A proteína do leite é das mais consumidas, mas há várias coisas que deve saber sobre ela.

Falámos com a nutricionista Daniela Duarte, do blog Agita Kalorias, para saber quais são as maiores vantagens e desvantagens desta proteína, assim como as melhores alturas para ser tomada e quais as que deve escolher.

Caso seja intolerante à proteína do leite ou prefira não consumir produtos animais, há também algumas alternativas para que a proteína não esteja em falta na sua alimentação.
 

TIPOS DE PROTEÍNA DO LEITE


O Importante é começar por lembrar-se que a proteína é fundamental para a construção muscular por, "estimular a síntese proteica pela sua maximização através dos aminoácidos essenciais presentes", afirma Daniela Duarte.  
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E a nutricionista acrescenta que "a elevada concentração de leucina parece ser a responsável por este aumento".


Mas a proteína do leite pode ser de vários tipos:

Concentrada: É a proteína do leite mais económica por não passar por um processo de filtragem e portanto contém lactose, gordura e hidratos de carbono. É indicada para quem pretende perder peso e construir massa muscular.

- Isolada: Esta proteína é alvo de um intenso processo de filtragem onde são retirados os hidratos de carbono, as gorduras, a lactose e o colesterol, tendo por isso um teor proteico mais elevado. Ajuda na definição e na construção muscular.

Hidrolisada: “Para uma absorção rápida, deve ser esta a escolhida”, afirma Daniela Duarte. Isto porque a hidrólise consiste em dividir as moléculas de proteína em várias de formas e a absorção ser mais fácil e a assimilação do organismo ser maior. Importa saber que tanto a proteína isolada como a concentrada podem ser hidrolisadas.
 

VANTAGENS DA PROTEÍNA DO LEITE


  • Facilmente digerível e de rápida absorção
  • Promove o anabolismo, ou seja, o crescimento e construção de massa magra
  • Alguns estudos afirmam ter efeitos no apetite, na saciedade e no humor pelo teor de triptofano, percursor da serotonina (neurotransmissor que regula o humor, o sono, o apetite, a dor, o ritmo cardíaco, a temperatura do corpo e as funções intelectuais)
  • Aumento da saciedade em relação a outras proteínas (como a de ervilha ou de soja) e em relação ao não consumo
 

DESVANTAGENS DA PROTEÍNA DO LEITE


As únicas desvantagens que Daniela Duarte aponta são relativas à possível alergia à proteína do leite. Mesmo assim, a nutricionista afirma que algumas dessas pessoas "conseguem suportar bem as formas hidrolisadas ou isoladas" da proteína.

Este tipo de alergia é diferente da intolerância à lactose e, embora ocorra maioritariamente em bebés e crianças, pode ocorrer também em adultos. Se surgirem sintomas como prisão de ventre, diarreia, vómitos, urticária, manchas na pele, tosse, dificuldade em respirar ou perda de peso, podem ser sinais de uma possível alérgia à proteína do leite e deverá consultar o médico para fazer exames que o comprovem. Nesse caso, terá de retirar completamente esta proteína da alimentação.


Quem não consegue de todo incluir proteína do leite na alimentação, pode sempre optar por outras opções como a proteína de cânhamo, a proteína de arroz ou a proteína de ervilha.

 

QUANDO TOMAR E QUANDO EVITAR?


A proteína de soro de leite é indicada para momentos de "stress metabólico em que a reposição proteica se torna essencial", afirma Daniela Duarte. Tendo isto em conta, os momentos depois do treino são os ideais para a consumir devido ao grande desgaste muscular e à necessidade ser maior e, consequentemente, a absorção ser mais imediata.

Consumir na primeira refeição do dia também é uma opção para aumentar o teor de proteína, mas também para controlar melhor o apetite ao longo do dia, explica Daniela.
Para escolher a proteína que vai tomar, deve ter em atenção que devem ser certificadas pelas entidades NSF (The Public Health and Safety Organization) e BSGC (Banned Substances Control Group). Daniela Duarte seleciona as da On Nutrition, Gold Nutrition e Scitec.

Mas há algumas situações em que a proteína do leite deve ser evitada:
  • Intolerância à lactose
  • Gravidez e amamentação por ainda não haver evidências científicas
  • Ter atenção quando toma medicação
  • Maior suscetibilidade a sentir náuseas e cólicas

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